Novas e espantosas revelaes sobre as fraudes de Roberto Marinho para se apoderar da TV Globo de SP

H anos e anos, (desde que o doutor Roberto Marinho era vivo e poderoso), tomando conhecimento dos fatos escandalosos que envolveram a compra da Rdio Televiso Paulista S/A (hoje a TV Globo de So Paulo), a Tribuna da Imprensa passou a informar e esclarecer esses fatos.

Depois que a Tribuna impressa deixou de circular, continuamos aqui, com o mesmo projeto rigorosamente representativo da verdade. A famlia Ortiz Monteiro e mais 673 acionistas minoritrios, esperam JUSTIA.

impressionante que, tantos anos depois da usurpao da emissora, ainda continuem a surgir novas provas das fraudes cometidas pelo fundador da Organizao Globo, que precisava desesperadamente de uma emissora de televiso em So Paulo, para fortalecer sua rede, e tudo conseguia na ditadura militar que ele tanto apoiou.

Ento vamos relembrar como Marinho deu esse grande golpe, passando por cima das leis, com a conivncia das autoridades da poca. Tudo comeou em novembro de 64, quando Victor Costa Jnior, filho nico e herdeiro de Victor Costa,(falecido em dezembro de 1959, na condio de presidente, e no acionista da TV Paulista), vendeu para Roberto Marinho o controle daquela empresa de comunicao.

Pagando o equivalente a 2 milhes de dlares, o presidente da Organizao Globo assumiu 52% do seu capital social (15.100 aes de um total de 30 mil), SEM PRVIA AUTORIZAO DO GOVERNO FEDERAL, infringindo assim a legislao sobre transferncia de controle de emissoras de rdio e de TV, em vigor at hoje.

No contrato estava assinalado que os bens deixados por Victor Costa, incluindo as aes da Rdio Televiso Paulista S/A, vinham sendo inventariados numa das varas do Frum Central de So Paulo e que as referidas aes seriam transferidas a Marinho to logo fosse deferida a adjudicao dos bens ao herdeiro Victor Costa Junior, o que deveria ocorrer, sem contestao, em alguns meses, ou seja, no incio de 1965.Mas isso nunca aconteceu.

Vendedor da TV Paulista
nunca foi dono da emissora

Curiosamente, o inventrio de Victor Costa, pai, se arrastou por mais de 20 anos, PROPOSITADAMENTE, jque no havia impugnao alguma. Durante todo esse tempo (20 ANOS), Roberto Marinho jamais cobrou a transferncia das aes. Por qu? Ora, porque ao final do inventrio, no houve a adjudicao e transferncia das aes, pois elas nunca pertenceram a Victor Costa pai e, portanto, no podiam ser transferidas ao herdeiro Victor Costa Filho.

O inventrio s foi concludoem 1986, sem que as anunciadas aes da ex-Rdio Televiso Paulista S/A dele constassem. E uma das hipteses (?) era que Roberto Marinho teria sido passado pra trs numa operao de vulto e imprescindvel para a consecuo de seu projeto de dominar tudo, em termos de comunicao: jornal, rdio, revista, televiso, gravadora de discos e por a a fora.

Reexaminando algumas centenas de folhas da ao movida desde 2001 contra o Esplio de Roberto Marinho e TV Globo, e que vai ser julgada no Superior Tribunal de Justia, deparei-me com alguns documentos que ensejam a concluso de que o comprador da TV Paulista na verdade agiu como um ESTELIONATRIO VULGAR, e de fato, JAMAISFOI ENGANADO. Muito pelo contrrio.

O advogado de Roberto Marinho
era advogado tambm do vendedor

Recapitulando: Roberto Marinho, com 60 anos, no auge de sua lucidez e obstinao empresarial, em novembro de 1964comprou a TV Paulista da pessoa que no podia vend-la, pois, no era titular das aes e Marinho estava bem ciente dos riscos e problemas que iria enfrentar.

Como cheguei a essa concluso? Muito simples: o advogado de Marinho, comprador da emissora, era advogado tambm do vendedor e foi quem cuidou do processo de inventrio dos bens deixados por Victor Costa a seu filho, Victor Costa Junior. Portanto, o advogado SABIA que as aes da Rdio Televiso Paulista S/A no estavam relacionadas como bens a serem inventariados e adjudicados. E TAMBM SABIA que o contrato assinado por Victor Costa Junior e Roberto Marinho NO TINHA VALOR ALGUM.

Esse advogado (na poca um dos mais famosos de So Paulo), participou da elaborao do Instrumento Particular de Venda das Aes da Rdio Televiso Paulista S/A, em nome de Victor Costa Junior e de Roberto Marinho, e uma vez consumado o NEGCIO FRAUDULENTO, continuou prestando servios emissora e a Roberto Marinho por muitos anos.

ELEMENTAR. Se o advogado tivesse enganado Roberto Marinho, jamais poderia seguirprestando-lhe servios, inclusive, como diretor da empresa de comunicao e seu representante junto ao CONTEL Conselho Nacional de Telecomunicaes, a quem caberia deferir a imaginativa transao, passando a CONCESSO e o CONTROLE da emissora para Roberto Marinho.

Como claro, lmpido e transparente, Victor Costa Junior (vendedor das aes), Roberto Marinho (comprador do que no existia) e o advogado que representava os dois, TODOS ESTAVAM CIENTES das ilegalidades, das fraudes e das falsificaes que cometiam, assim como dos riscos que corriam e das vantagens que poderiam auferir. E AUFERIRAM.

Para legalizar a TV Globo de SP,
um enorme festival de ilegalidades

Em seguida, dissimuladamente, Marinho e seu advogado produziram as mais absurdas e ilegais iniciativas jurdico-societrias, entre 1964 e 1976, para, com a concordncia dos governantes militares, conseguirem DOZE ANOS DEPOIS, a ilegtima, indbita e imoral LEGALIZAO da usurpao de todas as aes dos verdadeiros acionistas da ento Rdio Televiso Paulista S/A, hoje, TV Globo de So Paulo, responsvel por 50% do faturamento da Rede Globo de Televiso, no menos que OITO BILHES DE REAIS POR ANO.

O caminho seguido para se apossarem dos direitos acionrios de centenas de famlias, foi simplista demais. Via assemblias extraordinrias irregulares e sem quorum legal, convocadas por meio de pequenos anncios em jornais de circulao restrita, apropriaram-se ilcita e silenciosamente dos direitos dos ACIONISTAS VERDADEIROS.

E, quando descobertos e cobrados, com muita competncia, justificaram: De acordo com a Lei das Sociedades Annimas, TODOS OS ATOS SOCIETRIOS DOLOSOS OU FRAUDULENTOS PRESCREVEM EM DOIS ANOS. PORTANTO, O QUE ERA DOS 673 ACIONISTAS E OUTROS MAIS, AGORA NOS PERTENCE LEGALMENTE.

***

PS timo, estamos entendidos. Cumprimentos famlia Marinho e Televiso Globo de So Paulo pela esperteza praticada e, segundo eles, fundamentada no artigo 286 da Lei das Sociedades por Ao, n 6.404, de 15 de dezembro de 1976 e em legislao anterior:

PS2 Diz o artigo 286: A ao para anular as deliberaes tomadas em Assemblia Geral ou especial, IRREGULARMENTE CONVOCADA OU INSTALADA, violadora da Lei ou do estatuto, ou eivada de ERRO, DOLO, FRAUDE OU SIMULAO, prescreve em 2 (dois anos), contados da deliberao.

PS3 Acredite se quiser. Se houve crime, ato doloso, roubo de aes, EST TUDO PRESCRITO. o que diz a lei. E por isso que acionistas lesados da Televiso Globo de So Paulo, ex-Rdio Televiso Paulista S/A, iro bater s portas da ONU, da OEA e do Tribunal Internacional Penal por conta de escancarada e inadmissvel afronta ao LEGTIMO DIREITO DE PROPRIEDADE.

PS4 – Resumindo: aqui no h CIDADANIA. Aqui tem VILANIA e amparada por lei. At quando?Que Repblica.

NO PERCAM AMANH:
Roberto Marinho assinou documento
reconhecendo os direitos dos acionistas da TV
Paulista, mas no teve dvidas em engan-los

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