Nove executivos presos entram com pedido de habeas corpus

Executivos presos cobriram os rostos para não serem fotografados

André Richter
Agência Brasil

Pelo menos nove executivos ligados a empreiteiras que tiveram prisão decretada na sétima fase da Operação Lava jato, da Polícia Federal, entraram neste sábado (15) com pedidos de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre (RS), segunda instância da Justiça Federal. Três deles ainda não foram presos, mas entraram com o pedido de revogação da prisão. Os  pedidos devem ser analisados neste fim de semana, no plantão judiciário.

Deflagrada na sexta-feira, por determinação do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, em Curitiba, a nova fase da operação prendeu 20 acusados, entre eles o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque.

Dos 25 mandados de prisão recebidos pela PF, cinco não tinham sido cumpridos. Mas dois executivos se entregaram hoje em Curitiba: João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da empresa; e Dalton dos Santos Avancini, diretor-presidente.

Os policiais ainda não conseguiram localizar um outro executivo da Camargo Correa, Eduardo Emerlino Leite, vice-presidente, assim como Aldarico Negromonte Filho, acusado de ter ligações com o doleiro Alberto Youssef, e Fernando Antonio Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano, operador do PMDB no esquema.

OUTROS PRESOS

Os demais presos que entraram com pedido de habeas corpus estão na superintendência da PF, em Curitiba. São eles: Alexandre Portela Barbosa, advogado da empreiteira OAS; e Carlos Eduardo Strauch Albero,  diretor da Engevix;  José Aldelmário Pinheiro Filho, presidente da OAS; José Ricardo Nogueira Breghirolli, funcionário da OAS; Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor da Área Internacional da OAS; e Gerson de Mello Almada, vice-presidente da Engevix.

As prisões ocorreram em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, em Pernambuco e no Distrito Federal. Todos os presos foram levados, nesta madrugada, em um avião da Polícia Federal para a Superintendência da PF em Curitiba, onde devem prestar depoimento ainda neste sábado.

2 thoughts on “Nove executivos presos entram com pedido de habeas corpus

  1. Fiz uma aposta com um amigo hoje
    Disse para ele que não fica um PRESO até uma semana.
    Vários HC como aquele do juziinho do FHCapo/Capone e todos os corruptores estão na rua em menos de uma semana.
    Acho que vou ganhar a aposta
    Aguardamos…

  2. Autoridades dos ESTADOS UNIDOS estão investigando o envolvimento da Petrobras e de seus funcionários em um suposto esquema de pagamento de propinas, segundo reportagem publicada neste domingo pelo “Financial Times” em sua página na internet. Conforme o jornal, fontes familiarizadas com o assunto contaram que o DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal sobre a empresa, que tem ADRs (do inglês American Depositary Receipt) listados em Nova York, enquanto a Securities and Exchange Commission (SEC), que regula o mercado de capitais americano, está buscando um inquérito civil.

    A reportagem lembra que a estatal, a maior empresa brasileira, é alvo de investigações pela Polícia Federal e pelo Ministério Público que podem culminar na revelação de “um dos maiores casos de corrupção da história do país”. O jornal também destaca que muitos dos problemas apontados na Petrobras teriam ocorrido quando a presidente reeleita Dilma Rousseff estava à frente do conselho de administração da empresa.

    “As autoridades dos Estados Unidos estão investigando se a Petrobras ou seus funcionários, intermediários ou prestadores de serviços violaram a Lei de Práticas Corruptas no Exterior [tradução livre de Foreign Corrupt Practices Act], uma lei anticorrupção que torna ilegal subornar funcionários estrangeiros para ganhar ou manter negócios”, indica a reportagem, citando as mesmas fontes como origem da informação.

    No Brasil, segue o texto, promotores alegam que a estatal e seus fornecedores superfaturaram custos de projetos e aquisições em “centenas de milhares de dólares e repassaram parte dos recursos para políticos da coalizão governista liderada pelo Partido dos Trabalhadores”. Segundo o Financial Times, o Departamento de Justiça e a SEC declinaram de comentar o assunto e a Petrobras não respondeu o pedido de entrevista.

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