Novela da sucessão de Chávez entra nos capítulos finais.

Carlos Newton

Na expectativa do agravamento do estado de saúde do presidente Hugo Chávez, a crise da Venezuela continua tendo desdobramentos. No sábado, os parlamentares venezuelanos renovaram o mandato do presidente da Assembleia, o chavista Diosdado Cabello, sem que houvesse divisões no lado governista.

  Maduro será o sucessor de Chávez

A eleição ganhou importância política nos últimos dias em razão da possibilidade de sucessão presidencial. Caso o líder bolivariano Hugo Chávez não possa ser empossado de forma definitiva, a Constituição determina que o presidente da Assembléia tem de assumir o governo e convocar nova eleição presidencial em 30 dias.

Embora seja próximo à ala militar chavista e com força dentro da máquina partidária do PSUV, Cabello foi preterido como herdeiro político de Chávez, que preferiu designar Nicolás Maduro como vice-presidente e sucessor (na Venezuela não há eleição de vice, o presidente é que indica).

Maduro diz que, apesar da gravidade da doença de Chávez, ainda não há razão para declará-lo em “ausência permanente”. Como Chávez solicitou no início do mês passado uma permissão de viagem que pode ser prolongada por 90 dias, isso daria margem de manobra para adiar a cerimônia de posse. Mas há controvérsias, como dizia o genial ator Francisco Milani.

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