Novo depoimento do chefe do cartel complica Lula e Dilma

Empreiteiras ajudaram a eleger Dilma, diz Pessoa

Deu na Veja

O empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, apontado no escândalo do petrolão o chefe do ‘clube do bilhão’, contou aos promotores da força-tarefa da Operação Lava Jato que doou 7,5 milhões de reais à campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff porque temia ter seus negócios com a Petrobras prejudicados, segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada neste sábado.

O empresário disse ter tratado da doação diretamente com o tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, com quem se reuniu a pedido do então tesoureiro do partido, João Vaccari Neto. Edinho é hoje ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, e Vaccari está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná.

Pessoa passou quase seis meses na cadeia por envolvimento com o esquema de corrupção investigado na Lava Jato – hoje está em prisão domiciliar. Em janeiro, Veja revelou um manuscrito de seis folhas em que Pessoa afirmava que Edinho Silva “está preocupadíssimo” com os rumos da investigação: “Todas as empreiteiras acusadas de esquema criminoso da Operação Lava Jato doaram para a campanha de Dilma”, escreveu, em tom de ameaça.

DINAMITE PURA

O empreiteiro começava então a mostrar disposição para contar tudo o que sabe sobre o esquema em acordo de delação premiada – e o que ele sabe é dinamite pura, como mostrou Veja em fevereiro: o esquema começou a funcionar em 2003, organizado pelo então tesoureiro do PT Delúbio Soares; a UTC financiou clandestinamente as campanhas do ministro Jaques Wagner; a UTC ajudou o ex-ministro José Dirceu a pagar despesas pessoais; a campanha de Dilma e o PT receberam 30 milhões de reais desviados da Petrobras.

De acordo com a reportagem da Folha deste sábado, Pessoa também contou ao Ministério Público que contribuiu com 2,4 milhões de reais para o caixa dois da campanha à reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006; e mais 2,4 milhões de reais para quitar dívidas da campanha de Fernando Haddad pela prefeitura de São Paulo, em 2012.

O valor teria sido abatido da conta de propinas do esquema na Petrobras. Conforme a reportagem, o empreiteiro também revelou que a maior parte dos valores pagos à consultoria do ex-ministro de Lula José Dirceu foi repassada após a prisão do petista, atendendo a um pedido de ajuda financeira de sua família. Segundo a reportagem, o PT rechaçou as acusações e afirmou que todas as doações foram feitas dentro da lei.

18 thoughts on “Novo depoimento do chefe do cartel complica Lula e Dilma

  1. Caso as inconfidências venham ser comprovadas, Dilma não vai escapar da cassação da sua diplomação. E sem diplomação, a posse na presidência fica sem efeito político e jurídico. É o impeachment decretado pelo próprio TSE. O que surpreende ainda mais é a disposição e determinação da Petrobras de ingressar na Justiça com ações de indenização contra as empreiteiras, seus dirigentes e os próprios diretores da estatal, sem que antes esteja definido quem foi o agente corruptor e o agente corrompido, importando saber que esta definição é da exclusiva competência da Justiça Criminal. É princípio basilar do Direito Civil (Direito das Obrigações) que não compete ao juiz do cível apontar autor(es) de crime.
    Jorge Béja

    • Prezado Dr. Jorge Béja,

      Depois do seu douto pronunciamento, só temos a constatar, com tristeza, que o Departamento Jurídico da Petrobras é incompetente. Não conhece o Direito.

      • Ednei Freitas.

        Evidente que conhecem a ciência jurídica, no entanto, é preciso criar fatos para dar a impressão à sociedade de que algo está sendo feito, mesmo que ao final as ações venham a dar em nada.

        Uma evidência lógica é continuação das obras pelas empreiteiras envolvidas na Lava Jato. Como então, entrar na Justiça contra empresas que ainda cumprem contratos com a estatal? A LÓGICA ARISTOTÉLICA não está sendo aplicada ao caso concreto.

        Outra questão ilógica que se impõe é não ter acontecido nada em relação aos executivos da Odebrechet, apesar das inúmeras citações do doleiro, do Barusco e do Paulo Roberto Costa.

        Que fazer?

    • O que mais deve estar preocupando o PT e agregados é o fato do Renato Pessoa ter ficado calado no seu depoimento à justiça. Não sou da área do direito, mas acho que isso é um indício de uma delação premiada em curso….

    • Sei não, Dr. Beja. Ainda que as inconfidências sejam comprovadas, existe no topo do TSE aquele famoso cumpanheiro defensor dos petralhas, jogando na retranca, que não vai deixar acontecer a cassação da diplomação da gerentona vitoriosa em eleição cuja apuração é suspeita de fraude por conta dos caprichos do dedicado e servil servidor.

    • Jorge, infelizmente o STF e o TSE está contaminado pelo PT: Dias Toffoli foi advogado do partido e é ministro em ambos os tribunais. Quem garante que não foi ele que fraudou as eleições (se elas realmente foram fraudadas)?

  2. Queria saber, onde o Partido dos Trabalhadores arranjou tanto dinheiro para financiar campanhas, só cego não vê que isto foi um esquima para meter a mão no erário publico.

  3. “O esquema começou a funcionar em 2003, organizado pelo então tesoureiro do PT Delúbio Soares; a UTC financiou clandestinamente as campanhas do ministro Jaques Wagner; a UTC ajudou o ex-ministro José Dirceu a pagar despesas pessoais; a campanha de Dilma e o PT receberam 30 milhões de reais desviados da Petrobras”, disse Pessoa, com todas as letras. Ora, se a UTC financiou clandestinamente as campanhas do ministro Jaques Wagner, ajudou a pagar despesas de José Dirceu e a campanha de Dilma (e o PT) receberam 30 milhões desviados (ressalte-se bem: desviados) da Petrobras, cai por terra a afirmação do PT de que ” todas as doações foram feitas dentro da lei”. Se a doação foi clandestina e feita com dinheiro desviado da Petrobras, como é que isto está dentro da lei?

    Além do mais, Pessoa também contou ao Ministério Público que “contribuiu com 2,4 milhões de reais para o caixa dois da campanha à reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006; e mais 2,4 milhões de reais para quitar dívidas da campanha de Fernando Haddad pela prefeitura de São Paulo, em 2012”. Ora, caixa 2 também é crime. Tudo indica que esta “contribuição” também foi feita com dinheiro desviado da Petrobras. Porque não? Cesteiro que faz um cesto faz um cento, e nada nos faz supor que o dinheiro para Lula e Fernando Haddad tenha saído da conta bancária pessoal de Pessoa. Nem mesmo o dinheiro clandestino para Jaques Wagner. Se fosse da conta bancária pessoal de Pessoa, o dinheiro não poderia ser clandestino, ora bolas !

    Felizmente Pessoa já está sendo investigado pelo Juiz Sérgio Moro, e tudo indica que as provas que provavelmente já foram colhidas irão mandar Dilma, Lula, Dirceu (novamente) Jaques Wagner, Delúbio Soares (novamente) e Haddad para o banco dos réus.

    Mas deixem-me também manifestar meu inconformismo e minha indignação contra estes ladrões do patrimônio público: Pessoa, Dilma, Lula, Dirceu e Haddad, Jaques Wagner e Delúbio Soares. Canalhas!!!

    • Prezada Mara, há um ditado no mundo jurídico que diz “o que não está nos autos não está no mundo”. Conversa com promotor ou promotores de nada valem para o processo, seja cível ou penal. Mesmo um depoimento colhido com todas as formalidade que a lei exige, se o que nele constar não vier acompanhado de prova, é imprestável. Se não tanto, ajuda um pouquinho apenas. Cito um exemplo. Antigamente dizia-se que ser “réu-confesso” era o bastante para a condenação. Hoje, se um réu confessar a prática do crime que lhe é imputado e a confissão for solta, sem prova,
      nada vale. A pessoa pode até mesmo ser processada por falsa autoacusação.
      Depreendo que sua pergunta deriva da notícia ora comentada. Entendi que o empresário relatou fatos em depoimento, formalmente tomado.
      Jorge Béja

  4. MAS PARA TRISTEZA NOSSA, JÁ COMEÇOU A OPERAÇÃO CALA-BOCA. Site de Veja:

    Em novembro passado, o juiz Sergio Moro determinou a prisão de executivos de oito empreiteiras acusadas de saquear os cofres da Petrobras e, com o dinheiro roubado, pagar propina a políticos alinhados ao governo, sobretudo do PT, PMDB e PP. Se o mensalão resultara na prisão da antiga cúpula petista, o petrolão levava à cadeia, sob a suspeita de corromperem agentes públicos, destacados financiadores de campanhas eleitorais. Batizada de Juízo Final, essa etapa da Operação Lava-Jato era a aposta dos investigadores para chegar ao comando do maior esquema de corrupção do país. Em depoimentos formais, delatores e operadores já haviam dito que os cofres da empresa eram surrupiados como forma de levantar recursos para comprar apoio partidário ao governo. O quebra-cabeça estava quase montado. Faltava, no entanto, que um grande empreiteiro informasse quem ordenara essa transação criminosa. Faltava a identificação do chefe, do cabeça, do responsável pelo desfalque bilionário. Para esclarecer essa dúvida, o Ministério Público começou a negociar acordos de delação premiada com executivos de construtoras. Já o governo colocou ministros em campo a fim de mantê-los em silêncio.
    .
    Essa queda de braço se desenrola há quase cinco meses. Investigadores e advogados de defesa compartilham da mesma análise: quanto mais o tempo passa, maior a probabilidade de um empreiteiro de primeira linha contar o que sabe e, portanto, maior a agonia do governo. Mas essa agonia, ao que parece, está perto de acabar.

    ​Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff disse a interlocutores, numa conversa reservada no Palácio do Planalto, que o Supremo Tribunal Federal (STF) começará a libertar os executivos encarcerados na Lava-Jato. Se essa previsão se confirmar, a tendência é que os empresários abandonem as negociações com os procuradores, tornando praticamente nula a possibilidade de colaborarem com as apurações. Dilma fez tal prognóstico ao falar do julgamento que a Segunda Turma do STF fará, nos próximos dias, do pedido de libertação do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC. Amigo do ex-presidente Lula e considerado o chefe do clube que fraudava contratos na Petrobras, Pessoa ameaçou contar às autoridades detalhes do petrolão se não deixasse a carceragem da Polícia Federal.

    ​Conforme VEJA revelou, ele disse a pessoas próximas que pagou despesas pessoais do ex-ministro José Dirceu e deu 30 milhões de reais, em 2014, a candidaturas do PT, incluindo a presidencial de Dilma Rousseff – tudo com dinheiro desviado da Petrobras. Pessoa também garantiu ter na memória detalhes da participação dos ministros Jaques Wagner (Defesa) e Edinho Silva (Secretaria de Comunicação Social), tesoureiro da campanha de Dilma em 2014, na coleta de dinheiro para candidatos petistas. “O Edinho está preocupadíssimo”, escreveu num bilhete, em tom de ameaça, ainda no início de sua temporada de cárcere. A Segunda Turma do STF é formada por cinco ministros: Teori Zavascki, Celso de Mello, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Apesar de Zavascki ser o relator do caso, as atenções estarão voltadas para Toffoli. E­­x-funcionário da liderança do PT na Câmara, ex-assessor do mensaleiro José Dirceu e advogado-geral da União no governo Lula, Toffoli se mudou da Primeira Turma para a Segunda Turma a fim de completar o quórum do colegiado e afastar o risco de que os julgamentos do petrolão terminem empatados, o que beneficiaria os investigados. O currículo do ministro e seus sucessivos votos pela absolvição no processo do mensalão sugerem um ponto a favor dos investigados. Só sugerem.

    A VEJA, ministros do STF afirmaram que Pessoa e os demais executivos presos – como o presidente da OAS, Léo Pinheiro, outro amigo de Lula – devem ser soltos. “Em alguns casos, já reputo exagerado o tempo de prisão, tendo em vista que as investigações estão realizadas”, disse um ministro da corte. Esse foi o mesmo argumento esgrimido por Dilma no Planalto. Advogados de defesa alegam que o juiz Sergio Moro mantém as prisões como forma de obrigar os presos a fechar acordos de delação premiada. Não haveria base jurídica para que eles continuassem na cadeia. O ex-ministro do STF Carlos Velloso discorda dessa avaliação e lembra que decisões monocráticas de integrantes de tribunais superiores têm ratificado a atuação de Moro. “Ele não está cuidando de ladrões de galinha. O que tem feito se compara ao que os juízes fizeram contra a máfia na Itália.”
    Apesar de afirmar que a tendência do STF é libertar os executivos, um ministro admite que o caso de Ricardo Pessoa tem um complicador: ele foi preso, entre outras razões, por tentar intimidar a contadora Meire Poza, que trabalhava para o doleiro Alberto Youssef, um dos delatores do petrolão.

    Para a pr­essionarem a não contar o que sabia, representantes de Pessoa insinuaram que poderiam fazer mal à filha dela. Houve uma tentativa clara e cristalina de atrapalhar a investigação, o que afronta regra básica do Código Penal. “Ameaça a testemunhas é, realmente, um problema”, declarou o ministro.

  5. Já estamos cansados de saber que as campanhas presidenciais do PT receberam centenas de milhões de reais em doações de empreiteiras. O que acontece é que nada acontece. O que interessa é se tudo isso vai dar em impeachment ou se não vai dar em nada. Estamos cansados desse tipo de denúncia que servem apenas para grandes manchetes de jornais e revistas!!!

  6. Parte hilariante dessa história das “doações” está na frase que expressa “O valor teria sido abatido da conta de propinas do esquema na Petrobras.” Parece até pronunciada pelo imortal Justo Veríssimo, personagem criada pelo cardeal Chico Anysio.

  7. Infelizmente, a área de óleo e gás é uma podridão. Tudo que está saindo é verdade, porém, com certeza, o que está sendo divulgado é apenas “uma gota” no oceano. Esse cidadão é um Capo…simplesmente um capo. Tive a insatisfação de encontra-lo algumas vezes. Empáfia, falta de educação, arrogância, prepotência são elogios. Existe um consórcio constituído exatamente por 04 empresas “investigadas” que é uma vergonha. Montaram e construiram 05 plataformas sendo que duas com prejuízos que nem em países de primeiro mundo, as empresas aguentariam. Agora está explicado, pois com certeza foram compensadas por outras obras ( Belo Monte, Jirau, estradas, etc…etc ). Mais duas estão tentando terminar, porém estão a ponto de ir para arbitragem em NY pois a ineficiente PB ( que tem que ser privatizada ) está sem “dinheiro”. A montagem dessas plataformas são realizadas no extremo sul do Brasil, totalmente inviável economicamente, mas que protegeu essa infeliz presidente do Brasil no tempo dos governos militares. O Pais foi literalmente vilipendiado. Não adianta colocar a culpa na CIA, ASN, KGB, STASI, PQP, Etc….fomos nós, os Brasileiros. Votem mais no PT, votem. Será que apesar da Ignorância e do analfabetismo funcional ainda não conseguiram enxergar?

  8. Pergunto também em que vai resultar tudo isso, pois já temos certeza quem são os criminosos e qual foi crime, a Rainha de Copas e seu valete Nove dedos os mentores intelectuais. Caso esse simulacro de país fosse sério ou coisa que o valha, esses já estavam cumprindo pena numa penitenciária. O crime desses inocentões é o Crime de Lesa Pária.
    A propósito, a UTC foi a empresa que pôs para funcionar o aeródromo de Feira de Santana-BA, tudo mediado pelo deputado José Neto- PT Bahia, que já se sabe manipulou e comprou votos aos montes para ajudar na reeleição do Jaques Wagner e mais recente a eleição do obscuro Rui Costa, desconhecido para a maioria dos baianos, que miraculosamente “ganhou” as eleições para governador da Bahia, ,sem contar sobre as privatizações de estradas,entre elas BR 324, que só entre Salvador e Feira de Santana existem dois pedágios sob a respirabilidade de uma empresa, a ViaBaia, que não se sabe qua é a relação entre ela e o PT. Isso posto só vem corroborar a podridão do PT na administração pública, mas como isso é apenas uma caricatura, mal feita, de uma nação, tenho certeza que não vai resultar em nada, vamos continuar sendo roubados pelos políticos, que independentes da sigla, são todos uns ratos imundos, e eles vão continuar, com a conivência do zé povo seu parasitismo.

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