Novo governo de Brasília quer dar exemplo de austeridade

Rollemberg enfrentará o caos da gestão Agnelo Queiroz

Almiro Marcos , Matheus Teixeira , Kelly Almeida
Correio Braziliense

Durante solenidade de anúncio dos nomes do primeiro escalão do futuro governo, austeridade foi uma das palavras mais repetidas pelo governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB). Um indicativo de que pretende unir o discurso à prática foi que o socialista informou a redução do número de pastas de atuais 34 (chegaram a ser 39) para 24 — mais a chefia de gabinete. Além disso, preocupado com a situação das contas públicas, cujo rombo é estimado em R$ 3,8 bilhões, o futuro chefe do Executivo reafirmou a intenção de extinguir 60% dos cargos comissionados de livre provimento, que somam cerca de 8 mil servidores — dados oficiais de novembro.

Outro indício da política de arrocho que deve vigorar no GDF a partir de 2015 é o nome do secretário de Fazenda (leia mais nas páginas 18 a 20). Ex-servidor do Banco Central e assessor especial da Casa Civil da Presidência de Fernando Henrique Cardoso, Leonardo Colombini comanda as finanças do governo de Minas Gerais desde 2010 —, mas começou a trabalhar no estado vizinho em 2003. Em terras mineiras, ajudou a articular o choque de gestão do governo tucano de Aécio Neves, mantido por Antônio Anastasia. As palavras de ordem do modelo eram justamente austeridade, aumento de arrecadação e redução das despesas, que estavam na ponta da língua de Rollemberg.

REDUÇÃO DE DESPESAS

Mal anunciou o secretariado e houve a primeira reunião, a portas fechadas, ainda no Brasília Palace Hotel, onde ocorreu o anúncio, no espaço Athos Bulcão. Depois de um período de 15 dias até o fim do ano — no qual os secretários trabalham para preparar as bases da nova administração —, o governador eleito confirmou que as primeiras medidas oficiais serão financeiras. “A primeira tarefa são as ações que vão garantir a redução das despesas e o aumento da receita. São as medidas de austeridade para conseguir em pouco tempo o equilíbrio nas contas do DF”, explicou. Ele tem reclamado bastante de dinheiro. Ou melhor, da falta dele. E, pior, com muitas contas a pagar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO petista Agnelo Queiroz (ex-PCdoB), conseguiu fazer o pior governo da História de Brasília. Eivado de acusações de corrupção desde a compra de uma mansão às margens do lago Paranoá, Queiroz deixa uma herança maldita para Rollemberg, que terá de administrar uma máquina administrativa pré-falida e caótica. (C.N.)

 

5 thoughts on “Novo governo de Brasília quer dar exemplo de austeridade

  1. Caro Jornalista,

    BRASÍLIA PERDEU OITO ANOS: quatro anos com o Arg-nulo e quatro com o Cristovam Buarque, ambos do PT. Coincidentemente nos dois governos os ÚNICOS BENEFICIADOS foram os donos das empresas de multa e o Detran.

  2. Quando um governante assume e “deixa para lá” as coisas malfeitas da administração anterior, mesmo antes de iniciar seu trabalho já está no caminho da omissão. Inimigos durante as campanhas eleitorais, companheiros da classe política uma vida inteira, deixa de apresentar as falhas dos outros para que, amanhã, não apresentem as suas. É a força da corporação: o famoso espirito de corpo.
    Cuidemos de suas atitudes. Afinal, não deveria ser praxe, eticamente correto e necessário a valorização da classe política que fossem buscados os responsáveis pela situação financeira dos estados? Jogando para baixo da mesa ou do tapete os erros dos antecessores, jamais teremos responsabilizados aqueles que brincaram de administrar nosso patrimônio.
    E isto vale para todos.
    Vamos ficar de olho. Isto é cidadania pura e não a que andam “distribuindo” como bala de goma no dia da criança.

  3. Senhores, o sistema de fiscalização dos tribunais de contas, principalmente os estaduias, com seus ministros, nomeados pelos executivos e abençoados pelos legislativos, são o “foco” da corrupção no “cofre público”, ao aprovarem as contas, que deveriam ter a chancela “REPROVADA PELOS AUDITORES”o tce/RJ, FOI ALVO DE REPORTAGEM da Mídia, mostrando a podridão que impera, cujo resultado, é o que aí está: CORRUPÇÃO DESENFREADA. A aprovação de crimes contra o ERÁRIO, os autores da aprovação deveriam pagar “cadeia pesada”, juntamente com os ministros.
    O Dr. Hage do CGU, ao renunciar à Presidência, declarou uma verdade, que não faz nem cócegas nos governantes amorais.
    Acendeu um raio de LUZ para moralizar o País, com o jovem JUIZ MORO, Policia Federal (sucateada pelo governo) e Ministério Público Federal, que sirvam de exemplo para moralização do Brasil.
    Chega de hipocrisia governamental, e que o “Zé e Maria Mané” passe a ser “CIDADÃO(Ã)”, votando com consciência e dignidade, pois, eles, são os grandes responsáveis pelo “CAOS” em que vivem!!!, portanto sem o Direito de reclamar, mas, com o Direito de se arrepender, honrando a CONSCIÊNCIA – Tribunal Divino, com seu VOTO, apesar de obrigatório.
    Façamos nossa parte, e oremos à DEUS.

  4. Não só o sistema de fiscalização de contas dos tribunais de contas são o “foco” de corrupção no cofre público, mas, creio eu, principalmente as câmaras de vereadores dominadas pelo executivo e as assembléias estaduais idem. A lei poderia faxinar tudo isso, como, não sei. Mas deve ser feito algo.

  5. Em um país sério, agNULLO e seu bando estariam enjaulados, a bem dos cofres públicos. Mas a quadrilha petista institucionalizou a ladroagem e a roubalheira como práticas de desgoverno e ninguém mais se espanta.Só sabem roubar e arruinar o que já não era bom.
    Rollemberg, que entrou sem concurso no Senado e acha isso ético, é mais um político profissional, um garagantão, um agNULLLO amanhã.
    São todos da mesma árvore genealógica.

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