Novo ministro do Trabalho tem um “currículo” mais sujo do que Cristiane Brasil

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Caio Vieira de Mello já foi autuado 24 vezes

Daniel Camargos e Ana Magalhães
Folha

O recém-nomeado ministro do Trabalho, Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello, foi autuado 24 vezes em fiscalizações do Ministério do Trabalho por infrações trabalhistas, entre 2005 e 2013, em sua fazenda, em Conceição do Rio Verde, no Sul de Minas Gerais. Uma das autuações, de 2009, refere-se a dois trabalhadores rurais que estavam sem registro em carteira de trabalho, e, portanto, sem o pagamento de benefícios trabalhistas como FGTS, INSS e férias remuneradas. As fiscalizações geraram multas de R$ 46 mil.

À época, Vieira de Mello era desembargador e vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, em Belo Horizonte.

FISCALIZAÇÕES – Os auditores do Ministério do Trabalho fizeram sete fiscalizações entre 2005 e 2013 na Fazenda Campestre, onde o ministro mantinha uma plantação de café. Além dos dois funcionários que estavam há três anos trabalhando sem registro em carteira, a fiscalização encontrou falhas de segurança e de higiene na fazenda.

De acordo com os autos de infração obtidos pela Repórter Brasil, era permitido o livre acesso dos trabalhadores ao depósito com agrotóxicos, que ficava perto do refeitório dos funcionários. “É grande a chance de contaminação, pois nem todo trabalhador é treinado para manusear o agrotóxico”, afirma o assessor jurídico da (Contar) Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados Rurais, Carlos Eduardo Chaves Silva.

INDICAÇÕES ERRADAS – O Ministério do Trabalho tem sido alvo recorrente de problemas na indicação de ministros. Em janeiro, o presidente Michel Temer tentou nomear a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ), mas a posse foi impedida pela Justiça Federal porque a filha de Roberto Jefferson havia sido condenada pela Justiça do Trabalho por empregar um motorista que trabalhava 15 horas por dia sem carteira assinada. A decisão foi mantida pela presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia.

O ministro que assumiu após a polêmica com Cristiane, Helton Yomura, saiu do cargo em 5 de julho após operação da Polícia Federal sobre fraudes na concessão de registros sindicais.

SEM HIGIENE – Na Fazenda Campestre, do atual ministro, outra infração apontada pelos auditores foi o fato de a moradia dos empregados ficar perto da baia dos animais. Também foi constatado o não fornecimento de equipamento de proteção individual para os funcionários. Os fiscais do Ministério do Trabalho ainda autuaram Vieira de Mello pela precariedade das instalações elétricas e por risco de contato acidental com a picadeira.

Em nota, o Ministério do Trabalho confirmou que a fazenda do ministro foi alvo de uma fiscalização “de rotina” e que pagou uma multa de R$ 46 mil. “A administração da propriedade decidiu não contestar nem judicial nem administrativamente as autuações, embora houvesse fundamentos jurídicos e fáticos para fazê-lo”, afirmou.

O ministério destaca que as ações já transitaram em julgado e que o Ministério Público do Trabalho não viu necessidade de ingressar com ação civil pública. “A propriedade jamais incorreu em reincidência e, portanto, não sofreu nenhuma autuação trabalhista desde 2009, nem ações judiciais trabalhistas”, afirma.

25 thoughts on “Novo ministro do Trabalho tem um “currículo” mais sujo do que Cristiane Brasil

  1. Porque o espanto! O primeiro requisito para ser ministro é ser bandido e conivente com roubo do dinheiro publico, principalmente se tiver contratos. Esta é a cereja do bolo (contratos). Claro que eles aperfeiçoaram e tem outras formas. Tem até via diminuição de impostos. É muito vagabundo junto para um só país. Isto aqui não tem jeito, nem se Jesus descer de novo conserta esta zona chamada Brasil. O povo terá que aprender a conviver com estes bandidos acobertados pela Justiça corrupta. A Justiça brasileira é o nosso câncer.

  2. Sempre fui contrário aos movimentos separatistas regionais porém vou repensar. Quem sabe a solução seja a divisão da Fazenda Brasil e que cada região cuide do seu pedaço, né?

  3. Remember Mangabeira , o original não o americanoide:

    ‘Pense num absurdo: já aconteceu na Bahia”

    Troque para : pense num absurdo: ainda vai acontecer no Brasil

    Então por que não radicalizar ???

    Com certeza a criação de Brasilia, com seu mundo de fantasia, muito contribuiu para estes descalabros serem repetidos e considerados normais.
    O que fazer? Como mudar tudo?

    Por que não mudar Brasilia, para o Rio que ainda tem prédio e funcionário publico de montão e pode facilmente reassumir o velho papel , muito mais economicamente

    Por que não aproveitar todos aqueles ministérios, estatais, etc etc e cercar toda esplanada e transformar num presidio federal de segurança?

    O material para encher já está lá, nem precisa mudar

    E um local que pode ser isolado facilmente e resultar em segurança maxima.

    Sem contar economias de transporte, aviões, hotéis e o povo cafungando no cangote diariamente no Rio…

    As mansões transforman-se em resort

    Os prédios funcionais alojamentos da segurança e presos menos perigosos

    Delírio, claro…. mas acho que está na hora de chutar o balde

  4. Tá aí uma ótima oportunidade para o próximo presidente da República, colocar alguém realmente limpo e que entenda de Direito do Trabalho. Temos milhões de advogados competentes nesta área, é só escolher um e dar-lhe carta branca, “faça a coisa funcionar, cara”. Mas se o próximo presidente “der” o MT para os petebostas a coisa continua como está.

    • Antonio C. vc vive em que mundo? Isto é que Brasil, não tem político limpo, muito menos ministro. Ministério é sinônimo de grana que vem acompanhado de contratos e licitações e o Ministro vai gerenciar o interesse de quem o colocou ali, simples assim. O Brasil é dos bandidos!

  5. -Seria antinatural rato nomear gato para cuidar da dispensa. Cada qual sai aos seus iguais.

    -Mas essa é a mania dos brasileiros, por burrice ou por levar vantagens pessoais: votam em políticos sabidamente ladrões e depois querem que façam leis que mantenham bandido na cadeia, prisão após julgamento em segunda instância e, para dificultar ainda mais as coisas, também não querem ser roubados pelos eleitos!

  6. Não ás eleições! Não ao continuísmo da decadência brasileira.

    Ouvi há pouco que esse ministério cria ‘leis’ que não precisam passar pelo Congresso…?
    Só na construção civil são umas 500…?

    Tá tudo errado, tudo dominado…

  7. Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello, foi autuado 24 vezes em fiscalizações do Ministério do Trabalho por infrações trabalhistas, entre 2005 e 2013, em sua fazenda, em Conceição do Rio Verde, no Sul de Minas Gerais.

    Belo currículo, está contratado.
    Vamos Pacificar o Páis., daqui pra frente tudo será diferente….

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