Novo protesto em Porto Alegre faz Dilma voltar a Brasília

Dilma não tem sossego, é protesto todo dia

Deu na Folha

Pelo segundo dia seguido, a presidente Dilma Rousseff foi alvo de protestos enquanto descansava em Porto Alegre. Um grupo de dezenas de pessoas se reuniu na tarde deste sábado em frente ao prédio onde ela possui um apartamento, na zona sul da cidade, e cantou músicas pedindo o impeachment.

Vestidos de verde e amarelo, eles levaram tambores, apitos e megafones. A exemplo do que havia ocorrido na sexta-feira, a segurança na rua foi reforçada.

A manifestação foi convocada pela internet por um grupo chamado “Banda Loka Liberal”, que já tinha participado dos protestos de Porto Alegre contra Dilma nos dias 15 de março e 12 de abril.

Na sexta-feira, cerca de dez pessoas haviam feito uma manifestação semelhante em frente à casa de Carlos Araújo, ex-marido da presidente. Ela estava no local visitando familiares, como o neto, Gabriel, que vive na capital gaúcha.

Dilma deixou Porto Alegre no início da noite deste sábado. Ela não teve compromissos oficiais no Rio Grande do Sul.

3 thoughts on “Novo protesto em Porto Alegre faz Dilma voltar a Brasília

  1. Neste breve artigo, constato o estelionato eleitoral de um governo que já recomeça contra as cordas e disposto a ceder quase-tudo para fazer quase-nada. Mesclando notas que saíram na Folha e na Carta Capital, a lógica da virada à direita na economia seria inevitável. Vejam a natureza dos gastos, cuja intenção é permitir o pagamento da dívida pública – maior gasto corrente do orçamento da União.

    Ao que parece agora saiu a equipe econômica, ao menos os jornais de envergadura do país deram como certa. O trio de ferro nas pastas da área econômica, já indicado e supostamente com o aceite dos operadores é: Joaquim Levy (atualmente executivo do Bradesco, mas um Chicago Boy de carteirinha e parceiro de trajetória de Armínio Fraga); Nelson Barbosa (um desenvolvimentista, mas que, segundo os próprios jornalões, gosta de apertar o cinto nas contas públicas), e, concluindo, com a permanência de Alexandre Tombini (o mesmo que vem comandando a alta dos juros da taxa Selic seguidamente) na presidência do Banco Central.

    Entre as medidas que estavam em processo de elaboração estão cortes de despesas com:

    – seguro-desemprego

    – pensões por morte

    – abono salarial.

    Tudo isso deve ser para adoçar a boca da indústria, já que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) virou come e dorme da Presidência e da Casa Civil. A linha mestra, ainda citando a matéria da Folha (22/11/2014 – assinada por Valdo Cruz), é retomar o controle de gastos – de forma lenta e gradual – para retomar a economia de gastos (visando o superávit primário!) e, segundo o Planalto, evitar a recessão no país.

    A manobra é simples. Diante de um emparedamento no front político (institucional), diante do castelo de cartas a ruir com os efeitos prolongados da CPI da Petrobrás – e o andamento da Operação Lava Jato – a meta seria ampliar as concessões. Tal análise é compartida no artigo de Carta Capital, assinado por André Barrocal (datada de 21/11/2014), e é (seria) a síntese do Bismarckismo em sua nova fase. Aumentam as concessões públicas – destravando a infra-estrutura em setores-chave – como em ferrovias, portos e mais aeroportos, o Estado entra com fundos garantidores e o crescimento tem como protagonista o setor privado. Isto é, caso a Polícia Federal (PF) não entre em ação novamente e danifique a imagem e a possibilidade de protagonismo dos setores envolvidos com a alienação de patrimônio mediante contrato (concessões).

    Com a sinceridade política e analítica que é característica deste que escreve, fica o questionamento clássico. Quem está tomando estas decisões? Ou, sendo ainda mais direto, a quem a presidente reeleita escuta já que nem Aloizio Mercadante – seu grão vizir anunciado – estaria a favor destas indicações? Logo, o conceito de fundo é a questão clássica da politologia contemporânea: – Quem governa? Será que a presidente só ouve os “conselhos”, ou leva em conta as indicações do ex-presidente que, segundo o próprio, nunca foi de esquerda.

    Ainda que não queira mesclar a posição normativa com um tom panfletário, vejo estas decisões como mais do mesmo, a já costumeira posição do PT no governo de fazer campanha por esquerda e governar por direita. Concordando com eleitores de ambos os lados – a quem este que escreve vem escutando regularmente – tal fato caracteriza estelionato eleitoral.

    Bruno Lima Rocha é formado em jornalismo pela UFRJ, mestre e doutor em ciência política pela UFRGS. Concentra seu trabalho nas áreas de movimentos populares, organizações políticas, análise estratégica, estudos dos órgãos de inteligência e economia política da comunicação.

    Artigo enviado pelo Autor, originalmente publicado no site Estratégia & Análise e reproduzido pelo Portal EcoDebate, 27/11/2014

  2. As armas e artifícios usados pelo PT durante anos, contra seus adversários, agora se voltam contra elles. Pouco a pouco, parcelas da sociedade vão às ruas contra o governo petistas de Dillma.
    O que chama a atenção é nem PT e nem seus líderes conseguem enfrentá-las. Dillma foge, de um canto a outro do país. Alguns tentam passar a idéia de que seu prestígio deixou de cair e está iniciando recuperação.
    O fato dos seus opositores, aqueles a querem fora da presidência e até mesmo do país, não estarem. dia após dia nas ruas, não significa trégua ou crescimento de seu abalado prestígio.
    A verdade, pura verdade, é que os brasileiros descontentes e que pedem seu Impeachmen, sua renúncia ou qualquer outro ato que a retire do poder, estão atuantes, atentos e prontos para novos embates. Contrariamente, seus apoiadores estão calados, escondidos, envergonhados, em boa parte.

    Dillma, a fujona, amanhã ou depois, será forçada a sair ou será derrubada.

    Parcela do povo que nela votou e que, mais uma vez, foi enganada ou se deixou enganar, não irá às ruas para defendê-la. Pelo contrário, parte já passou para a oposição.

    Ella sabe que está fragilizada, sem apoio suficiente para se refazer.

    Muitos dos que ainda com ella estão, longe de defendê-la ou de trabalhar para o país e seu povo, buscam defender somente seus escusos interesses políticos, pessoais e grupais.

    Como ratos em navio que afunda, saltarão do barco. Quererão se salvar.

    E ella, sem partido e sem apoio terá de renunciar ou ser retirada. Golpe?

    Só se for de sorte. Pelo bem do Brasil!

  3. É ISSO AÍ! NÃO DAREMOS SOSSEGO A ANTGA PRESIDANTA!
    EMBORA NÃO ACREDITE QUE ELA VÁ SAIR DO PALÁCIO DO PLANALTO ASSIM NUMA BOA!
    ACHO QUE ELA SÓ SAI DE UMA DE 2 FORMAS:
    1) DENTRO DE UM CAIXÃO DE PÉS JUNTOS OU
    2) AMARRADA NUMA CAMISA DE FORÇA PORQUE A MULHER É UMA PSICOPATA QUE NÃO VAI QUERER LARGAR O PODER NEM MESMO NO DIA 01.JAN.2019.É UM CASO PATOLÓGICO!
    PODEM ESCREVER O QUE DIGO!

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