Novos investimentos dependem do poder aquisitivo da população brasileira

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Charge do Elvis (site Humor Político)

Pedro do Coutto

Discursando ontem em Davos, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que seu governo vai facilitar a realização de investimentos no país, além de diminuir impostos e a burocracia para aqueles que desejarem investir no Brasil. Ao defender a redução tributária para as empresas, o presidente da República destacou que a redução de impostos destina-se a gerar, em consequência, a recuperação do nível de emprego, já que o desemprego está atingindo 12 milhões de brasileiros.

Jair Bolsonaro não especificou pontos concretos que pretende atingir ao longo de seu mandato, mas foi genérico ao destacar as faces de seu programa de governo. Todos os pontos que aludiu são positivos, porém é preciso levar em conta que o mercado brasileiro não se encontra bem colocado em matéria de potencial de consumo.

PRIVATIZAÇÕES – Além disso, citou ele a realização de privatizações das empresas estatais. Quais são elas? A resposta cabe ao ministro Paulo Guedes, que foi destacado no pronunciamento de Bolsonaro. Outro ministro que recebeu menção pública do presidente foi o Ministro Sérgio Moro, que participou do encontro como símbolo do combate à corrupção.

Portanto, diminuição de tributos, privatizações e guerra contra os corruptos e corruptores foram as bases de seu pequeno discurso no encontro de Davos. Ocorre que há pela frente do governo, a reforma da Previdência Social, não abordado pelo presidente, e presume-se que isso aconteceu porque ele ainda não definiu o texto completo do projeto de lei que será enviado ao Congresso Nacional.

PONTOS PRINCIPAIS – Panoramicamente, o pronunciamento foi bem como síntese dos pontos principais do programa de governo. Mas Bolsonaro ficou devendo os planos mais concretos de sua governabilidade. A redução de impostos, por exemplo, logicamente interessa aos empresários e pode interessar aos assalariados, na medida em que contribui para a diminuição de preços, lance direcionado para o mercado de consumo. Entretanto, verifica-se que a redução de tributos pode ser implantada rapidamente, se acontecer de fato, porém seu reflexo no mercado de preços pode demandar alguns meses a reagir ao mais ousado lance de Jair Bolsonaro.

Volta e meia esse problema se coloca como um desafio para a economia brasileira. Trata-se de harmonizar capital e trabalho, algo muito difícil de ser alcançado, sobretudo a curto prazo. Na história do país, e também na história universal, a divisão dos preços termina se voltando muito mais para o capital do que para o trabalho.

Não se trata de buscar uma utopia, mas somente aplicar pensamentos cristãos à humanidade.

5 thoughts on “Novos investimentos dependem do poder aquisitivo da população brasileira

  1. Ninguém em juizo perfeito pode detalhar procedimentos em um discurso generalista.
    O congresso ainda está com as ratazanas antigas. Deve-se esperar os novos ratos assumirem na esgotolândia para se explicitar os sinais de fumaça, e ver o que se pode fazer para preservar os privilégios dos roedores da nação às custas do contribuinte bovino.

  2. É de conhecimento geral que a redução de custos na produção dificilmente chega ao consumidor, pois os empresários, por serem também consimidores, aproveitam para aumentar suas margens de remuneração.
    O que é preciso é educação e conscientização. A redução de impostos, num momento em que as administrações públicas em seus três níveis passa por enormes dificuldades, terá de ser compensada com o aumento na tributação da pessoa natural, que já aguarda reformas trabalhistas e previdenciárias.
    Para tentar salvar o País, mais uma vez se pretende utilizar a fórmula do sacrifício popular, com a teoria delfiniana de primeiro fazer crescer o bolo. A geração atual e as proximas que se contentem com a esperança de um país do futuro.

  3. Com salários, não contando o mínimo que muito mal da para sobrevier, até 5 mil, mal dá para conforto da família em adquirir “bens” que industria produz. Sinceramente não vejo luz nesse fim de túnel em que estamos. Os impostos escorchantes, sem retorno dos Direitos da Cidadania, como está, se continuar, vamos continuar atolados. O ministro da Fazenda, indiciado por corrupção nas pensões estatais, até hoje, não foi a “Força tarefa, se explicar, dos bilhões manipulados!?!?

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