Nunca é tarde para se aprimorar, e Barroso mudou muito com a Lava Jato

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No STF, Barroso se tornou um ministro exemplar

Frederico Vasconcelos
Folha

Do subprocurador-geral da República aposentado Francisco Dias Teixeira, em comentário publicado na sua página no Facebook, sob o título “Maturidade e Mudança”:

“Nunca é tarde para se modificar. O ministro Luís Roberto Barroso, que já era um jurista maduro quando ingressou no Supremo Tribunal Federal, e no meio do julgamento do mensalão, começou decidindo pela cartilha do ‘garantismo’: sem demonstrar grande indignação diante dos fatos criminosos, e com base numa teoria liberal, ao réu, sobre a prova, absolveu acusados do crime de formação de quadrilha, e, posteriormente, concedeu indulto a condenado por crime de corrupção.

Mas, agora, na Lava Jato, parece seguir a escola do ‘ativismo’: implacável em seus atos e decisões, exultante em suas declarações, considera inconstitucional a concessão de indulto a corrupto.

Sem emitir ‘juízo jurídico’ sobre as suas decisões – até porque estou aposentado desse mundo – na condição de cidadão, aplaudo essa mudança. E torço para que ele não venha a mudar-se novamente e ‘votar com’ o ministro Gilmar Mendes…”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Todo homem público está sujeito a críticas, seja político, magistrado ou administrador. Quanto erra, seus atos devem ser publicamente reprovados. Mas quando acerta, é preciso reconhecer seu bom desempenho. É exatamente o que está acontecendo com o ministro Barroso, que começou mal no Supremo, mas foi melhorando no decorrer do período, como se diz na previsão do tempo. (C.N.)

14 thoughts on “Nunca é tarde para se aprimorar, e Barroso mudou muito com a Lava Jato

  1. Terá que acertar, ainda, muitas vezes para diluir os erros cometidos e se quiser, definitivamente, zerar sua dívida com a justiça vai ter de ser excepcional
    Por enquanto o débito é vultoso, fora as recaídas…

    sanconiaton

    PS
    Difícil proceder correto cercado de bandidos, corre o risco real de sofrer acidente fatal…

  2. A FGV já identificou mais de 1800 robôs nessa merda ao ventilador, tanto contra quanto a favor.

    Na web, que foi pensada pelos seus criadores, os libertários idealistas remanescentes dos anos 60 como um espaço democrático, é assim que a banda toca na pós-modernidade, reacionária e protofascista.

  3. Ninguém confia nos juízes, políticos, admistradores, servidores públicos, etc, etc…

    Mas todo mundo confia nos vendedores de lojas, que nos empurram qualquer tralha pra ganhar comissão.

    Todo mundo confia no taxista, que dá uma volta pra cobrar corrida maior.

    Todo mundo confia no banco que debita na conta uma tarifa que não se sabe de onde veio.

    Todo mundo confia na operadora que bloqueia a franquia sem que se saiba o quanto gastou.

    E por aí vai. Somos crédulos em tudo, menos naquilo que representa a coisa pública, aquilo que é coletivo, sobre a qual somos todos responsáveis. Por que engolimos tanta merda no dia a dia e do que é público exigimos nada menos que perfeição?

    O fato é: o erro, a venalidade está em toda parte. Temos que estar atentos, críticos, fiscalizadores, procurando sempre separar o joio do trigo.

    Dá trabalho, mas é o que fazemos sempre, mesmo nas pequenas coisas.

  4. Que ninguém se engane aqui. Pau que nasce torto.
    Na época do Mensalão ninguém falaria tão mal de Gilmar Mendes. Este foi um dos carrascos do PT, mas quando entrou no governo um aliado à outra ponta do poder, a coisa se inverteu. Agora Barbosa é o mocinho e Gilmar Mendes o carrasco da razão. O erro está na origem e isso jamais vai mudar. Temos um STF eminentemente político, pois foi essa sua origem e o processo de escolha de seus membros decisórios. Não se muda isso a não ser mudando o processo de ingresso no STF. Essa cópia mal feita do que ocorre no EUA, não funciona aqui, nem funcionaria em lugar algum. Uma forma interessante é reduzir para em torno de dez anos o mandato de ministro do STF, elaborar lei ordinária para determinar requisitos minimamente republicanos para para que um magistrado possa concorrer e que haja a escolha dentro do próprio Judiciário. Podendo ser por meio de votação secreta.

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