O “até logo” de Serra

Helio Fernandes

Alguns se surpreenderam, os íntimos não tinham a menor dúvida: Serra não “desapareceria”. Tem três metas-possibilidades: prefeitura de São Paulo-governo do estado-presidência. Já fez isso antes, se elegeu prefeito garantindo, “vou ficar até o fim do mandato”, ficou 15 meses, se elegeu governador, também não completou.

Tem conversado, sabe até que para a Prefeitura enfrentará Dona Marta, do PT. Com a arrogância e a suficiência habitual, diz: “Dessa eu ganho, já ganhei”. Não terá problemas de legenda para a Prefeitura. Mas para governador e a possível terceira candidatura a presidente, com 72 anos, dificilmente conquistará o PSDB.

BRIGA DO LÍDER NA CÂMARA

Não tendo poder de fogo para pretender a presidência, o partido de Serra-FHC se desgasta pela liderança interna. Três deputados que já perderam em outras lutas, agora têm um adversário novo: Sergio Guerra. Uns dizem: “Como disputar com um ex-senador presidente nacional do partido?”

Outros, calejados por derrotas, desdenham: “Ele não foi vitorioso e sim derrotado. Sabendo que não se reelegia senador, se refugiou na Câmara. Não é o líder que precisamos”. Mas a cúpula do PSDB-Senado, pode “fechar” a disputa, “indicando” o ex-senador.

QUEM CONTROLA KASSAB?

É o típico apartidário. Pertencia (e ainda pertence) ao DEM, foi vice de Serra, assumiu quando ele abandonou o cargo. Para a disputa com o próprio nome, teve o apoio aberto e franco de Serra, que tripudiou e massacrou Geraldo Alckmin, do seu próprio partido.

Agora, todos acompanham o malabarismo de Kassab, maquiando convicções e desprezando legendas. Vendo que o PMDB paulista não tem nomes, pretende que seja ele. Então ou vai direto para essa legenda, ou luta pela fusão DEM-PMDB com ele candidato.

E o que fazer com Serra, que o colocou como vice e garantiu sua vitória depois? O TSE deve ficar de olho em Kassab, a legislação eleitoral não vale nada para ele.

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