O amor à pátria e o assassinato da esperança

A ditadura militar deixou marcas em todos nós

Eduardo Aquino
O Tempo

Luzes piscam, buzinas tocam, panelas batem. Perto e ao longe, o simbolismo da indignação, ora tímido, às vezes exaltado, me remetem a tempos vividos em meio às contrações e expansões que regem desde nossos corações até o pulsar do universo e os ciclos históricos de bonança (raros) e sofrimentos da espécie humana na sua acidentada história de busca de paz, prosperidade e harmonia.

Quem estudou a revolução francesa, no mínimo, deveria se lembrar do lema “igualdade, fraternidade, liberdade”. Séculos depois, africanos afundam no Mediterrâneo sob a indiferença humana, a guerra secular de cruzada retorna cruel e ao vivo, entre islâmicos radicais e ímpios. Pescoços são cortados, pessoas queimadas, crueldades atraem jovens do mundo inteiro a jogar seus games mortais ao vivo e a cores no território alienígena da internet, numa guerra das estrelas vitalizada e curtida de forma virtual, radical, irracional. É… somos isso. Ciborgues humanos, metade extasiados e hipnotizados pela tecnologia de terceiro milênio que nos colocou nas palmas das mãos, via smartphone, o poder de tudo poder e nada fazer para melhorar a humanidade.

Na outra ponta, uma regressão afetiva, trogloditas cegos de ódio, de intolerância aos que não têm nossa cor, nossa religião, classe social, nacionalidade, time de futebol e sei lá mais o quê. Ódios destilados em redes, maldades povoam as ruas, mídias vomitam a barbárie de comuns que se estranham.

ANIMALESCOS OU DIVINOS?

O que será desse divórcio entre a parte racional, lógica, intelectual que habita nosso cérebro cortical e sofisticado, e o nosso cérebro límbico, mamífero, que controla emoções, estresse e sentimentos? Afinal, estamos mais para seres animalescos ou seres divinos, capazes de compartilhar, preocupar-se com seu semelhante, ser altruísta, perdoar, respeitar diferenças e acolher?

O que sei é que participei a plenos pulmões de passeatas contra ditadura, marchei pelo Diretas Já pintei meu rosto de verde e amarelo para depor o ex-presidente Collor, votei muito mal diversas vezes, chorei com Tancredo, elegi e me decepcionei com FHC, persisti diversas vezes até eleger Lula e o PT. Pois nada me tocava mais do que as campanhas sempre emocionantes do PT. E de uma jamais esquecerei, a que flechou meu coração, me emocionou, me acolheu, ao me lembrar da revolução francesa, a Tomada da Bastilha. Sim, desfraldei a bandeira que dizia em letras garrafais: “A esperança vencerá o medo, sem medo de ser feliz!”.

NUNCA MAIS FAÇAM ISSO

Nunca, nunca mais façam isso! Pois num mundo em que a “felicidade” se tornar algo tão maltrapilho, e a “esperança” for assassinada em praça pública, banalizadas pela patologia do poder, do dinheiro da venda de alma para o diabo, estaremos assistindo ao início do fim da fé, confiança, dignidade dos falsos líderes e falsos profetas.

Às armas, companheiros, avante! Pois nossa munição será o amor à pátria, aos filhos e netos que crescerão pelas sementes que legarmos, semeados neste solo sagrado: honestidade, respeito, confiança, humildade, senso comunitário, compaixão e altruísmo!

8 thoughts on “O amor à pátria e o assassinato da esperança

  1. Este artigo é de uma imbecilidade incomensurável, este cidadão não sabe nada de história, o jeito é não colocar uma meta, e após atingi-la dobrar a meta,não é? É só papo furado de esquerdinha mequetrefe, este Eduardo tá mais para um falatório Dilmês, do que algo compreensível, fala sério!!! Sob o lema da igualdade, fraternidade e igualdade, morreram mais de QUARENTA MIL pessoas, enviadas para guilhotina pelos revolucionários franceses, isto não é civilizado Aquino, e muito menos fraternidade, é ódio e muita crueldade, não é? Este bufão não sabe é nada de nada.

  2. Se quer falar de falar de amor à pátria, largue a foice e pegue uma bandeira brasileira, troque a camisa vermelha por uma verde e amarela.
    Chame seus companheiros ” ao trabalho”, porque é assim que conseguimos legar valores e sustento aos descendentes.
    E “nunca mais faça isso”, votar no PT.

  3. Eduardo Aquino, tu não és da minha tribo, mas eu acho que quando você não acerta tenta acertar. Tudo o que está acontecendo começou com a tal “primavera árabe” que não foi espontânea, foi armada e induzida pelos Estados Unidos, França e Inglaterra para cometerem aquilo que podemos dizer sem errar: Um Latrocínio Internacional contra a Líbia. Mataram Kadaffi para se apossarem das riquezas da Líbia, Tentaram derrubar Assad e só não o fizeram por interferência da Russia, mas ainda tentam de todos os modos apeá-lo do poder e estruir toda a estrutura da Síria. Não esquecendo que na Síria form descobertas novos lençois de petróleo e gaz. Mesmo Assad se desfazendo de suas armas químicas EEUU, França e Inglaterra tentam um governo sem Assad que é um médico oculista de ótima cultura fez na Inglaterra também um curso militar é oficial do exército sírio, é corajoso e tem apoio de grande parte dos sírios. Além do latrocínio na Líbia as três potências nucleares queriam enfraquecer o Irã e fortalecer Israel para poder fazer o que fez na Faixa de Gaza: Praticou um genocídio nos moldes nazistas. Como viram os russos colocarem uma frota naval permanente no Mediterrâneo e apoiar o Irã fizeram agora esse acôrdo. Apenas deram um passo atrás. Quem na realidade é hoje o fiel da paz no mundo é a Rússia. A Russia hoje tem armas tão poderosas ou mais queEEUU, França e Inglaterra.

  4. Eduardo Aquino escreveu um belo texto, uma espécie de ato de contrição porque errou em votar nos petistas, pois constatou tardiamente que seu voto fora jogado fora, havia sido desprezado pela “patologia do poder” quando este partido assumiu a presidência do Brasil e altera radicalmente o seu discurso, adotando práticas absolutamente contrárias à divulgação do programa do PT original, e que iludiu muita gente!
    Apela, então, às qualidades humanas e pessoais como tábuas de salvação para este mundo cruel, preconceituoso, que odeia, que segrega, que mata por religiões, políticas, pela conquista de povos e nações através do sistema financeiro.
    Concordo que esta introspecção ou se dar bem mais valor à família, aos filhos, parentes e amigos, seria (a introspecção) a solução para tais impasses, porém a longuíssimo prazo.
    O homem está correndo tentando acompanhar este ritmo que lhe impuseram para não ser atropelado pelos acontecimentos e velocidade que as mudanças em sua vida ocorrem.
    Não tem mais o poder de se autogovernar, de escolher e, até de decidir.
    O governos manipulam o povo como querem; exploram-no até as suas últimas resistências; roubam o que podem dos cofres públicos.
    Ou nos unimos em prol da honestidade, respeito, confiança, humildade, senso comunitário, compaixão e altruísmo, conforme argumenta ou deixaremos que legado para os filhos?
    Quanto a pegarmos em armas, certamente foi em sentido figurado, haja vista que o povo não tem sequer funda ou estilingue, pois as armas estão nas mãos dos bandidos, então lutaremos como e com quê?!
    Mas, considero o registro feito à reflexão, para se pensar e abandonarmos alguns hábitos que nos afastam da esposa e filhos, trabalho e sociedade, que já serviriam e muito para o crescimento da Pátria, do Estado, do País e Nação e, em consequência, à maturidade do povo e seu progresso individual e coletivo.
    O problema é fazer com que cada um de nós resgate a consciência perdida no passado ou em algum lugar onde não mais nos lembramos onde esteja!

  5. Mais um texto idiota do Aquino, que tenta justificar o banditismo do PT remetendo a culpa para os “outros”. Sempre os outros são culpados e só faltou ele dizer que as manifestações anti-banditismo que ocorrerão no próximo domingo são decorrentes dos jogadores de videogame. Quanta imbecilidade para defender os bandidos do Mensalão, do Petrolão e todos os outros “ão”.

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