O amor dos artistas é igual ao da gente, ensina o poeta Affonso Romano de Sant’Anna

TRIBUNA DA INTERNET | A hora de separar as coisas, na visão poética de Affonso Romano de Sant'AnnaPaulo Peres
Poemas & Canções

O jornalista e poeta mineiro Affonso Romano de Sant’Anna, no poema “Arte Final”, explica que não é somente um imenso amor que nos leva a poetizar.

ARTE FINAL
Affonso Romano de Sant’Anna

Não basta um grande amor
para fazer poemas.
E o amor dos artistas, não se enganem,
não é mais belo
que o amor da gente.
O grande amante é aquele que silente
se aplica a escrever com o corpo
o que seu corpo deseja e sente.
Uma coisa é a letra,
e outra o ato,
quem toma uma por outra
confunde e mente.

3 thoughts on “O amor dos artistas é igual ao da gente, ensina o poeta Affonso Romano de Sant’Anna

  1. “…………..quem TOMA uma por outra
    confunde e mente………”
    Este foi o mais grave erro cometido por Lula: em vez de continuar TOMANDO o Poder com o seu 13, não! Mudou para 51; e deu nessa fossa sanitária do tamanho do Brasil.
    .

  2. Não basta um grande amor para fazer poemas.
    E o amor dos artistas, não se enganem, não é mais belo…

    ===

    Pra ser sincero, como dizia Homero, as duas frases não passam de um lero-lero. A primeira é uma verdade expressa por uma negação. Poemas, meu caro, brotam do coração do poeta por alguma razão, talvez pelo hábito de poetar em parceria com uma fértil imaginação.
    Quanto ao amor do artista não ser diferente do nosso, não é por causa da sua arte. O artista é simplesmente um tipo de especialista. Como sou carpinteiro, há outros que são engenheiros, médicos, pedreiros – nós somos todos iguais com diferentes feições, mas lá dentro bem no fundo, somos simples moribundos com tempo de validade.

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