O Banco Central cansou de jogar fora o dinheiro do contribuinte, COMPRANDO dólar, ele continuou caindo. Aumentou o IOF, não obterá o menor sucesso. Tem que mudar a “política”.

Helio Fernandes

Já escrevi muito sobre o assunto, nenhum jornalão, televisão, blog arrogante, tocou no assunto. Importantíssimo. No segundo ano do primeiro mandato, o poderoso Meirelles dizia: “O câmbio é flutuante, tem que flutuar”. Vernacularmente correto, (que surpresa), errado de todos os lados, formas, modos e maneiras.

Nessa época, ele e Palocci formavam dupla imbatível. Lula dizia, naquele tempo não tão invencível (politicamente) quanto três anos depois e até agora: “Fico esperando o Palocci me dar sinal verde para poder reduzir os juros”. Palocci entrou na relação dos que precisavam ser afastados, não resistiu às orgias e desonestidades que vinham de sua origem municipal, perdeu para um simples caseiro. Meirelles, garantido pelo FMI, mantido por Lula.

Meirelles, apesar da hierarquia administrativa mais baixa, sempre mandou mais do que Palocci. Sozinho, mudou tudo, esqueceu que “câmbio flutuante é para flutuar”, (royalties para ele mesmo), fez intervenção no “mercado”, através de compras voluptuosas, vergonhosa, onerosas em CENTENAS DE BILHÕES DE DÓLARES.

No início do segundo mandato, quando Lula ASSUMIU de verdade que era o “CARA” (que Obama só comunicaria ao mundo em 2009), Meirelles se instalou seguramente na área da realização, no sistema econômico-financeiro, no que interessava mesmo aos banqueiros internacionais: JUROS e DÓLAR. (E também a grupos nacionais subservientes a eles).

Quando o dólar estava a 3,20 (meados de 2007) e dava sinais de queda, Meirelles entrou comprando pra valer. Tinha a convicção: “COMPRANDO, o dólar cairia”, ele conhece pouca coisa, mas já haviam lhe falado sobre a “lei da oferta e da procura”.

Acontece que o sistema internacional é muito bem assessorado, aconselhado, informado. Os “mestres do capitalismo” espalham por todos os meios: “Informação é Poder”. E é mesmo, logo confirmariam. Passaram a VENDEDORES DE DÓLARES. O BC COMPRAVA, “eles” VENDIAM.

E o dólar não só não se manteve, como caiu a níveis jamais imaginados pelo BC, mas com a queda garantida.

O dólar veio caindo de 3,20, no momento em que escrevo está a 1,69. O BC COMPRANDO, os especuladores, jogadores e negocistas, VENDENDO. (Lógico, com alguns que precisavam comprar e vender, mas numa quantidade mínima).

Inauguraram então o tempo da “menas verdade”, “pagamos toda a DÍVIDA externa”. Ou então, “temos reservas colossais no exterior”. Desmenti com números tudo o que eles diziam. Mostrei com outros dados (ratificados pelo corretíssimo Secretário do Tesouro) que tudo era farsa, fraude, fantasia criminosa e comprometida.

Por que o dólar cai tanto? “Elementar, meu caro Watson”. O BC COMPRAVA diariamente e mandava para o exterior. Os empreiteiros das finanças, (tão comprometidos quanto os empreiteiros de obras públicas) VENDIAM e lucravam. Os dólares brasileiros, enviados ao exterior e “armazenados” a juros de 2 por cento (ao ano, ao ano), eram reenviados para o Brasil, “adormecidos” na Bolsa, lucrados e investidos a 10,75%.

Que maravilha viver com tanta impunidade, que é tão gratuita quando o horário eleitoral. Continuou, e este repórter escrevendo, registrando, revelando.

Precisando tomar alguma providência para mistificar a coletividade, ratificaram todas as minhas INFORMAÇÕES, fizeram um acordo com os MANIPULADORES, (que logo concordaram), aumentaram o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 2 para 4 por cento. Ha!Ha!Ha!

Isso recai sobre os dólares que entram no Brasil para JOGATINA, entra muito pouco para INVESTIMENTO SÓLIDO E BENÉFICO, A LONGO PRAZO.

Mais 2 por cento ao entrar no Brasil? Que bobagem. Esses 2 com os outros 2 que “remuneram” as reservas brasileiras, somam 4, que se recuperam LINDAMENTE, com os 10,75 dos juros. Sobram portanto, 6,75 por cento, até Maílson da Nóbrega sabe disso.

***

PS – Só têm uma justificativa para toda essa parafernália prejudicial ao grande interesse nacional: “Os exportadores são gravemente prejudicados”. Ora, esses exportadores continuam vendendo e recebem enormes vantagens.

PS2 – Exportam, recebem no exterior, (facilitando o subfaturamento), têm 210 dias para recolher o dinheiro e entregá-lo ao governo.

PS3 – Impingem à coletividade uma espécie de slogan visivelmente mentiroso: “Exportar é a solução”. Não é. Exportar e importar são etapas de necessidade, indispensáveis no jogo internacional.

PS4 – Mas importante mesmo no processo de DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO, é o CONSUMO INTERNO. Isso no Brasil, na Rússia, na Tanzânia ou no Afeganistão.

PS5 – Só para terminar, por hoje, por hoje: a JOGATINA sem pano verde, continuará. E os exportadores, além dos 210 dias que têm, estão sempre pedindo prorrogação do prazo para entrega do dinheiro, a mesma alegação: “Nossos COMPRADORES NÃO PAGARAM”. E os governos, T-O-D-O-S, fingem acreditar.

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