O belo exemplo do presidente uruguaio e dos governantes escandinavos

Francisco Bendl

Tenho assistido no canal 239 da Sky, às segundas-feiras, 22 hs, um seriado dinamarquês intitulado, The Killing. Uma trama espetacular, sem intervalo comercial, uma hora total de apresentação a cada capítulo.

Refiro-me a esta série, que foi várias vezes premiada no mundo, tendo em vista a comparação do presidente uruguaio com os políticos da Escandinávia, local da social-democracia.

Em princípio não ouvimos qualquer comentário daquela região em termos políticos, e sabemos do alto nível de vida que a população sueca, dinamarquesa e norueguesa desfrutam.

Pois este seriado mostra a austeridade e a simplicidade de seus dirigentes, primeiros-ministros, presidentes, governantes, enfim, um pessoal que vive em casas confortáveis sem luxo, sem carro do governo, sem verbas extras que engordam artificialmente salários, mas de acordo com o salário pago e que chega a ser modesto!

As imagens dos países citados não apresentam mansões, edifícios espetaculares, mas o transporte coletivo é primoroso, o atendimento à saúde é irrepreensível, a educação modelo para o mundo.

Por que esta diferença com a América Latina, por exemplo? O que faz o poder subir à cabeça de nossos mandatários e se julgarem superior a tudo e todos?
Por que se acham que podem ficar impunes aos crimes que cometem ou apóiam?

O presidente uruguaio é o exemplo clássico do sujeito de esquerda que tinha um discurso enquanto revolucionário e tem o mesmo agora no mais alto comando do país, inclusive quanto ao seu comportamento despojado, modelo de homem público, coerência, determinação e… patriotismo! Notaram que nossos presidentes muito pouco visitam ou recebem o José Mujica? Por quê?

Sim, existem ainda políticos honestos no planeta, mas eles não estão no Brasil, lamentavelmente, mas os desonestos transformaram este país em mina a céu aberto onde podem nos explorar e enriquecer às custas de nosso trabalho, demonstrando o desprezo que sentem pelo povo e de sua Pátria!

Por outro lado, acredito que somente a Educação poderia mudar este estado de diferenças que nossos políticos se apregoam em comparação à população, esta falta de compromisso social, esta falta de probidade, sensatez, decência e honestidade e, evidentemente, caráter!

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