O Brasil dos excessos é o país do desleixo

Sylo Costa

O que acontece com um balão de borracha se, depois de enchê-lo, a pessoa continuar soprando e soprando? Vai estourar, é claro… Pois é. Assim estamos vivendo nós, brasileiros. Sabemos que o balão vai estourar, mas continuamos soprando. Ainda assim, vamos nos assustar com o estouro desse balão, principalmente quem não está prestando atenção. Tudo tem uma medida certa – os balões, os sacos, a vida…

É sempre assim: tudo o que existe demais acaba sobrando. E nosso povo está convivendo com muitos excessos: excessos de leis, de deputados, de partidos políticos, de falta de vergonha e de respeito, de senadores, de ministérios, de juízes que não judicam ou que pouco produzem por excesso de recursos processuais, por excesso de preguiça também, leis benevolentes que condenam, mas não prendem ladrões e, principalmente, terroristas… E, continuando assim, chegaremos vivos ao inferno. Por que só agora estamos começando a notar essas coisas? Será por excesso de fé em Deus? Boa saída para os irresponsáveis ou preguiçosos de má-fé… Então: esse balão vai estourar porque o Brasil é assim, desse jeito? Não, nós não somos assim.

Estamos assim por desleixo. Precisamos de líderes do bem. Sim, porque de líderes do mal o mundo está cheio. Por aqui é Sarney, Renan, ex-Luiz, (cadê o homem, gente), Jucá, Barbalho, Vicentinho (quem? Vicentinho, pô), Berzoini, Tarso Genro, Maluf, Dirceu, Palocci. Ia me esquecendo de Genoino… muitos desses não estão presos? Estão nada. Estão mais soltos que o terrorista italiano Battisti, aquele, sabe?

PESSIMISMO?

Eu acho que estou ou sou pessimista. Será? Pode até ser, mas penso em achar jeito para pelo menos ajudar, sugerindo. Assim: diminuir o número de deputados federais, uns 150; estaduais, de 15 a 30, conforme o Estado. Vereadores, no máximo 15, assim mesmo só nas capitais. Construir cadeias, muitas cadeias; acabar com essa discriminação da política de cotas. Educação, saúde e segurança como políticas de Estado e de responsabilidade da União, Estados e municípios.

Proibir emancipação de distritos municipais por pelo menos dez anos. Proibir gastos com propagandas oficiais, permitidos publicação apenas de editais e avisos, justificada a necessidade. Considerar sempre o tempo de serviço do funcionalismo efetivo para efeito de remuneração.

Efetivar todos os funcionários contratados com mais de 20 anos de serviço. Proibir novas contratações. Novas nomeações só para cargos comissionados que não poderão passar do prazo do mandato do presidente da República, que deverá ser de cinco ou seis anos, sem reeleição, fonte inesgotável de corrupção. Nada mais que dois ou três mandatos no Legislativo. Reformar o Código Tributário. Transformar os Tribunais de Contas em Câmaras de Contas dos Tribunais de Justiça, providas por desembargadores. Como está é brincar de fazer de conta… E tudo isso rápido, já que o tempo urge e também ruge… (transcrito de O Tempo).

5 thoughts on “O Brasil dos excessos é o país do desleixo

  1. O país desejado pelo articulista é o das ilusões. Com pesadelos surgindo a todo momento, parecendo intermináveis, sonhar tornou-se impossível para as pessoas comuns! Entre a ilusão e os pesadelos, está a “realidade”, mundo habitado por “seres”mancomunados e comprometidos apenas com seus interesse egoísticos, responsáveis pelas mazelas daqueles que deveriam proteger.

  2. Prezado autor, penso, não vai acontecer nada… vai continuar tudo como está e o povo só reclamando e votando mal… mais nada… Certa feita o grande Darcy Ribeiro compreendeu a realidade e disse, mais ou menos assim: O Brasil é muito parecido com a Índia, o povão muito religioso… tirante as Filosofias Indianas… a miséria lá é milenar…

  3. São evidentemente oníricas, mas que são magníficas propostas, todos devem concordar. Agorta é passada a hora, sonhar tornou-se impossível, a realidade é apavorante, e as saídas, agora, exigiriam um regime de força, que ninguém quer, ao menos os que vivemos a ditadura. São tempos sombrios…

  4. Vivemos um tempo de desespero. Nada vai melhorar. Era preciso limitar os aumentos abusivos dos salários dos deputados, senadores, vereadores e juristas. Eles se promovem à vontade, sem dar a mínima para os que ganham um salário de miséria. Isto gerou uma multidão de presidiários irrecuperáveis, que ganham a liberdade, mesmo sendo condenados a 30 anos, após 6 meses, por “bom” comportamento. Todos os senadores e deputados poderiam ser reduzidos à metade (em número e salários). O mau exemplo vem de cima. Como fazer o povo acreditar e seguir tão mau procedimento? E que tal fuzilar todos os presidiários acusados de crimes hediondos? Seria nazismo? A economia que isto traria para a nação seria ENORME !!!!

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