O Brasil e os refugiados

Mauro Santayana
Hoje em Dia

O Ministério da Justiça informa que em 2014 aumentou em três vezes a concessão de refúgio pelo Brasil, para 2.320 estrangeiros beneficiados, com relação ao ano anterior. A maior parte dos refúgios foi concedida para sírios, seguidos de libaneses, devido à caótica situação vivida pelo Oriente Médio e o Norte da África, depois a esparrela da “Primavera Árabe”, que só gerou golpes, destruição e morte na região.

Historicamente, depois, agora, da Síria, o segundo país com mais refugiados no Brasil, é a Colômbia, e o terceiro, Angola.

No caso de países árabes que se encontram assolados por guerras civis promovidas direta e indiretamente pela Europa e os Estados Unidos, como o Iraque, a Líbia e a própria Síria, com milhões de refugiados tentando sobreviver em campos improvisados em territórios de países vizinhos e muitas vezes, hostis, a questão da concessão de refúgio por nosso país é fundamental, urgente e humanitária.

Com relação à América Latina, há alguns países em que conflitos com a guerrilha e a reação a ela por parte de milícias paramilitares, também colocam em risco, centenas, senão, milhares de pessoas, mas, nesse caso, em muitos países, como a Colômbia, que é membro do Mercosul, basta ao cidadão solicitar residência provisória no Brasil, assim como, por reciprocidade, qualquer cidadão brasileiro pode fazer o mesmo, se quiser residir permanentemente em países como o Chile, o Uruguai e a Argentina.

EMIGRANTES ECONÔMICOS

Outra é a situação de países como o Haiti, que já enviou, ilegalmente, nos últimos anos, mais de 30 mil emigrantes “econômicos” para o Brasil, que, depois de pagar pequenas fortunas a “coyotes” para cruzar o Equador e o Peru, e atravessar a fronteira, recebem automaticamente autorização de residência e de trabalho, e de Angola, por exemplo.

A Guerra Civil angolana, que opôs o MPLA – Movimento Popular para a Libertação de Angola (no poder), à UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), hoje o principal partido de oposição, terminou em 2002. Dois anos antes, em 2000, já havia sido firmado um acordo de paz com a FLEC – Frente de Libertação do Enclave de Cabinda, que defende a independência da região da qual sai a maior parte da produção angolana de petróleo. Perto da atual situação vivida pela Síria, pelo Iraque e pela Líbia, Angola é, com todos seus eventuais problemas, um paraíso, que não vive mais uma situação de conflito, conta com eleições e partidos de oposição regulares, e cresce a uma média de cerca de 7% ao ano.

Em nossa história, plena de golpes e ditaduras, muitos brasileiros encontraram refúgio em outros países, escapando da morte, da tortura e da perseguição. Nos alegra saber que, hoje, podemos retribuir essa generosidade, recebendo homens, mulheres e crianças do mundo inteiro, e também de países árabes e africanos que há muito já fazem parte da alma brasileira.

9 thoughts on “O Brasil e os refugiados

  1. “Em nossa história, plena de golpes e ditaduras, muitos brasileiros encontraram refúgio em outros países, escapando da morte, da tortura e da perseguição. Nos alegra saber que, hoje, podemos retribuir essa generosidade, recebendo homens, mulheres e crianças do mundo inteiro, e também de países árabes e africanos que há muito já fazem parte da alma brasileira.”

    -Na TEORIA é lindo. O problema é que todos têm boca e sistema reprodutor funcionando!

  2. Todo país possui controle de imigração! Qual a eficiência do nosso? As nossas fronteiras são adequadamente protegidas (tem pessoal suficiente, recursos, etc…)?
    Há citacões na imprensa sobre imigrantes vindos da África (fugindo do Ebola) fazendo-se passar por haitianos., cubanos que não são médicos…
    Como esse “Cesare Battisti” entrou aqui? Como Pizzollato saiu daqui? Como pode viver aqui, por tantos anos, Ronald Biggs (que caiu fora para atendimento de primeiro mundo a saúde)

  3. Senhores,

    Vejam este artigo do Gelio Fregapani, publicado em 21 DE AGOSTO DE 2014, que apresenta um ponto de vista diferente do presente artigo.

    “POLÍTICA DE PORTAS ABERTAS – NOVO PERIGO: IMIGRANTES INDESEJADOS

    O numero de refugiados no Brasil cresceu 800% em quatro anos. Eles – quase todos mulçumanos – vêm de Bangladesh, Gana, Senegal e do Haiti. A maioria vem através do Peru e depois da Bolívia, atravessam a floresta e chegam em cidades perto da fronteira em vários estados. São na sua maioria radicais do islamismo, religião que prega que nós outros devemos nos converter ou morrer. O pior, o governo brasileiro já distribuiu cerca de 31.000 passaportes e CPF, nos dois últimos anos.
    Chegará o momento em que começarão impor seus costumes e suas leis. Depois, quem sabe, a matar os católicos, evangélicos e espíritas no nosso Pais. Pode ser que comecem pelos judeus, mas não ficarão somente neles. Além das perseguições no Iraque e na Nigéria vemos que na Europa já se sente essa ameaça. Em lugar de acolhermos esses indesejáveis hospedes permanentes que não pretendem se nacionalizar nem de aderir aos nossos valores, deveríamos nos preparar para recebermos dignamente os nossos conterrâneos expulsos do Paraguai e da Bolívia, para onde foram premidos talvez pelas nossas leis erradas e pela insegurança no campo. Estes sim, são gente da melhor qualidade, sem contar que ainda são nossos patrícios.
    Além da justa indignação com a chegada de milhares de haitianos sem qualificação, talvez trazidos para engrossar os eleitores do PT agravando todos os nossos problemas, precisamos abrir os olhos com os ganeses que infestam Caxias do Sul e outros lugares do “Sul maravilha”. São todos muçulmanos ortodoxos e consideram a sua “Sharia” acima das leis nacionais.

    NÓS JÁ TEMOS OS NOSSOS POBRES, DESVALIDOS E DESERDADOS SEM EDUCAÇÃO, SAÚDE E SEGURANÇA
    O Brasil não tem por que acolher essa gente que ainda vai criar problemas. Já chega o excessivo número de haitianos, que não somam nada. Nós já temos os nossos pobres, desvalidos, deserdados e com problemas terríveis nas áreas de saúde, educação, segurança e temos que lhes dar prioridade, mesmo porque depois das eleições o desemprego ganhará novas dimensões. Que não venham para cá criar problemas religiosos e, sobretudo, ideológicos.
    Esta na hora de estabelecermos regras claras sobre imigração, impedindo o ingresso de imigrantes indesejados e favorecendo a vinda de pessoas e famílias que possam agregar melhorias imediatas nas condições de trabalho e de riqueza do Brasil.

    Essa historia de receber bem todo o mundo é muito bom para uma visita, mas não para se meterem dentro da nossa casa as nossas custas e ainda quererem nos impor as suas leis, religião e costumes.”

    Abraços.

  4. O sr. Santayana mais uma vez nos “brinda” com sua análise romântica sobre uma situação que, num futuro não muito distante, será um problema a mais dentre tantos que nosso país já enfrenta.
    Diz ele: “Em nossa história, plena de golpes e ditaduras, muitos brasileiros encontraram refúgio em outros países, escapando da morte, da tortura e da perseguição. Nos alegra saber que, hoje, podemos retribuir essa generosidade, recebendo homens, mulheres e crianças do mundo inteiro, e também de países árabes e africanos que há muito já fazem parte da alma brasileira.”
    A mim isso não alegra em nada, pelo contrário. Procuramos refúgio em outros países sim, porém países na sua maioria com uma economia sólida, povo educado, com leis que funcionam. E nem sempre fomos recebidos de braços abertos. O Brasil de hoje, infelizmente, passa longe disso. A verdade é que essa onda imigratória é uma farra, pois mal o estrangeiro chega aqui já recebe um passaporte e CPF. Se já temos uma dificuldade abissal em conseguir saúde, transporte, moradia e educação para nosso povo, como faremos com essas pessoas que aqui chegam? Talvez o partido do senhor Santayana, tenha uma resposta ou um coelho na cartola, para resolver isso. Como se não bastasse tudo que esses pulhas fizeram e fazem com o nosso país. Por isso, alegremo-nos! Em breve estaremos sendo assaltados por um estrangeiro.

    • A Colômbia faz parte como estado associado do Mercosul, assim como o Chile, embora sejam os dois, membros da Aliança do Pacífico e nos dois casos o seu intercâmbio com o Brasil é superior do que com o México, além disso, Colômbia, Chile e Perú, são membros, junto ao Brasil e aos países do Mercosul, da UNASUL, União das Repúblicas Sul-americanas, na qual já existe livre circulação e residência, para a maioria de países.

  5. “Angola é, com todos seus eventuais problemas, um paraíso, que não vive mais uma situação de conflito, conta com eleições e partidos de oposição regulares, e cresce a uma média de cerca de 7% ao ano.”

    Santayana bebeu?

    Angola:
    Chefe de Estado: Presidente José Eduardo dos Santos (desde 21 de setembro de 1979); O vice-presidente Manuel Domingos Vicente (desde 26 de setembro de 2012); nota – o presidente é chefe de Estado e chefe de governo

    Chefe de Governo: Presidente José Eduardo dos Santos (desde 21 de setembro, 1979); O vice-presidente Manuel Domingos Vicente (desde 26 de setembro de 2012)

    Eleições: presidente eleito indiretamente pela Assembleia Nacional para um mandato de cinco anos (elegível para um segundo mandato consecutivo ou descontínuo), sob a constituição 2010. Nota – de acordo com a Constituição de 2010, nas cédulas eleitorais consta apenas o nome dos partidos, em vez de candidatos. O líder da maioria é nomeado presidente; na sequência dos resultados das eleições legislativas de 2012 tornou-se presidente José Eduardo dos Santos (elegível para um segundo mandato)

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