O Brasil fez tudo para perder, e perdeu mesmo. Deu a impressão de que venceria, com o gol de Robinho aos 8 minutos. Mas no segundo tempo, a tão endeusada defesa do Brasil, falhou mesmo.

As falhas da convocação, quando se materializaram, foram transformadas em eliminação. O que foi uma tragédia, principalmente quando a Holanda fez o segundo gol, e o Brasil, pela primeira vez estava inferiorizado no placar.

Duas seleções do Brasil. Uma no primeiro tempo, vencendo de 1 a 0, que poderia ter sido mais. No segundo, perdendo de 2 a 1, que poderia ter sido mais.

Quando o Brasil precisava, tinha 10 jogadores no meio e na verdade, metade na reserva, metade em campo, sem fazer coisa alguma. Foi arriscadíssimo colocar Felipe Melo para jogar. Qualquer um podia ver que em todos os jogos, ele fazia tudo para ser expulso, só que os  juízes não perceberam.

Hoje, finalmente, foi expulso. Mas o que não se esperava é que, antes disso, iria fazer 1 gol, só que contra, ou melhor, a favor da Holanda.

No primeiro tempo, só Robinho se destacou. Kaká perdeu um gol feito aos 30 minutos, Juan já havia desperdiçado outro, facílimo, aos 25 minutos. Kaká pegou apenas uma bola no primeiro tempo, Luis Fabiano nenhuma.

Mesmo os jogadores que vinham se destacando em outras partidas, hoje falharam completamente. Inclua-se aí, a defesa inteira, considerada por todos como “maravilhosa”. E até Julio Cesar, “o maior goleiro do mundo”, (o que não era exagero) não pode sofrer dois gols de cabeça, na pequena área. É bem verdade que um desses gols representou “fogo amigo”, se é que Felipe Melo pode ser considerado companheiro, está mais para adversário.

Quando Felipe Melo foi expulso, o Brasil não ficou com 10 em campo, na verdade estava sem nenhum. Não reagiu em momento algum, aceitou a derrota desde o segundo gol da Holanda. A impressão é de que a seleção estava surpreendidíssima pelo fato de não ter sofrido o terceiro.

Dunga chorou, de verdade, quando a Holanda fez o segundo gol. Sabia que não havia reversão. Teve que ser consolado por Jorginho, cabeça com cabeça. A impressão: deviam estar se consolando não pelo gol contra, mas pela contrariedade de não terem levado os jogadores que poderiam substituir os insubstituíveis.

***

PS – A Holanda não tem de maneira nenhuma a grande seleção que se imagina, pelo fato de ter ganho do Brasil. Dando nomes verdadeiros e definindo corretamente as palavras.

PS2 – Não é choro, lamento ou justificativa: foi o Brasil que PERDEU, feio. E não a Holanda que GANHOU, também feio, não houve beleza no jogo.

PS3 – Escrevo justificando o risco que coloquei, mas sem admitir, um minuto que fosse, a possível derrota, que para mim era impossível.

PS4 – A Holanda pode ser campeã, mas será com uma equipe tão medíocre quanto foi a do Brasil em 1994.

PS5 – Com a vitória, todas as mediocridades seriam glorificadas. Com a derrota, haverá tempo de sobra para um amplo debate. Que seja CONSTRUTIVO e não AGRESSIVO.

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