O Brasil não era assim e nossa tragédia não foi herdada de Portugal…

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Charge do Lane (chargesdolane.blogspot.com)

Percival Puggina

Se você ainda não está naquela fase da vida em que a gente começa a ser chamado de tio ou de tia, talvez não saiba o que vou lhe contar: o Brasil não era assim. É muito possível que professores lhe tenham dito que o Brasil é uma zona desde que os portugueses fizeram um loteamento no litoral brasileiro. Mas isso é falso. Nossa tragédia federal, estadual, municipal, fiscal, educacional, judicial, eleitoral, familial e moral não a herdamos de Portugal.

O que você vê e denuncia é deliberada construção da corrente política que se assenhoreou da consciência do povo brasileiro. Para alcançar esse objetivo incutiu-lhe o que de pior se pode coletar na filosofia e no pensamento político contemporâneo. Não, não se chega ao ponto em que estamos sem que isso seja produto de deliberadas ações políticas e culturais.

LUTA DE CLASSES – Senão, vejamos. Estímulo a toda possibilidade de conflito entre classes sociais, entre masculino e feminino, entre brancos e negros, entre homossexuais e heterossexuais, entre filhos e pais. Deliberada confusão entre autoritarismo e exercício da autoridade. Contenção da polícia e proteção ao bandido; vitimização deste e culpabilização de sua vítima. Redução da autoridade paterna, demasias do ECA, diluição do sentido de família num caleidoscópio de variantes afetivas.

Laicismo e interdição à religiosidade e à moral cristã. Incentivo político e jurídico a ações violentas contra a propriedade privada. Desumanização do humano e “humanização” dos animais. Justa proteção à flora e à fauna, às reservas naturais, aos santuários de procriação e desova, em berrante paradoxo com o estímulo ao aborto. Recursos públicos para a marcha das vadias, parada gay e marcha pela maconha.

Hipertrofia do Estado, corporativismo e aparelhamento da máquina pública. Escola com partido, kit gay, ideologia de gênero. Desvio de recursos das atividades essenciais do Estado para abastecer os fazedores de cabeças no ambiente cultural, tendo como resultado a degradação da arte e do senso estético. Combate sistemático ao bem e ao belo.

INSEGURANÇA – O consequente crescimento da criminalidade, da insegurança e das muitas formas de lesão à vida e ao patrimônio das pessoas é respondido com desencarceramento, abrandamento das penas, abandono do sistema carcerário e desarmamento da população ordeira.

Ter posição adversa aos itens listados acima é obrigação cívica, dever moral. É uma justificada repulsa que não atinge diretamente quem quer que seja, mas atitudes e condutas que, estas sim, afetam a vida das pessoas, suas famílias e a sociedade. Portanto, são males políticos e morais e, por motivos que saltam aos olhos de todo observador, provêm da mesma banda do leque ideológico. Qualquer exceção é ponto fora da curva e como tal deve ser visto. As naturezas são diversas, mas bebem água na mesma fonte.

XINGAMENTOS –  No entanto, se você os denunciar, se mostrar a malícia de sua natureza e a necessidade de mudar diretrizes na vida social e política, surgem os xingamentos: Discurso de ódio! Preconceito! Censura! Fascismo! Direita raivosa! Quem perambula, ainda que eventualmente, nas redes sociais, por certo se depara com esses adjetivos sendo despejados sobre quem cumpre o dever cívico de se opor ao intolerável.

A situação e os problemas descritos decorrem da sistemática destruição dos valores que a eles se opunham, quando o Brasil não era assim. Para os destruir, investiu-se contra a família como instituição fundamental da sociedade e se combateu a Igreja até a anulação de sua influência.

9 thoughts on “O Brasil não era assim e nossa tragédia não foi herdada de Portugal…

  1. Perfeito post. Se falarmos algo que atinja a esquerda, somos taxados de intolerantes. Eles não são intolerantes, quando discordamos? Eles não violam a liberdade quando querem impor as suas ideias? Exposições imorais podem ser vistas em museus, mas o genocídio socialista não pode ser nem comentado. A sujeira deles está sempre sendo varrida para de baixo do tapete.

  2. Infelizmente somos obrigados a concordar com o articulista, a situação piorou, e muito, de 25/30 anos para os dias atuais, minorias, idolatria e glamurização da bandidagem, legislação pífia, destruição dos valores familiares e religiosos, tudo de acordo com a filosofia do amaldiçoado Gramsci!Lembro das matérias de EMC, OSPB, do livro do professor(aquele que registrava a presença, nota de prova oral e escrita), geometria um professor, matemática outro, reclamações sobre bullying?Comportamento de fracote e afeminado que não está preparado para a vida adulta, em tenra época, resolvia-se no braço, mesmo apanhando, chegar em casa chorando, porque apanhou na rua?Outra surra para aprender a não reclamar, castigo?Fio de ferro trançado ou varinha de marmelo resolvia!Felizmente, tinha criação e educação tradicional, olho para a garotada dos dias atuais e sinto muita pena, mal educados, folgados, mil direitos e nenhum dever/obrigação, desrespeito total com os mais velhos e professores, reclamões, chorões, fragilizados, vão chegar nos 30 com a cabeça de adolescentes.Cotas, divida histórica, conversa fiada, um bando de maricas, verdadeiros fracassados, tudo que a esquerdopatia sempre sonhou, funcionando na prática!

  3. Há uma IMENSA massa de brasileiros que NUNCA assume as suas culpas e responsabilidades, tentando SEMPRE transferí-las aos outros.

    Dá para citar uma série de cidadãos que se enquadram nisso, principalmente na política brasileira. Não é mesmo?!

    Não por acaso essa conversa fiada de que Portugal é culpado pelo nosso subdesenvolvimento ainda é tão difundida.

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