O Brasil, o Japão e o estímulo ao crescimento econômico

Resultado de imagem para BRASIL E JAPÃO CHARGES

Ilustração reproduzida do Google

Mauro Santayana

O Japão, terceira maior economia do planeta, um pais considerado desenvolvido em quase todos os aspectos – apesar de ter uma dívida bruta com relação ao PIB mais de três vezes maior que a nossa – acaba de lançar um pacote de estímulo de 274 bilhões de dólares, para apoiar o crescimento econômico, incluindo empréstimos a juro zero para obras de infraestrutura.

Enquanto isso, no Brasil, o Banco Central continua mantendo o pacote de estímulo aos bancos, com juros pornográficos da taxa Selic na casa dos 14,25%, retirando dinheiro da economia real para dar boa vida a rentistas e especuladores.

Além disso, pretende-se também diminuir, no lugar de aumentar, o financiamento à atividade real, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que ainda corre o risco de ter que enviar 100 bilhões de reais ao Tesouro, restringindo sua capacidade de estimular obras e empresas, e move-se contra esse banco uma sórdida, mentirosa, campanha fascista nos meios de comunicação e redes sociais, apesar de ele ter dado sempre lucro acima de 6 bilhões de reais a cada 12 meses, nos últimos anos.

SABOTAGEM – Procura-se sabotar e inviabilizar, por aqui, a capacidade de intervenção e mobilização do Estado – que detêm mais de um trilhão de reais em reservas internacionais – justamente em um momento em que as nações mais importantes do mundo fazem, como o Japão, exatamente o contrário.

Estamos a ponto de votar, no Congresso, um teto obrigatório para os gastos do governo – que acaba de aprovar um generosíssimo “pacote” de aumento de salários – mesmo quando nosso grau de endividamento é menor do que o da maioria dos países desenvolvidos.

Isso, em um momento em que os juros estão negativos na maioria dessas nações, como é o caso da zona do Euro, como uma tentativa de resposta lógica, eficaz, potencialmente mais inteligente, a uma crise que, como se pode ver, não é só nossa, e que afeta neste momento – ao contrário do que por aqui querem fazer acreditar aos “trouxas” – a maior parte dos países do mundo.

3 thoughts on “O Brasil, o Japão e o estímulo ao crescimento econômico

  1. Troca o disco escrevinhador! De novo as “reservas” internacionais? O caso do Japão é de deflação e moeda forte, não como o nosso, que é o contrário.

  2. O Sr. CAIO EFROM acima, disse tudo em poucas linhas. Compara, o experiente Jornalista Sr. MAURO SANTAYANA, duas Economias de Qualidades e Quantidades completamente opostas, como Brasil e Japão.
    O Japão opera com Superavit no Balanço de Pagamentos Internacional ( Balanço de todas as Riquezas que entram e saem do País), da ordem de US$ 800 Bi/Ano (2015). Sua Economia, principalmente sua Indústria, é uma poderosa Bomba de Sucção de Capital, que extrai do Mundo +- US$ 800 Bi/Ano, e injeta dentro do Japão.
    O Brasil opera com Deficit no Balanço de Pagamentos Internacional da ordem de +- US$ 90 Bi/Ano (2015), fora outras PERDAS INDIRETAS. Então nossa Economia funciona como uma Bomba de Sucção de Capital “invertida”, que a cada ano retira da Economia Nacional +- US$ 90 Bi e injeta na Economia Internacional.
    Assim, da nossa Produção, CAPITALIZAMOS cada ano muito pouco.

    O Capital Internacional controla menos de 20% da Economia Japonesa. No Brasil controla +- 65%. Nos setores Industriais mais dinâmicos e rentáveis controla mais de 80%.

    Reservas Internacionais do Japão…………US$ 1.255 Bi/2016.
    Reservas Internacionais do Brasil………….US$ 375 Bi/2016. Em Reservas estamos bem, e é o que está nos garantindo.

    A Dívida Pública do Japão está em +- 250% do PIB, mas é toda em Yen (Moeda Japonesa) e 100% detida por Japoneses.
    A Dívida Pública Brasileira está em +- 70% do PIB e é detida +- 55% por Capitais Internacionais. 25% Diretamente e outros +- 30% Indiretamente. Isso faz uma diferença enorme em termos de DEPENDÊNCIA de Terceiros.

    Resumindo: O Japão PRODUZ, muito mais do que CONSOME.
    O Brasil CONSOME mais do que PRODUZ.
    O que vale para um, não vale para o outro.

  3. Os Estados Unidos e a União Europeia armaram os terroristas no Iraque e na Síria e criaram o Estado Islâmico

    14.01.2015 | Fonte de informações: Pravda.ru

    Os Estados Unidos e a União Europeia armaram os terroristas no Iraque e na Síria e criaram o Estado Islâmico. 21444.jpeg

    Perante o avanço do exército do Estado Islâmico, os EUA e os seus aliados da UE tentam destruir com bombardeamentos indiscriminados a sua própria criação, pois perceberam demasiado tarde ter originado um monstro difícil de matar.

    Nenhuma guerra pode ser ganha apenas com bombardeamentos. E quem paga o preço são, mais uma vez, os martirizados povos do Médio-Oriente, de novo e sempre vítimas da criminosa acção do imperialismo.

    O objectivo inicial era acabar com o governo democrático da Síria, mas para os aprendizes de feiticeiro foi uma má jogada.

    A ingerência dos Estados Unidos e da União Europeia no Médio Oriente para destruir o Iraque e derrubar o governo constitucional de Bashar al Assad da Síria, e o apoio económico e militar que incluiu o fornecimento de armas nucleares a Israel foram determinantes para o aparecimento do ISIS-EIIL (Estado Islâmico do Iraque) que inicialmente era constituído por grupos terroristas armados, financiados e treinados pela CIA e outras agências de inteligência da União Europeia, e constitui agora um exército que semeia o terror em nome do Estado Islâmico que pretende organizar um califado ao estilo medieval mas com armas de tecnologia de ponta entregues pelo império e seus aliados europeus.

    Perante o avanço do exército do Estado Islâmico os Estados Unidos e os seus aliados da União Europeia, entre assustados e assombrados, tentam destruir a sua própria criação com bombardeamentos indiscriminados, pois perceberam demasiado tarde ter originado um monstro difícil de matar.

    Há analistas e especialistas no Médio Oriente que afirmam que nem em trinta anos poderão derrotar o ISIS-EIL e que poderá tornar-se no segundo Vietname para o império e seus sequazes.+

    O EIL transformou-se em Estado Islâmico no Iraque e no Levante (ISIS pelas suas siglas em inglês) quando, com o apoio e patrocínio dos Estados Unidos e seus cúmplices europeus iniciou e alargou as suas acções terroristas na Síria, para derrubar o presidente Bashar al-Assad. Os mortos sírios contam-se aos milhares como obra desses terroristas fanáticos, dogmáticos e totalmente fundamentalistas.

    O objectivo imediato desses terroristas que contam agora com um exército superior a 18 000 soldados, com reforços provenientes do Reino Unido, de outros países da Europa e dos Estados Unidos, é a autoproclamação do califado mundial que quer ser chamado Estado Islâmico e ser reconhecido a nível internacional.

    É precisamente para negar a existência de um Estado Islâmico que Washington e outros países e especialistas se referem aos jihadistas como ISIS e não como Estado Islâmico.

    O grupo jihadista ISIS que está a espalhar o seu terror pela Síria e Iraque modificou o seu nome e em meados do mês de Julho proclamou o seu califado. Deixou de chamar-se Estado Islâmico no Iraque e no Levante para se autodenominar Estado Islâmico.

    – See more at: http://port.pravda.ru/news/busines/14-01-2015/37919-eua_ue-0/#sthash.cjTl2qK9.dpuf

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *