O carioca tem de ir para as ruas cobrar esclarecimentos do governador Sergio Cabral

Altamir Tojal

O governador tem de explicar não só quem bancou as viagens e as farras com empresários e secretários, mas principalmente o que isso significa em aumento nos custos das obras, benefícios a amigos e financiadores em contratos e mesmo fraudes em licitações. Quando uma obra pública fica mais cara devido à corrupção, o efeito é falta de médico e remédio no hospital do pobre, é saúde, escola e serviços ruins para o povo.

A promiscuidade do governador e seus secretários com a Delta e outras empresas e empresários é vergonhosa. Será indigno se o Rio não exigir explicações de Cabral. Com a tradição política e importância que tem, o Rio não pode se omitir nem se intimidar.

O governador também tem a obrigação de responder à sociedade, à opinião pública, através da imprensa. Sérgio Cabral se nega a falar à imprensa sobre este assunto.

O jornal Estado de S. Paulo protocolou na segunda-feira, junto ao governo do Estado do Rio de Janeiro, um pedido de informações sobre as viagens do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) ao exterior.

O objetivo do requerimento, dirigido ao secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, é obter esclarecimentos sobre visitas do governador a outros países e sobre dúvidas que as envolvem.

Essas dúvidas surgiram após a divulgação de fotos e vídeos nos quais Cabral aparece em um restaurante de luxo em Mônaco com o amigo e empresário Fernando Cavendish, controlador da empresa Delta, investigada pela CPI do Cachoeira.

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