O caso Saturnino-Lupi e o falso moralismo endêmico

Antonio Santos Aquino

O falso moralismo é endêmico em nossa sociedade. Lamentavelmente alguns jornalistas, por ranço ideológico, sempre deturpam fatos. Querem sempre misturar realidades com os desvios de conduta de alguns. Refiro ao acordo que Alberto Dines considerou execrável entre Lupi e Saturnino, “brilhante parlamentar”. Tendo Lupi exigido seu afastamento. A hipocrisia é flagrante, pois sabemos bem dos acontecimentos.

Saturnino fez o acordo

Vamos aos fatos: partiu de Saturnino a proposta de dividir o mandato. Isso sendo homologado pelo PT e os partidos que apoiavam a eleição de Lula em 2002. Brizola é que sugeriu o nome de Saturnino para disputar a senatória. Considerando que estava deixando de ser cumprido acordo em outos estados. Brizola ameaçou mudar para um candidato do PC do B. Saturnino então, levado por Garotinho ao apartamento de Brizola, espontaneamente, reiterou que dividiria o mandato com Lupi, e queria deixar um documento assinado.

ACORDO

Disse Brizola: “Não precisa, tua palavra basta”. Mesmo assim, Saturnino assina um documento e entrega a Lupi na sede do partido.

Lógico que Lupi reivindicou o cumprimento do acordo. Cabe perguntar: foi cometido um crime? Não! Definitivamente não. A lei não impede e foi tudo feito às claras e registrado pela mídia. Tanto é assim que Saturnino, em depoimento na TV Senado, disse: “Eu ia entregar, como combinado, a metade do mandato a Lupi. Fui pressionado a não entregar por Mercadante que dizia: O acordo foi desfeito, não deves entregar”.

Brizola tinha tirado o PDT da base de apoio ao então presidente Lula, por ter visto que alguma coisa de grave estava acontecendo dentro do governo. Logo, logo, estorou o mensalão. A verdade, Dines, é bem melhor para democracia do que a hipocrisia e o preconceito.

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