O comentarista José Antonio enfim atinge a perfeição, ao defender Gilmar Mendes e o médico-monstro milionário que dopava e estuprava as clientes. Vejam só que mente doentia.

Carlos Newton

Helio Fernandes se irrita com certos comentários que aparecem no blog, geralmente por serem muito extensos ou enviados por leitores que se escondem atrás de pseudônimos, são covardes demais para usar o nome completo. Realmente é deplorável que um blog criado para difundir a livre expressão, aberto para que todos possam opinar sobre os mais importantes fatos do Brasil e do mundo, seja maculado por esse tipo de frequentador doentio, que faz questão de opinar em todas as matérias, sempre contestando a opinião do autor, quase invariavelmente sem a menor base.

O maior (e péssimo) exemplo se assina como José Antonio. Em sua mais recente manifestação, o comentarista defende o médico milionário Roger Abdelmassih, especialista em inseminação artificial, que dopava as clientes para “fazer os exames” e as estuprava. Agora, a Polícia descobriu que, além dos estupros, ele não inseminava as mulheres com o sêmen dos maridos. Para “facilitar” a inseminação, o médico usava sêmen de outros “doadores”, e milhares de casais podem estar criando filhos que na verdade não são seus.

Condenado a 278 anos de prisão, teve pedida sua prisão preventiva, por estar renovando o passaporte. Contratou como advogado o ex-ministro Marcio Thomaz Bastos, que impetrou habeas corpus no Supremo, concedido pelo ministro Gilmar Mendes, sem ouvir o plenário, ao contrário do que fez agora, no caso do terrorista italiano Battisti, quando não quis decidir sozinho.

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Bem, vejam o que escreveu José Antonio e tirem suas conclusões.

Jose Antonio: Newton, Battisti foi condenado por assassinato. O Roger fêz menos, bem menos. Foi condenado por uma nova modalidade de estupro, cujas características são bem menos sensacionais do que as do estupro tradicional. Nesta versão moderna e à brasileira, abriu a braguilha, exibiu o pingolim e fêz cara de idiota: é estupro. Ao que eu saiba, ele não penetrou ninguém. Nem por onde é certo mas não é justo, nem por onde é justo mas não é certo.
Condená-lo a duzentos e tantos anos de prisão foi um exagero. O Nardoni, foi sentenciado a 31 anos pelo assassinato de sua filha, Isabella. Guardadas as devidas proporções dá para imaginar que há algo podre ou pelo menos histérico nos critérios do nosso judiciário.
Você nos convida a execrar o Dr. Roger. Salvo os babões de sempre, não é possível atendê-lo. Não vimos coisa alguma do julgamento do médico. Ontem era colunável, de repente passou a acusado e o temos condenado, sem que nos fossem dados detalhes do julgamento. Já que falamos do Nardoni, não vi reconstituição ou encenação dos eventos alegados no caso do sátiro Roger.
Querer usar o caso para atacar o Gilmar Mendes é baixaria sua. O Dr. Roger não representava perigo para a sociedade. Quando muito, estaria impedido de exercer a profissão. Um ministro do Supremo não é responsável pela porosidade de nossas fronteiras. A decisão foi correta ao tempo em que foi tomada.

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A comentarista Ofélia Alvarenga, sempre atenta, imediatamente respondeu, nos seguintes termos:

“Julgamento do médico? Você queria reconstituição, José Antonio? Era só o que faltava…
José Antonio, essas mulheres pagaram caro e se submeteram a um procedimento doloroso na expectativa de gerar um filho do marido. Foram abusadas e enganadas em suas (delas) pretensões mais legítimas.
Por suas opiniões anteriores, José Antonio, fica difícil eu entender sua defesa em crime tão hediondo. Só porque não matou? Você está com o Maluf, ‘estupra, mas não mata’?
Decepcionante, José Antonio. Você não pensou nessas mulheres, o que, pra mim, significa que você não dá muita importância ao sofrimento delas. Você sequer consegue avaliar isso, não é mesmo? Barbaridade.
Esse homem escapou da cadeia porque estava cheio de dinheiro, o mesmo que ele cobrou dessas pobres mulheres durante sei lá quantos anos. Argh!”

 

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Pouco depois, o comentarista Gerson Carvalho também se manifesta sobre a posição tomado por José Antonio:

“Vejo, lendo os comentários, que em todo lugar tem gente que odeia as próprias mães, filhas, esposas e se identificam muito bem com bandidos. Aqui não poderia ser diferente.”

Aí cabe a pergunta, Gerson. Se a esposa, a mãe ou a filha de José Antonio tivessem sido examinadas pelo “pingolim” do Dr. Roger, será que ele continuaria defendendo tão ardorosamente o médico milionário, que hoje curte no Líbano a impunidade à brasileira?

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