O craque Neymar, o ministro Guedes e a esperança de impunidade dos corruptos

David Neres

Sem Neymar, Brasil ganha de 7 a 0 e para para a Copa América

Pedro do Coutto

São diversos os assuntos, mesclando futebol, reforma da Previdência e mais uma nova investida para, através de lei, superar a figura da prisão dos condenados pela segunda instância. São três os andares que tornam semelhantes as fases judiciais aos degraus que separam os vestiários dos gramados do Maracanã e praticamente de todos os estádios do mundo.

Nos três lances no campo do futebol vibram os torcedores na passagem do sonho à realidade. São minutos que antecedem a bola rolar.

RUMOR E CLAMOR – A esperança de uma vitória impulsiona o rumor e o clamor de multidões em delírio. Às vezes a decepção, outras vezes a alegria que leva às lágrimas. Vamos por partes nas trajetórias que se assemelham as histórias da bola rolando.

O time de Honduras é fraquíssimo, mas nem por isso todos nós sentimos um alívio com a ausência de Neymar. Um supercraque, sem dúvida, mas que sempre realiza jogadas em torno dele mesmo, prendendo demais a bola. O que, além de atrasar os ataques, fornece mais tempo para que as defesas adversárias se armarem. Além disso, contribui para que exponha mais a violência dos marcadores. Minha impressão é que o time brasileiro vai melhor sem ele.

Percebe-se que o craque está mais preocupado consigo mesmo do que com a equipe. Futebol é conjunto.

GUEDES NA PRIVADA – No seu espaço de domingo em O Globo, o colunista Lauro Jardim informou que se o projeto de reforma da Previdência não for aprovado Paulo Guedes deixará o Ministério da Economia para se dedicar ao campo da Previdência Privada onde atuam os fundos de pensão e de aposentadoria complementar. Segundo diz Lauro Jardim, o economista Paulo Guedes vai tentar reunir uma empresa que basicamente será formada pela Superintendência de Seguros (SUSEP), PREVIC, setor de previdência complementar além da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Para mim, não faz muito sentido. Sobretudo porque, além de misturar seguridade com previdência fechada, envolve também a Comissão de Valores Mobiliários, encarregada da fiscalização de fixar normas para as operações do mercado financeiro. Creio que tal ideia será difícil de prosperar.

SEM ENTUSIASMO – Ainda segundo Jardim, na semana que se encerrou, Paulo Guedes passou a demonstrar menos certeza na aprovação da emenda constitucional da reforma. Sente-se isso na atmosfera de ontem e a atmosfera de hoje. O entusiasmo do ministro diminuiu.

No seu espaço no Globo e na Folha de São Paulo, brilhante como sempre, Elio Gaspari destaca que já começou a ser redigido um projeto de lei no sentido de que seja relativizada a prisão dos condenados em segunda instância. Tal lei dependeria da sanção pelo presidente Jair Bolsonaro. Seria, a meu ver, um retrocesso. Mas não só isso. Uma medida que colide com três julgamentos do Supremo Tribunal Federal. A volta ao passado anularia as decisões do STF.

Muito bem. Entre os efeitos da volta da lei, se inclui a devolução do dinheiro roubado. Mas como o jogo só termina com o apito do juiz, vamos concluir que, como Casablanca, os ladrões pensam que sempre teriam Paris.

3 thoughts on “O craque Neymar, o ministro Guedes e a esperança de impunidade dos corruptos

  1. Opa, opa, opa. “colunista Lauro Jardim informou que se o projeto de reforma da Previdência não for aprovado Paulo Guedes deixará o Ministério da Economia para se dedicar ao campo da Previdência Privada”. Será que Bolsonaro leu isso? Quer dizer que todo “patriotismo” deste se resume em ter uma reforma da previdência para chamar de sua? Se não leu, bom que leia, pois muita gente já leu com toda certeza. Enquanto tivermos esta qualidade de patriotas, muito difícil este país ir para frente. O que Guedes mostra que quer, é ter uma contrapartida para “continuar” no governo. Isso não o distancia nada do que os maus políticos fazem no Congresso, muito pelo contrário, os coloca no mesmo barco. Se a nota que saiu na coluna de Lauro Jardim, for verdade e não estiver torcida, acho prudente que a saída de Guedes seja bem mais prematura do que ele mesmo espera que seja.

  2. Evidentemente que vão querer “negociar” tudo que perderam para “aprovar” esta reforma que foi um grave erro de estratégia desde o princípio. O pior é que o mesmo Bolsonaro disse que faria de uma forma bem mais comedida e pensada. O que vimos foi um projeto, batendo ainda mais na iniciativa privada e desagradando a todos segmentos da sociedade, com apenas dois meses de mandato. Provavelmente por pressão de Guedes e suas teorias de agradar aos “donos do dinheiro”. Aos poucos a verdade aparece e ele se mostra estar totalmente envolvido no projeto de previdência privada. Além disso é pessoa de pavio muito curto e língua afiada. Muito bom para que joga pedras, mas muito ruim para que é vidraça.

  3. Realmente o Brasil jogou melhor sem o Neymar, foi essa a vitoria brasileira pelo conjunto da obra! Agora vamos ver na proxima sexta feira como isso e verdade….vamos La rapaziada o Brasil esta melhor com O LULA preso e a gangue vermelha sentindo falta das tetas que por longos anos susteram os espertos da politica, mostrem pra todos os brasileiros que o conjunto da obra unida, jamais seremos vencidos ate na politica dos boys de chicago atualmente .Acabou a epoca das conversas fiadas e os golpes no povo brasileiro, seja la quem for,…sua hora esta chegando tambem, O que for melhor para o povo e bem vindo.

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