O exemplo de um povo, que em menos de um século, deixou de viver num regime semi-feudal para fazer uma revolução de verdade

Jorge Folena

É difícil escrever qualquer palavra neste momento de tristeza, após mais uma noite de intensas chuvas no Estado do Rio de Janeiro, nesta tragédia que se repete todos os anos e que, desta vez, deixou centenas de mortos. A vida humana, neste cenário de lugar comum, perdeu o sentido.

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O panorama na velha Europa é de uma crise econômica cada vez mais alarmante, com austeridade fiscal e redução de salários. Em vários países, além do combate contínuo à presença de imigrantes de suas ex-colônias, existe ainda a crescente preocupação com a migração interna de cidadãos oriundos das regiões mais pobres do continente.

Os países mais desenvolvidos querem se afastar do Euro e regressar às suas moedas nacionais originárias, criando assim a expectativa de exportar alguma coisa a mais em mercados cada vez mais concentrados por capitais especulativos, o que só faz aumentar os preços das matérias-primas. Os ultraconservadores ganham mais espaço, num continente envelhecido e que poderá, em breve, restringir direitos fundamentais de sua população. Na verdade, este filme não é novo e ocasionou duas grandes guerras no século passado. 

Enquanto isto, as ex-colônias européias na África despontam como o lugar do futuro. O continente africano tem uma população muito jovem e nisto reside a esperança de dias melhores. Apesar de os países africanos serem ainda, o tempo todo, chantageados e corrompidos pelos exploradores de sempre, que cobiçam suas riquezas, a esperança mora naquele continente e poderá em breve dar prosseguimento a verdadeiras revoluções para a transformação de seu povo, usurpado pelo colonialismo e pelo imperialismo das Idades Moderna e Contemporânea. 

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A República Popular da China tem, no preâmbulo de sua Constituição, a seguinte lembrança histórica: “Depois de uma muito árdua, prolongada e complexa luta, pelas armas e por outras formas, o povo chinês de todas as nacionalidades, dirigido pelo Partido Comunista da China e chefiado pelo Presidente Mao Zedong, acabou por derrubar em 1949 o domínio do imperialismo, do feudalismo e do capitalismo burocrático, obteve a grande vitória da nova revolução democrática e fundou a República Popular da China. Desde então o povo chinês tomou o poder político em suas mãos e tornou-se senhor do seu próprio país”.

Após a fundação da República Popular, a transição da sociedade chinesa da nova democracia para o socialismo foi-se fazendo aos poucos. Completou-se a transformação socialista da propriedade privada dos meios de produção, foi suprimido o sistema de exploração do homem pelo homem e estabeleceu-se o sistema socialista.

A ditadura democrático-popular, conduzida pela classe trabalhadora e baseada na aliança dos trabalhadores e dos camponeses — que é, no fundo, a ditadura do proletariado — tem-se vindo a consolidar e a desenvolver.

O povo chinês e o Exército de Libertação do Povo Chinês conseguiram fazer frente à agressão, à sabotagem e às provocações armadas de imperialistas e hegemonistas, salvaguardando a independência nacional da China e sua segurança e fortalecendo a defesa nacional. No domínio do desenvolvimento econômico averbaram-se grandes êxitos.

Implantou-se na indústria um sistema socialista independente e largamente integrado. A produção agrícola registrou um assinalável aumento. Fizeram-se significativos progressos nas áreas da educação, da ciência e da cultura e a formação ideológica socialista obteve notáveis resultados. O nível de vida do povo melhorou consideravelmente.”

Esta mesma China, em menos de um século já fez a sua revolução cultural, deixou de ser um país semi-feudal para levar o homem ao espaço (apenas três países conseguiram isto com tecnologia própria), bem como o Estado Chinês passou a ser o segundo maior investidor do mundo, adquirindo empresas capitalistas, minas e terras estratégicas.

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