O fantasma de Lula elegeu Bolsonaro em 2018 e continua atormentando muitos eleitores

O fantasma de Sarney assusta Temer

Charge do Ivan Cabral (Arquivo Google0

Pedro do Coutto

Um fantasma chamado Lula da Silva garantiu a vitória de Jair Bolsonaro na urnas de 2018 e, passados dois anos, continua a ser responsável pelos 37% da opinião pública que ainda acreditam em desempenho satisfatório de Bolsonaro à frente do Palácio do Planalto. A meu ver, é a explicação pelos números registrados na pesquisa do Datafolha, publicada nesta segunda-feira pela Folha de São Paulo e comentada pelo jornalista Igor Gielow.

O levantamento pode ser visto sob várias lentes e diversas leituras, como por exemplo a melhoria da posição de Jair Bolsonaro no Nordeste, sustentada em boa parte pelo auxílio emergencial que começou com 600 reais e vai acabar este mês já reduzido para 300 reais. Pode ser que o governo termine prorrogando-o por mais tempo. Pode ser que seja na escala de 300 reais. Vamos ver.

CONTRADIÇÕES – Enquanto isso, vale a pena iluminar alguns dados revelados pelo Datafolha. O principal deles é o de que 53% dos entrevistados informaram que não acreditam nas palavras divulgadas por Bolsonaro. Ora, se não acreditam em Bolsonaro mas consideram seu governo ótimo e bom, aí vai a principal aparente contradição da pesquisa.

Se 53% não acreditam no presidente, a continuação lógica desse pensamento choca-se com o índice de popularidade do presidente, sendo que 17% só acreditam em parte.

A seguir o Datafolha encontrou outra contradição: 55% acham que  ao longo dos dois anos ele (Bolsonaro) fez menos do que anunciou na campanha. Apenas 17% acham que ele fez mais do que prometeu e a parcela restante de 22 pontos inclui os que consideram que ele ficou entre uma coisa e outra.

MENTIR NA CAMPANHA – Trata-se de um problema que se eterniza no Brasil: a divergência entre o candidato e o presidente. Nas campanhas eleitorais todos os candidatos acenam com promessas de melhorar a renda do trabalho e a vida de homens e mulheres, portanto significa melhorar a vida da população.

Muitas promessas são sonho de uma noite de verão por vários problemas, especialmente a falta de recursos públicos, decorrente dos sistemas de corrupção.

Como dizia o presidente Juscelino Kubitschek, política, sobretudo, é esperança, e os eleitores encontram-se inevitavelmente em busca dessa esperança.

RUIM E PÉSSIMA – A taxa dos que classificam a administração federal de ruim e péssima é de 32%. Logo, confrontados 32% de reprovação com os 37% de aprovação, o coeficiente é favorável ao atual presidente da República, apesar dos erros e dos absurdos que ele diz quase que diariamente.

O exemplo da vacinação não é suficiente para refletir na sua imagem, embora desgastada mas na escala de 37 pontos. Não foi suficiente sua ruptura com o general Hamilton Mourão. Também não foI suficiente a reunião ministerial de 22 de abril, cujo desenrolar ficará na história como o episódio mais incrível do exercício do poder e também pelo baixo nível dos argumentos e despautérios.

Para finalizar, só encontro uma explicação. O contraste entre Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Lula e o PT foram os grandes eleitores de Bolsonaro e Hamilton Mourão. O fantasma do ex-presidente causa pânico na população brasileira. E continua causando.

6 thoughts on “O fantasma de Lula elegeu Bolsonaro em 2018 e continua atormentando muitos eleitores

  1. JB segue exatamente o caminho do Collor. Primeiro acha que sabe tudo e tudo pode. Mana e desmanda e muitos acham isso o máximo. Os primeiros a abandonar o navio são os ratos que com ele se elegeram travestidos de competentes de ultra direita, etc.
    Depois começam aparecer as graves falhas de caráter, da prepotência e da burrice. E aos poucos mais e mais vai perdendo a aura de MITO.
    Pergunte quem em 89 votou no Collor!? Até 2022 exceto os mais fanáticos, tem remorsos por ter acreditado numa fantasia.

  2. É o velho dilema, enquanto o “upa” sobe, o “cupa”
    desce.
    Enquanto o “inocente” lula andar por ai, vomitando as suas “verdades”, o Bolsonaro vai “surfando” no décimo terceiro do bolsa família e no auxilio emergencial.
    Ficaram roucos de tanto gritar que o Bolsonaro iria acabar com o bolsa família. Fez exatamente o contrário, dai o povão passou a comparar quem era mentiroso e quem falava a verdade.
    Foi o caso do feitiço se virando contra o próprio feiticeiro.
    O PT mentiu tanto durante a sua existência, que agora, só os “vacinados” é que ainda acreditam nas suas lorotas.
    Embora o governo Bolsonaro se assemelhe a
    “L´armata Brancaleoni”, o petismo vai vivendo o seu
    “crepúsculo dos deuses”.
    Algum dia, certamente haverá uma solução para tudo isso.

  3. Os jumentinhos borxonaristas não deixarão o cadáver político de Lula esfriar. Tal qual uma lombriga, precisam dele vivo pra continuarem vivendo em seu intestino grosso e seus dejetos. Nasceram no intestino grosso do Lula e lá cresceram.

    Mantém com ele uma relação orgânica.

    No dia que Lula estiver morto politicamente, precisarão ir buscar seu alimento fora do hospedeiro ou morrerão junto com ele.

    É por isso que vemos aqui e ali manifestações comoventes de amor mal disfarçado pela figura do Lula.

    Lula é a régua moral com que os jumentinhos borxonaristas medem seu Mitozinho querido.

    O resultado disso? Vejam o nível atual de nossa vida pública e de nossos políticos.

    Quem usa Lula como papel higiênico não quer se limpar, quer mais é afundar gostosamente na pocilga luliana.

    “Ainnnnnnnnnnnnnnn, mas e o Lula??????”

    O nome do Lula é o capim que os jumentinhos do Bolsonaro adoram ruminar.

    RUMINAÇÃO: “Regurgitação repetida e remastigação dos alimentos, típica dos ruminantes. O processo consiste no retorno do bolo alimentar do rúmen para boca, onde é remastigado, na presença de maior quantidade de saliva, e posteriormente redeglutido.”

  4. É isso ai. É sobre a matéria apodrecida, que fertiliza e renasce a vida.
    O nervosismo, é sintomático e característica dos desesperados.
    O bom cabrito não berra, espera a vez.

  5. Os jumentinhos do Roberto não conversam com os ministros do STF nem com os presidentes das casas legislativas, não conchavam com presidentes de partidos nem representantes do Capital, então eles podem xingar o Lula e quadrilha quanto quiser, até cansar.
    Agora…já viram o Jair falar mal do Lula, ou sequer tocar no seu nome?????
    Uma regra militar, não queimar pontes que sirvam para uma eventual retirada.

  6. O grande eleitor do Pinóquio continua sendo o 51, no dia em que este disser que está fora da política, o boçal do Pinóquio começa a correr risco. Até lá o Pinóquio vai continuar subindo no gosto do povo. Então o grande eleitor do Pinóquio é o 51, ou seja, o boçal depende do 51, quanta ironia.

Deixe uma resposta para ímpio Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *