O ficha suja Lindbergh pensa que será o sucessor de Dilma e faz acordo com Alexandre Cardoso, outro ficha suja.

Carlos Newton

Com um a ambição desmedida e uma folha corrida que pode expulsá-lo da política em pouquíssimo tempo, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ)  aposta na impunidade eterna e faz planos para não só chegar ao governo do Rio de Janeiro em 2014, mas até de suceder a presidente Dilma Rousseff em 2018.

Irmãos siameses…

Lindbergh surgiu na vida pública como presidente da União Nacional dos Estudantes, elegeu-se deputado pelo PCdoB, depois passou para o PSTU, perdeu duas eleições e teve entrar ao PT, onde conseguiu se eleger deputado federal, prefeito de Nova Iguaçu e senador.

No rastro dessa escalada, Lindbergh deixou suas digitais numa série de irregularidades administrativas, acumulando fama de mau pagador como pessoa física e de administrador público envolvido em todo tipo de irregularidades.

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ESCÂNDALOS EM NOVA IGUAÇU

Em sua gestão, a Secretaria de Educação de Nova Iguaçu foi denunciada pelo Ministério Público Estadual por causa de uma licitação superfaturada para compra de merenda escolar em 2006. Além disso, a responsável pelo programa era a mulher do prefeito, Maria Antônia Goulart. A ex-secretária de recursos humanos da prefeitura Lídia Cristina Esteves denunciou que havia desvio de dinheiro do programa Bairro-Escola para o prefeito e sua mulher.

Na Secretaria de Saúde, mais maracutais: três cooperativas que contratam pessoal nessa área financiaram a campanha de Lindberg: a Total, a Captar-Cooper e a Multiprof.
Lindberg Farias hoje responde a várias ações civis por improbidade administrativa, propostas pelo Ministério Público. Acaba de ser condenado pela 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio e teve suspenso por cinco anos os seus direitos políticos. A decisão só passa a valer, no entanto, quando os recursos da defesa do senador forem rejeitados.

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ACORDO EM DUQUE DE CAXIAS

Certo de que sairá impune de todos os processos, Lindbergh Farias passou a fechar acordos para se eleger governador em 2014. E conseguiu convencer o ex-presidente Lula a obrigar o PT de Duque de Caxias a apoiar o candidato do PSB, deputado Alexandre Cardoso, que também carrega uma pesada folha corrida de corrupção e desvio de recursos públicos.

Caxias é um dos mais importantes municípios do país e está na 15ª colocação no ranking do PIB. O acordo é de que, se for eleito, Cardoso entregará a Secretaria de Obras a algum indicado de Lindbergh, que controlará também os serviços de limpeza urbana, para financiar sua campanha a governador.

O problema é que a Justiça está de olho dos dois – Lindbergh e Cardoso, irmãos siameses em matéria de corrupção. O senador está com os bens bloqueados, enquanto o deputado que não consegue aprovar suas contas na Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia desde 2008, vejam só até onde vai a desfaçatez dessa dupla de políticos que se dizem socialistas.

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