O gato comeu a CUT

Carlos Chagas
                                                     
Insossa, inócua e inodora  será  a tentativa de inserir a  CUT no  movimento  sindical, de oito anos e dois meses para cá. Parece haver naufragado a  organização que tantos serviços prestou ao trabalhador nos anos de chumbo da ditadura e, depois, no despertar da Nova República, atormentando  José Sarney,  sem esquecer o período neoliberal que foi de Fernando Collor  a Fernando Henrique, com o interregno de Itamar Franco.�
                                                  �
Com a posse do  Lula e  o início  do governo Dilma, desapareceu a Central Única dos Trabalhadores. Raros são os que se recordam do nome de seu atual presidente, como mais difícil ainda será alinhar as campanhas   desencadeadas de lá para cá. Parece que o gato comeu a CUT, porque nem mesmo lutar por melhores salários ela tem lutado. De greves e mobilizações, nem se fala.

Equivocaram-se seus líderes ao  considerar encerrada sua missão na hora em que um torneiro mecânico assumiu o poder.  Deixaram escoar pelos dedos a oportunidade de dar sustentação ao Lula, como agora a Dilma, para que pudessem resistir  ao predomínio dos especuladores,  ao lucro dos bancos, à supressão de direitos trabalhistas e,  ainda agora,  à compressão do salário-mínimo. Acomodou-se a CUT.  É por essa razão que Dilma Rousseff receberá na sexta-feira, como figura maior do movimento operário, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva…

FIDELIDADE TEM LIMITE

Engana-se quem supõe o PMDB umbelicalmente ligado ao governo Dilma Rousseff, por conta do voto uníssono de sua bancada na Câmara em favor dos   545 reais de salário-mínimo.  Não que os peemedebistas se preocupem com a renda do trabalhador. Lixam-se,   seus  77 deputados,  para qualquer agrura e frustração  dos 50 milhões de brasileiros  que dependem dessa merreca para sobreviver. 

Estão é de olho nas nomeações para o segundo escalão, mais até do que na preservação de suas emendas individuais ao orçamento. Por isso seria bom o palácio do  Planalto tomar cuidado: os votos a favor poderão tornar-se votos contra, numa próxima apreciação  de projetos de interesse do governo, caso até o final do mês as nomeações não saiam.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *