O Globo diz que Bolsonaro impõe silêncio e dispensa a atuação do vice Mourão

general da reserva Hamilton Mourão

Bolsonaro teria calado Mourão sem lhe dar um telefonema?

Jussara Soares
O Globo

O presidente eleito Jair Bolsonaro impôs recentemente mais uma espécie de “lei do silêncio” ao seu vice, general Hamilton Mourão , em um novo capítulo da disputa interna do futuro governo. A recomendação, repassada ao general por meio de alguns dos mais próximos aliados de Bolsonaro, é que o militar adote uma postura mais discreta e deixe que o presidente eleito concentre os holofotes, sendo o único porta-voz do futuro governo.

Além da trava verbal, o general, que por diversas vezes afirmou que não gostaria de ser um vice figurativo, não deverá ter espaço para atuar no governo, segundo interlocutores do grupo de transição.

ESVAZIAMENTO – Pelo desenho atual da estrutura, a Vice-Presidência não terá nenhuma secretaria subordinada ou atribuição predefinida. Após a vitória em segundo turno, chegou-se a especular que Mourão teria um papel de “gerente” do governo, coordenando os ministérios. Porém, a recomendação é que o vice só responda às demandas específicas de Bolsonaro, quando for solicitado.

Ao contrário de outras vezes em que foi desautorizado por Bolsonaro após declarações controversas, o impasse agora surgiu justamente pelo desempenho de Mourão nas entrevistas para a imprensa. A avaliação é que Mourão, ao construir interlocução com jornalistas, trabalha para sobressair ao presidente eleito.

O vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente eleito, é o que mais tem reagido mal ao vice e insistido para que o pai freasse o general. Na semana passada, a intriga ganhou as redes sociais quando o Carlos, no Twitter, escreveu, sem citar nomes, que morte de Bolsonaro “não interessa somente aos inimigos declarados, mas também aos que estão muito perto. Principalmente após sua posse.”

INDIRETA? – Questionado se a mensagem havia sido uma indireta, Mourão se irritou e disse que caberia a Carlos esclarecer a sua mensagem. “Se eu quisesse ser presidente, teria concorrido a presidente” –  respondeu Mourão ao Globo.

Nesta semana, o general está recolhido e providenciando a sua mudança do Rio para Brasília, onde vai se instalar no Palácio do Jaburu, a partir de Janeiro.

Os atritos no entorno de Bolsonaro e general Mourão surgiram ainda durante a campanha. Como Bolsonaro hospitalizado após levar uma facada em um ato em Juiz de Fora, no início de setembro, Mourão chegou a afirmar que poderia assumir os compromissos eleitorais, incluindo debates, mas foi desautorizado pelo então presidente do PSL, Gustavo Bebianno, que afirmou que Bolsonaro “é insubstituível.”

LIMITAÇÕES – Mourão limitou-se a participar de eventos fechados, mas suas declarações – como a que lares apenas com mães e avós são “fábrica de desajustados” – seguiram repercutindo mal e incomodando o núcleo duro da campanha. O vice foi advertido três vezes para que fosse mais comedido em seus discursos. Na quarta vez, Bolsonaro decidiu por ele mesmo expor a rusga com o companheiro de chapa e foi ao Twitter desautorizá-lo, após o general dizer que o 13º salário e o abono de férias, dizendo que são “jabuticabas brasileiras.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Uma matéria estranha, com informações antigas e requentadas. O objetivo óbvio é esvaziar o vice. Diz que a ordem de se calar foi passada a Mourão “por alguns dos mais próximos aliados de Bolsonaro”. Quer dizer que Bolsonaro deu a ordem através de terceiros? Uma matéria recente do Estadão,  muito depois das gafes do general, disse que a atuação dele seria comandar uma Secretaria antes vinculada à Casa Civil e que analisa e acompanha as políticas governamentais. Seria uma espécie de gerente do governo, liberando o ministro Onyx Lorenzoni para as atividades políticas. A informação parecia procedente, porque na semana passada o general Santos Cruz foi confirmado na Secretaria de Governo, para atender especificamente governadores e prefeitos, também liberando Onyx. Agora vem a notícia do esvaziamento completo do vice Mourão, que não foi ouvido pela repórter. Tudo muito estranho. Vamos aguardar para ver se desse mato sai coelho, como se dizia antigamente. (C.N.)

8 thoughts on “O Globo diz que Bolsonaro impõe silêncio e dispensa a atuação do vice Mourão

  1. Lamentável o jornalismo tradicional atuando da forma vil que vem atuando. E o pior por interesses escusos e contrários ao da Nação.

    A rede bobo devia falir pelo bem do Brasil !

  2. Deixem estar…. está perto o dia em que a questão da “COMPRA DA GLOBO” vai estourar e aí esse “jornalixo” vai abraçar o Presidente Eleito…

  3. O corno g….. ao ver sua mulher com outro homem e para alimentar sua pervesão , tudo é justificável , tudo é permissível . A traição faz parte do prazer dos pervertídos e daqueles que gostam de ser dominados . O poder de outro homem faz parte da sua volúpia , mesmo que isso , o torne corno .

  4. A grande imprensa está visivelmente ansiosa para provocar uma briga entre os integrantes do futuro governo, com freqüentes publicações de rumores de desentendimentos, ciúmes, rusgas, etc., entre os integrantes da equipe. Não sei se vão conseguir. Afinal, a credibilidade dos jornalões não anda essas coisas, e se os bolsonaristas acreditassem neles, teriam desistido de tudo ainda no ano passado.

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