O golpe do parlamentarismo

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Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Bernardo Mello Franco
Folha

Os políticos que defendem a adoção do parlamentarismo querem dar um golpe para continuar no poder sem votos. É o que afirma o historiador Luiz Felipe de Alencastro, professor emérito da Universidade Paris-Sorbonne. “É surpreendente que esta ideia volte sempre de modo oportunista, em momentos de crise e na véspera de eleições presidenciais”, critica.

“Os brasileiros já rejeitaram o parlamentarismo em dois plebiscitos, em 1963 e 1993. Adotá-lo agora seria um golpe, uma forma de subtração da soberania popular”, acrescenta Alencastro, que hoje leciona na Escola de Economia da FGV-SP.

Nesta terça, a Folha noticiou uma articulação do senador José Serra e do ministro Gilmar Mendes para mudar o sistema de governo do país. A ideia é apoiada pelo presidente Michel Temer, que já defendeu a adoção do parlamentarismo a partir de 2022.

PRIMEIRO-MINISTRO – Com a mudança, o Brasil deixaria de ser governado por um presidente eleito pelo voto direto. A chefia do governo caberia a um primeiro-ministro escolhido de forma indireta.

Para Alencastro, a proposta está sendo ressuscitada porque a centro-direita ainda não encontrou um candidato viável ao Planalto. “O motivo é o medo da eleição direta”, afirma.

“Os tucanos perderam as últimas quatro disputas no sistema atual. O próprio Serra foi derrotado duas vezes”, lembra o historiador. Ele observa que o PSDB nasceu parlamentarista, mas deixou a bandeira de lado após a primeira eleição de FHC.

UMA PANACEIA – Em artigo publicado na “Ilustríssima” em 2015, Alencastro criticou os deputados e senadores que descrevem o parlamentarismo como uma panaceia capaz de resolver todas as crises. Ele argumentou que o sistema atual precisa ser aperfeiçoado, mas garantiu ao país o mais longo período democrático de sua história.

Dois anos depois, o professor encerra a conversa com uma provocação: “Quem iria escolher o nosso primeiro-ministro, este Congresso? Está louco…”

17 thoughts on “O golpe do parlamentarismo

  1. O Brasil pós Lula

    Nivaldo Cordeiro

    A sentença prolatada pelo juiz Sérgio Moro do Lula, condenando Lula a 9 anos e seis meses de prisão, praticamente decretou a sua morte política. O período que se abre agora até a confirmação da sentença em segunda instância será apenas um prolongado velório e, como todo velório, terminará no sepultamento político do ex-presidente. A pergunta que se coloca é o que será do PT sem Lula candidato e como ficará a política partidária do Brasil sem a figura do ex-presidente.

    A eleição de 2018 promete uma renovação radical dos nomes propostos pelas agremiações políticas. Não se sabe quem sairá vencedor, mas sabemos quem será o grande perdedor: o PT. Já foi assim em 2016. O partido vai desidratar de vez, dando lugar a novas forças que deverão emergir.

    Do site Mídia Sem Máscara

    • A claque petista é tão imunda, tão desonesta e corrupta – mesmos moldes de seu amo e senhor! -, que se fosse um ladrão qualquer estaria exigindo a prisão em flagrante delito deste meliante, menos de Lula, que roubou bilhões de reais das estatais, fundos de pensão, empréstimos consignados, e nos deixou com esta população de desempregados e endividados, afora a sua covardia explícita!

      Gentalha, delinquentes, reles bandidos os que defendem e protegem esse desgraçado do Lula, este indivíduo nocivo e nefasto ao povo e país!

    • O Lullarápio não precisa necessariamente ser preso para não participar da eleição. Aliás o mais importante é que não participe, seja impedido de concorrer. Porque, digo e repito, na hipótese de o Lullarápio concorrer e pior ainda ganhar a eleição será simplesmente o fim do BRASIL. As pessoas de bem, pagadores de impostos, não aceitaremso de jeito nenhum a volta de um marginal como esse ao Poder. No minimo iremos fazer desobediencia civil, milhares poderão inclusive pegar em armas, partir para a ignorancia.

  2. Não sei as causas, mas grande parte da mídia, aí incluídos certos blogs antes povoados por petistas radicais, é contra o governo Temer. Ora, os anteriores fizeram o que fizeram prejudicando a nação e o atual governo vem mostrando que entende de economia e de honestidade. Cadê a tal prova material? Ninguém tem. Tem-se uma perseguição implacável movida por interesses escusos e inconfessáveis. Temer vai concluir, sim, o mandato e Lulla será preso não podendo concorrer a nada durante oito anos.

  3. Achar que APENAS mudando o sistema político brasileiro sem colocar os grandes ladrões na cadeia e sem acabar com a cumplicidade existente entre os ministros do Supremo e os criminosos resolverá os problemas do país é PIOR do que achar que mudando a roupa de um prostituta ela mudará de comportamento e de caráter só por causa do meio metro de pano! E olha que nem toda prostituta é uma ladra ou fora da lei…

    Mas… como bem disse o Puggina em outro artigo, o Brasil é o mestre mundial e adiar as soluções dos problemas do passado (que ainda se mantêm no presente), mesmo sabendo quais sejam, ao invés de resolvê-los todos de uma vez, agora!

  4. Com certeza estão com medo do Bolsonaro. Não sobrou ninguém no PMDB, PT, DEM e PSDB para disputar a presidência, todos estão na Lava Jato. Presidencialismo com mandato de 5 anos (infelizmente o crápula do FHC comprou a reeleição e viramos o país mais corrupto do mundo).

  5. Títulos e diplomas não tornam as pessoas inteligentes, coerentes, consequentes ou idôneas.
    Ora, implantar parlamentarismo é golpe? Só um idiota pode dizer isto e esperar aplausos!
    Duvido que não saiba o que seja o parlamentarismo. Certamente é contra, mas sabe como funciona.
    E foi por opiniões assim que, por duas vezes, o povinho brasileiro, através da maioria de seus eleitores, preferiu o presidencialismo de coalisão que hoje está ai.
    Basta mentir um pouquinho e os idiotas vão atrás. Mesmo o presidencialismo é pouco entendido até hoje.
    Na verdade, o parlamentarismo necessita de um povo, no mínimo, tipo “b”. É verdade, tipo “b” como leite, as garrafas, etc.
    Na situação atual, talvez, digo e repito, talvez a monarquia seja o ideal. Um rei/rainha gastaria muito menos e, como antigamente, poderíamos nos livrar com a guilhotina.
    Quando leio uma bobagem dessas, tenho vontade de parar de perder tempo com a política. Afinal, do que adianta entender e votar certo se a maioria, alia adiante, vaio novamente encher as urnas de lixo?
    E um sujeito desses tem o título de professor. Não me admira que a classe do magistério esteja tão desvalorizada.
    Parlamentarismo golpe? Opinião infantil!
    Fallavena

  6. A esquerda brasileira se tornou uma crença, uma doença. O acadêmico só vê na sua ótica restrita: PT e PSDB. Não consegue enxergar mais nada. Tudo se resume a bolcheviques e mencheviques.
    Parlamentarismo com este congresso é claramente ridículo, mas não pelos argumentos do autor.
    Primeiro: quem está com medo da eleição de 2018 é a esquerda que tomou uma tunda em 2016 e está perdendo no mundo todo, vide França, Holanda, Inglaterra, EUA, etc.
    Segundo: no Brasil consulta popular vale nada, vide o referendo do desarmamento.
    Terceiro: quem afundou o sistema político deliberadamente para tentar ficar com o poder eterno foi o PT e seus psico-esquerdinhas. Mataram junto inclusive o socialismo que se tornou sinônimo de corrupção. Prostituíram as ideologias e agora vem taxar todo mundo de direitista e fascista.
    Aguardem 2018. Não perdem por esperar.

    • Se você não for “esquerdista” (dentro do que os ladrões brasileiros chamaram de “esquerdismo”), automaticamente será taxado de fascista!!!

    • Muita gente se “converteu” ao parlamentarismo diante das dificuldades de tirar do poder um governante corrupto, criminoso.

      O preço que o Brasil paga é muito alto.
      Nos países mais evoluídos e com políticos mais honestos, o parlamentarismo funciona muito bem.

      Mas com esse nosso Congresso – sem esquecer o nosso judiciário e sua instâncias -, prefiro que haja uma maior discussão sobre o assunto, porque as duas propostas pra esta nossa Pindorama ficam devendo.

  7. Esse Luiz Felipe de Alencastro não passa de um grande ignorante, mal informado ou mal intencionado.

    Simplesmente esculacha a proposta parlamentarista, mas não passa nenhuma idéia para melhorar essa “josta” que vivemos, esse Presidencialismo de Corrupção. Lógico que esse congresso que temos é horrível e é exatamente por isso que o Parlamentarismo poderia ser uma solução.
    Porque, por definição, nenhum parlamentar teria um tempo de mandato garantido, pensaria no minimo dez vezes antes de gastar fortunas para se eleger sabendo que não teria 4 ou 8 anos garantidos. Ou criam juízo e formam maiorias para garantir governabilidade ou ficam sujeitos a perda de mandato com a convocação de novas eleições em caso de queda de governo.
    Do jeito que está é que não dá para continuar. Ficam esperando um Presidente “babaca” que tem as responsabilidades do cargo e o risco de sofrer um impeachment se o governo não ir bem ou principalmente se o (a) presidente não souber comprar parlamentares. Querem só ter os bonus do poder sem nenhum ônus, coisa de gente vagabunda.
    Mas vão brincando com fogo, quero só ver se Bolsonaro for eleito. EU DUVIDO QUE ALGUÉM FAÇA O IMPEACHMENT DELE! Aí elementos como esse Alencastro e outros idiotas, que atacam o Parlamentarismo e não apresentam nenhuma proposta razoável ,vão ver o que é bom para tosse.

  8. Lá vem de volta esse lenga-lenga do parlamentarismo. Parece a velha historinha, que jornalistas adoram, de estimular o cidadão a votar, quando as eleições vão se aproximando. Ou seja: é sempre o mesmo blá, blá, blá.
    No Brasil, o problema não é o figurino, é o manequim. Como não há Educação, Leis e seriedade com a “rés pública”, pode-se adotar o sistema que bem entenderem, mas o problema substantivo permanecerá: corrupção, corrupção, corrupção.
    Saudações,
    Carlos Cazé.

    • Prezado Cazé
      Na década de 90, quando participava de painel em um evento de prefeitos, com o tema “educação”, mostrei alguns problemas que tínhamos como nação.
      Em dado momento, um dos prefeitos questionou-me: “o Fallavena só apresenta problemas. Terá alguma solução a propor?”
      Respondi que sim e que a resposta, certamente, não seria bem recebida.
      Naquela oportunidade mostrei que: educação não era solução, mas caminho para ela. E mais: queremos punição para os outros; só os outros cometem erros e crimes; não queremos mudanças nas nossas vidas, mas nas dos outros e por ai adiante.
      E conclui que, assim agindo, a única saíra seria trocar o povo já que o país é muito bom.
      Quando dizes que não existe regime de governo ou sistema político que nos sirva, reforças a minha opinião. Nos falta gente, povo, cidadãos. O resto o país tem!
      Abraço.
      Fallavena

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