O governo mente. A Previdência brasileira não tem déficit. Ao contrário, seu superávit é espantoso. Confira aqui.

Nogueira Lopes

O governo vive a alegar que a Previdência está em déficit e por isso não pode reajustar condignamente as aposentadorias e pensões. Mas não existe déficit, nunca existiu. Quem faz essa espantosa revelação é a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip).

Todo ano, os auditores divulgam um importante trabalho, denominado Análise da Seguridade Social, e desmontam essa mentira do déficit da Previdência Social. O mais recente levantamento da Anfip mostra, por exemplo, que de 2000 a 2008 houve superávit total de R$ 392,2 bilhões, pois esta foi a diferença entre o total das receitas da Seguridade Social e o total das despesas.

Ainda segundo os auditores fiscais da Receita, no primeiro semestre de 2009 a Previdência teve superávit de R$ 20,04 bilhões, ou seja, arrecadadas todas as receitas de custeio e pagas todas as despesas com assistência social, previdência e saúde, sobrou todo este dinheiro.

Os planos de saúde não tomam jeito

Estimulada pela inércia da tal Agência Nacional de Saúde, a ganância dos planos de saúde chegou a tal ponto que foi criado um Plantão Judiciário no Fórum do Rio, 24 horas (inclusive finais de semana e feriados), exclusivamente para resolver problemas relativos a atendimento médico negado pelas seguradoras, que inclusive acabam de ganhar do governo um novo reajuste dos preços das mensalidades.

Se você ou alguém que conheça tiver necessidade de uma cirurgia de emergência ou colocação de prótese, e o plano de saúde não quiser liberar a cirurgia, recorra a esse Plantão Judiciário. Serão fornecidas todas as orientações de como proceder e, se for necessário, eles mesmos farão contato com o hospital e o plano para solucionar o problema.

Anotem os telefones, coloquem na memória dos celulares: (21) 3133-4144 e 2588-4144. E vamos fazer pressão para que esse tipo de Plantão Judiciário seja criado em todo o país.

Como medir a riqueza de uma nação?

Diante da realidade da previdência e dos planos de saúde no Brasil, devemos lembrar o grande intelectual escocês Adam Smith, que viveu no século XVIII e é considerado o pai da Economia moderna. “A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos governantes”, dizia ele. E de lá para cá, nada mudou.

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