O maior problema brasileiro não é a dívida pública, e sim o Estado mastodôntico

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Charge do Alpino (Yahoo Brasil)

Rogério Izquierdo

A dívida pública não é o principal problema e sim, decorrente, efeito e consequência daquele que realmente está destruindo a nação –  o Estado mastodôntico. A dívida pública não é fruto de geração espontânea. Muito pelo contrário, ela decorre de um Estado perdulário, que gasta quanto quer, como quer e quando quer.

O Estado, gigante por natureza, não saciado com o dinheiro obtido via extorsão dos contribuintes via impostos, age como um viciado, recorrendo ao crédito como se fosse uma droga. Os investidores (ou credores), não são vampiros como o editor da Tribuna da Internet apregoa, apenas fornecem o que o cliente deseja, ou seja dinheiro. Em contrapartida, desejam que o cliente lhe pague juros. Simples assim. Se não existissem viciados não haveria traficantes.

EXPLORAÇÃO – Se não fossemos obrigados a sustentar milhares de funcionários públicos, alguns com ganhos incompatíveis com o retorno dado ao contribuintes, milhares de sindicalistas, empresas estatais ineficientes e detentoras de monopólios, políticos com privilégios das mais variadas origens, ONGs e Organizações Sociais, bolsas esmolas para a camada pobre e os inúmeros incentivos para a camada rica da população, a realidade seria outra.

Portanto, não se deve considerar a dívida como principal problema. Ela é, simplesmente, o efeito colateral de um estado inchado, perdulário, ineficiente, que determina asfixia social. E há pessoas, das mais variadas vertentes, que usufruem e se vangloriam deste sistema nefasto.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Mais um excelente texto de Rogério Izquierdo. Só faço um reparo, porque não chamei de “vampiros” aos credores e investidores. Me referi aos “vampiros do FMI”, que organizam transfusões que deixam os pacientes exangues, conforme está ocorrendo com a Grécia, que entrou num impressionante retrocesso econômico e social. O mais importante, para o editor, é despertar a discussão sobre a dívida. Se não a equacionarmos, este país não terá futuro a curto prazo nem a médio prazo. É justamente isso que interessa. (C.N.)

29 thoughts on “O maior problema brasileiro não é a dívida pública, e sim o Estado mastodôntico

  1. O texto foi perfeito. Agora é só identificar quem quer reduzir e quem quer continuar deixando o estado gigante. A dívida, o juros para a população e gasto com pagamentos de juros da dívida são consequências do tamanho do estado.

    • Como dá gente competente para encontrar os erros do Brasil… Aceitar esses conselhos é o mesmo que pedir conselho a pobre para se ficar rico.
      Depois de tanto ler e escutar meu barbeiro, pouca atenção dou a artigos de iniciantes -foi por ser ingênuo que acreditei por muitos anos na virgindade da mãe do vosso senhor. Não caio noutra.

      • Citar a Grécia como exemplo é um erro fundamental. A Grécia sempre foi um país dito de cultura e pobre por natureza. Com um clima inóspito e com pouquíssimas regiões agriculturáveis, a Grécia sempre viveu de vender o turismo. Um tanto de mar com águas mornas, coisa que os europeus do norte, adoram e o que sobrou dos tempos áureos. Pois, um belo dia um governante muito inteligente resolveu pegar dinheiro nos bancos para fazer uma olimpíada. O resultado, todos sabemos: Quebrou. Pois agora, a Grécia tem uma grande esperança no Coroné e pretende sair do SPC do FMI. É fácil de entender como isso acontece; faz um empréstimo e compra uma Ferrari e depois diz que está sendo explorado pelo banqueiro.

  2. Faço uma ressalva se me permitirem. Nosso país é de dimensões gigantescas, precisa de funcionários públicos. Quanto a isso, hoje, esses funcionários públicos, são insuficientes para atender a população, e em algumas repartições públicas, mal distribuídos. O “baixo clero” não ganha tudo o que pensam. E são a maioria. O que precisa acabar é com os cargos indicados, esses sim, ganham muito. Colocar um teto que realmente funcione, e não seja ultrapassado pelos penduricalhos e cargos acumulados. Enxugar a máquina pública acabando com outros cargos sem relevância ou cortando ministérios. Só esses ajuste seriam o suficiente para uma boa economia de recursos.

    • Exatamente! há que se distinguir os servidores que ingressam no funcionalismo por indicação (cargos comissionados de livre nomeação/exoneração) e os que ingressam por concurso (cargos efetivos).

      Os primeiros são apadrinhados, os últimos estão no funcionalismo por meritocracia.

      • Em geral o servidor pensa que é o dono do pedaço e não está aí para o contribuinte. Por que, em geral, nas repartições públicas tem um aviso colado na parede dizendo que o reclamante pode ser preso? Nunca vi isso num restaurante, num supermercado ou num banco. E, a primeira vez que vi foi no Consulado do Brasil em Genebra.

    • Daniela, mesmo nos níveis mais baixos tem muito apadrinhamento. Tem repartições que você entra e vê funcionários batendo cabeça sem produzir eficientemente. Você vê o empurra empurra e o cliente esperando.
      Bancos públicos, Detrans, prefeituras, estão cheios de funcionários fantasmas ou apadrinhados ineficientes que no total consumem sim verba significativa.

  3. Acreditem se quiser ! O excelentíssimo ministro da casa civil , ( sr. carlos marum ) , culpou o déficit da previdência , pelo incêndio que destruiu o museu no Rio de Janeiro . Somente da boca de um ser apequenado como este , poderia ter saído tamanho absurdo . Mais um tapa na cara da sociedade .

  4. -Não teria um contradição no texto?

    “..o efeito colateral de um estado inchado, perdulário, ineficiente, que determina asfixia social.”

    -O problema então, resumido no final do texto pelo autor, NÃO é o “Estado ser mastodôntico” como na China, mas ele está “inchado”, ser “perdulário”, ser “ineficiente” e “asfixiar” a sociedade” – e, por resumo do resumo de tudo isso, acrescentaria ser comandando por criminosos!

    -Se ele fosse grande, mas não fosse inchado, nem perdulário, nem ineficiente e nem asfixiante, estaria tudo bem. Funcionaria.
    -Só que o Estado brasileiro, essa “pessoa imaterial”, não tem vida própria, nem é dirigido pelos funcionários públicos. A vida dele é dada por quem estiver entalado na cadeira presidencial do Palácio do Planalto e, por sua vez, este “administrador” é colocado ali pelos próprios brasileiros, pelos próprios eleitores.

    Abraços.

  5. Sr. Carlos Newton, quero parabeniza-lo, por publicar, neste espaço democrático, este pequeno manifesto liberal. Ao contrário de pessoas com viés ideológico socialista, o Sr. é extremamente flexível com quem pensa um pouco bastante diferente.
    Penso que o estado sempre entrega menos do ele confiscou das pessoas. Eu acredito na defesa da propriedade privada, na meritocracia, na livre iniciativa e no livre comércio, onde o consumidor consciente ditará o rumo do que será criado e produzido. No livre comércio, o consumidor será o maestro de toda esta orquestra complexa chamada economia. Se algo der errado, o ônus é da dele. Ao empreendedor, basta ter olhos e ouvidos afinados para saber o que produzir e o quanto ofertar de produtos. O estado deveria deixar o jogo acontecer, interferindo o mínimo possível. Deveria ser um bom arbitro. Discreto.

    • “Por outro lado, o produtor do dinheiro é do Estado, e cabe a ele a boa e justa distribuição. E não parece justo o Estado entregar quase toda a grana para alguns em detrimento de quase todos, de modo que 5% não tenha do que reclamar e 95% não tenha a quem reclamar”

      Loriaga, o estado só produz dinheiro e quanto mais dinheiro produzir, mais inflação terá. O que torna um pais rico não é a quantidade de dinheiro que ele produz, mas a capacidade de produzir algo útil, bens e serviços.

      Apenas para efeito de comparação, a ditadura socialista da venezuela produz dinheiro em grande velocidade e faz sua “a boa e justa distribuição” aos pobres, no entanto as pessoas passam fome, porque não tem produção real.

      Os governos, no mundo todo, não produzem nada, apenas dinheiro, e é a iniciativa privada que produz o que a população precisa.

  6. Boa tarde. Ontem na Globonews começou as entrevistas com os candidatos a vice-presidente sem a Leitoa como mediadora. Só isto já foi um avanço. A senadora Kátia Abreu foi a entrevistada. Não li nada a respeito aqui no blog. Achei a entrevista muito boa. A leitoa de novo ganhou um chega pra lá. E a Sadi também. Quando se referiu a jornada exaustiva de muitos trabalhadores do campo. A senadora lembrou que ela e muitos jornalistas trabalham com cargas horárias denasiadanente longas. De 12h ou mais. E que a lei é igual para todos. Mais uma no estilo Bolsonaro

  7. O problema e a total falta de organização em tudo. Desde o copo de chopp de 300ml ( nao cabe uma garrafa de 290ml de refrigeranre) até a urna eletronica de votaçao. Nao se pode confiar em nada. Quando você recebe uma notinha fajuta com tudo discriminado, cuidado com a soma (o totalizador pode estar carregado com uma importancia invisível) Se formos enumerar os pequenos ROUBINHOS de nossa cultura daria um horrível livro.

    Deixo por último a jóia brasileira da esculhambaçao: O CAIXA DOIS. Ele é a defesa dos politicos honestos. Eu não roubei nada , é apenas um Caixa 2.

    Por um simples Caixa 2, Al Cappone pegou 12 anos de cadeia nos EEUU. Quantos anos pegaria o Lula por um triplex em Maimi?

    • Verdade, Elmir.

      Ontem mesmo fui comprar um quilo de pedaços de frango e quando cheguei no caixa, vi que o quilo era de apenas 800 gramas!
      Ótima promoção!

  8. Com certeza este é o maior problema do país, a solução para a dívida é fácil, mas políticos, juízes e afins não querem arredar um centavo das suas “mordomias” para não falar outra coisa. Acredito que continuaremos a viver com este déficit até a vaca ir para o brejo (relação dívida x pib ficar insustentável e o mercado exigir mais juros para financiar este Estado doente), no máximo vão fazer uma reforma para previdência para tirar da plebe que já não consegue mais se sustentar neste país e aí vai ser tiro no pé, pois o PIB nunca mais se recupera.

  9. Políticos e juízes com fortunas acham que eles vão consumir para elevar o PIB. Não vão. O PIB vai continuar doente, consequentemente o desemprego não vai cair, mais desemprego, mais assalto e assassinatos. Quando a dívida x PIB chegar a um valor insustentável, o bicho vai pegar. Mas, até isso acontecer estas criaturas ainda vão colocar muito dinheiro no bolso. Vão continuar a arrastar o problema com a barriga. Com os malabarismos como dinheiro devolvido do BNDES vão continuar e conseguimos segurar mais uns cinco anos antes do calote chegar. E aí, eu quero ver como ficar as duas classes de parasitas da sociedade.

    • Antônio, mais de oitenta por cento dos magistrados do TJDF recebem acima do teto constitucional, além das mordomias.
      -E daí? Fxxx a Constituição! Ele querem (e receberão) aumento! Mas sobre os professores, os médicos e os policiais, os agentes administrativos, o governo já anunciou está “pensando” em dar aumento (digo, correção salarial abaixo da inflação) agora, imediatamente, em 2020.

  10. Ou seja, o sistema não se sustenta, nem jamais entrará em equilíbrio. Para primeiro falarmos que existe um rombo, precisamos pontuar e equalizar todas as distorções, que são brutais no Brasil e vão desde a renuncia fiscal bilionária, ajuda aos sonegadores, aos que jamais contribuíram, mas se beneficiam de alguma forma deste sistema. No próprio serviço público existem distorções. O Executivo, bem mais robusto que os outros dois, tem média salarial bem mais baixa se comparado aos outros primos ricos, comparando o mesmo tipo de função. Houveram tentativas de isonomia salarial, mas nenhuma foi a frente. Vencimentos acima do teto, não é atoa que os maiores salários do funcionalismo figura no legislativo e judiciário. São exatamente os que cavam as brechas para não terem redução. Um exemplo clássico da distorção no Brasil é a forma como são punidos os juízes no Brasil. Com aposentadoria compulsória, assegurando-se todos direitos. Houve uma tentativa de moralizar isso, mas o Judiciário não permitiu. Desvio de função parlamentar para ocupação de cargos públicos. O parlamentar gasta caro para se eleger e pedir o voto ao eleitor, que hoje paga sua campanha eleitoral, é ainda obrigado por esta mesma classe a ir as urnas e mesmo depois de eleito para legislar em nome destes eleitores, é desviado para assumir cargos públicos que não tem a menor intenção de zelar pela boa gestão. Neste sistema a única forma de não haver rombos, é ninguém se aposentar mais.

  11. Eu como engenheiro de uma obra, tenho que entregar para o meu patrão um prédio com 20 horas trabalhadas por metro quadrado, a um custo final médio de R$28,50 por hora trabalhada. Não vem ao caso se eu contrato alguns com salários mais altos.Se a média final der certo, tudo bem.
    Deste jeito, eu tenho dinheiro para comprar os extintores de incêndio (conta esta que o Museu não sabia fazer).

  12. O grande problema é que mesmo sendo decorrente de um Estado mastodôntico, os encargos da dívida pública consomem mais da metade do Orçamento Público Federal.

    E o pior é que o Estado continuará mastodôntico, porque nenhum setor quer perder privilégios, começando pela classe política.

  13. O que faz o conforto do cidadão de um país é produção e emprego, e o estado brasileiro, além do que o artigo explana e muito bem pelo seu autor, aqui há regulamentos e impostos absurdos para se produzir, tanto para as grandes empresas como para as pequenas e médias e é isto o porque de estarmos com 40 milhões de desempregados.

    Outro problema grave é o do ensino fundamental e técnico, que poderia ser sanado direcionando a fortuna gasta com as universidades, que devem ser privatizadas.
    Nos EUA todas as universidades são privadas e as 10 melhores do mundo estão lá e todos os anos produzem 3 ou 4 prêmios nobels por ano.

  14. Parabéns Izquierdo, fui servidor público a vida toda e pude comprovar na carne o reino de incúria e incapacidade que é a administração pública. Ou a falta quase absoluta dela.. Privilégios, mordomias, sinecuras quase infinitas, isto tudo proporcionado por este monstro, este Molóc, devorador de impostos, irresponsável tanto a aplicação quanto na fiscalização dos recursos. Como uma dondóca tresloucada age o Governo, gastando o que tem e o que não tem, daí a crescente dívida pública, dinheiro tomado para pagar contas que o Governo não precisava fazer ou assumir. E porque tanta renúncia fiscal quando o Governo sangra o povo, principalmente o pobre, será só sadismo ou será maldade mesmo? Não sei, quem sabe o presidento Dilmo tem a resposta. Se é que alguma vez esteve preocupado com o Brasil.

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