O mais premiado chargista brasileiro jamais desenharia Maomé

“Não tenho por que desenhar Maomé nu”, diz Latuff

Amanda Campos
iG Notícias

Lembrado principalmente por seu ativismo político e simpatia pela causa muçulmana, principalmente pela Palestina, o cartunista brasileiro Carlos Latuff nunca escondeu ser contrário às publicações da revista ‘Charlie Hebdo’ sobre Maomé.

“Não acho que essas charges deveriam ser proibidas. Mas o artista deve usar o bom senso”, pondera o mais premiado cartunista brasileiro. “Não trabalharia no Charlie. Não tenho por que fazer desenhos de Maomé sem roupa.”

Ao traçar um paralelo entre o trabalho satírico na imprensa francesa e na brasileira, Latuff explica que a revista parisiense claramente provoca os fiéis, enquanto no Brasil, segundo ele, os cartunistas estão mais preocupados em fazer graça do que crítica.

EXECUÇÃO SUMÁRIA

Apesar de ser crítico à abordagem da revista parisiense, Latuff afirma jamais ter imaginado que a repercussão das charges tomaria proporções terroristas e afetaria o mundo inteiro.

“Fui e continuo sendo contra as charges de Maomé, mas não posso aceitar a execução sumária de quem quer que seja por causa de suas opiniões”, diz.

O ataque dessa quarta não foi o primeiro ataque sofrido pela revista ‘Charlie Hebdo’. Em 2011, o veículo havia sido alvo de um ataque com bomba após publicar edição sobre a religião islâmica. À época, o editor-chefe do veículo, Stéphane Charbonnier, o Charb, um dos 12 mortos no ataque, passou a sofrer ameaças de morte e desde então andava sob escolta policial. Além de Charb, os chargistas Georges Wolinski, Jean Cabut, conhecido como Cabu, e Tignous também foram mortos no ataque.

“Creio que soubessem o vespeiro onde estavam se metendo, mas não esperavam uma reação dessa proporção”, diz o brasileiro.

10 thoughts on “O mais premiado chargista brasileiro jamais desenharia Maomé

  1. As charges ofensivas a religião não agridem só o mundo islâmico, ofende também o cristão. A charge com Deus , jesus e o espírito santo é chocante. Uma agressão, uma ofensa aos dogmas cristãos. Para quê ?

  2. Mas não é a pena alugada que foi incluída na lista dos maiores anti-semitas de 2012 pelo Simon Wiesenthal Center? Claro que ele não trabalharia para o Charlie Hebdo, pois serve ao outro lado.

  3. Senhores!!!

    -OS FRANCESES QUE MORAM NA FRANÇA ESTÃO SUJEITOS ÀS LEIS FRANCESAS e não às leis de um livro inventado por um bando de alienados e desinformados! Se os cartunistas cometeram algum crime, então que sejam acionados criminalmente nas leis do país onde moram! Os cartuns ofenderam ao Profeta? Para isso a França deve ter um poder judiciário!!!

    -NINGUÉM ESTÁ OBRIGADO A SE SUJEITAR ÀS REGRAS DE UMA RELIGIÃO QUE NÃO PROFESSA!!! Já pensou se alguma seita decide que é pecado mortal trabalhar no domingo e os seus fanáticos seguidores resolverem matar os “hereges”?

    Abraços.
    (PS: os cartuns são de PÉSSIMO GOSTO, assim como muitas revistas, jornais e sites existentes por aí. Mas.. E daí? É só eu não comprar as revistas nem acessar os sites)

  4. O sr. Latuff poderia nos privar de ler suas imbecilidades. Ele próprio, autor de provocações contra religiões, vem agora querer posar de bom samaritano contra os assassinos. Vejam as charges deste senhor publicadas hoje neste blog na coluna do Luciano Henrique, quando debocha da religião católica.

  5. Concordo Dorothy.
    Eu não conhecia esse ”chargista” o tal de Latuff.
    Pelo que vi de autoria dele, que chamam de charge,
    (então, a da BÍBLIA… ? !!!)
    Me fez lembrar de uma máxima que aqui vou aplicar :
    ”quem nasceu para Latuff, nunca chega a um Ziraldo, Ique,
    Sponholz, Alpino, Duque e tantos outros.
    Feliz 2015, Dorothy.

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