O martírio de ler jornais

Os principais (?) são mais arrogantes, pretensiosos e com tremendos erros de linguagem. Erram despudoradamente, e insistem, apesar dos departamentos de revisão, até interna. (No Globo, “Autocrítica”, que corrige bobagem e deixa passar erros piores. Na Folha, o Ombudsman, cuja liberdade começa e termina no “relógio de ponto”. O que pode criticar é apenas engraçado).

Tem DE, em vez
de tem QUE

Deliberadamente não corrigem. Quem escreve bem, escreve assinado. Dos outros, pouquíssimos, estão acima de qualquer correção. Hoje, na Primeira do Globo, QUATRO vezes tem DE, quando o certo é tem QUE. Depois do verbo TER vem sempre QUE.

Basta ler no próprio Globo os que sabem redigir corretamente. O Globo, ainda hoje, na mesma matéria na Primeira (sobre Obama), usa o tem DE e o tem QUE, como se fosse correta a opção. O tem DE faz o ouvido sofrer, tranquilo e correto o tem QUE.

A Folha erra até na manchete

Ontem lógico, na Primeira, destacaram a “metáfora” de Lula sobre a dificuldade de governar sem coalizão. Ficou assim: “No Brasil, Cristo teria DE se aliar a Judas”. Como se usassem o certo, (teria QUE), sobraria letra no computador, e como o jornal é uma fonte inesgotável de erros, (igual ao Globo, onde se salvam, em geral os que escrevem assinando) vou relevar esse. Realmente, naquele título, (que era e foi o mais apropriado) não cabia nenhuma outra letra.

Esportes, nos cadernos
e nas redes (todas) de esporte

O caderno de O Globo é bom de títulos, mas insistem em escrever mal, e usar o MATEMATICAMENTE quando na verdade é ARITMETICAMENTE. A matemática é o todo, aritmética a parte que trata dos números. Só que pelo menos para falar, MATEMATICAMENTE é mais fácil.

O de esportes da Folha, tem bons colunistas, mas os erros nas matérias, inacreditáveis. Não sei como deixam passar tantas tantas notícias (?) erradíssimas.

CHANCE é sempre positivo

Os jornalões e todas as 5 redes de esporte, insistem na apreciação dos que podem cair e dos que ainda podem continuar na Série A. Sobre o Fluminense, dizem invariavelmente: “As CHANCES do clube ser rebaixado são totais”. Deviam dizer: “As POSSIBILIDADES de ser rebaixado, totais”. Usando a palavra CHANCE, estão negando o que afirmam.

Opção de linguagem

Falando em CHANCES (no negativo), seria a mesma coisa, dizendo: “As CHANCES do senhor Eike Batista ter feito fortuna corretamente”.

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