O mistério sobre o nascimento de Barack Hussein Obama II está esquentando. Ele nasceu no Havaí ou no Quênia?

Carlos Newton

O assunto é interessantíssimo e importantíssimo, porque hipoteticamente poderia derrubar Barack Obama de uma hora para a outra. Quando a polêmica surgiu, não dei importância. Não podia acreditar que o presidente dos Estados Unidos tivesse nascido no Quênia, porque, se isso fosse verdade, os republicanos jamais teriam admitido a candidatura dele. Por não ser legal a candidatura de americano nascido no estrangeiro, o ator Arnold Schwarzenegger, nascido na Áustria, não pôde disputar a presidência, sua carreira política só foi até governador, todos sabem.

Obama conseguiu se candidatar porque declarou ter nascido no Havaí, que é um dos 50 Estados norte-americanos. Mas nunca mostrou a certidão, nem os republicanos a exigiram. Circulam na internet muitas matérias a respeito, contestando a nacionalidade de Obama, e eu sempre repelindo a possibilidade, porque não acho que os republicanos sejam tão amadores.

O fato é que o atual presidente é filho de um economista do Quênia, de raça negra pura, que foi estudar no Havaí. Barack Hussein Obama lá conheceu a jovem americana Stanley Ann Dunham, de 18 anos, começaram a namorar, ela engravidou e eles teriam se casado.

O filho Barack Hussein Obama II teria nascido em Honolulu, no Havaí, a 4 de agosto de 1961. Mas numa entrevista, a avó dele disse que Obama II nasceu em Mombasa, no Quênia, e aí começaram as especulações. Um advogado norte-americano entrou na Justiça, para exigir que Obama mostrasse a certidão e provasse ter nascido no Havaí, mas o presidente não precisou fazê-lo, porque o juiz arquivou o processo, alegando que o advogado não era parte legítima contra o chefe do governo.

Há alguns dias, apareceu o empresário-apresentador de TV Donald Trump, dando declarações de que Obama não seria norte-americano. Mais uma vez não dei atenção, porque Trump é um bobalhão, que adora aparecer e faz tudo para se manter como celebridade.

Mas eis que de repente, não mais que de repente, como dizia Vinicius de Moraes, Obama resolveu exibir a certidão, para provar que nasceu no Havaí. O documento, registrado dia 8 de agosto de 1961 pela jovem mãe, que tinha apenas 18 anos, mostra até que ela assinou errado, como Ann Dunham Obama, enquanto no texto da certidão ela é chamada de Stanley Ann Dunham. E teria assinado com data do dia 7, embora a certidão seja do dia 8. Até aí, nada de mais. Erros de cartório acontecem. Não fosse assim, Millôr Fernandes se chamaria Milton, como os pais desejavam, e não Millôr, como o escrevente redigiu, erradamente.

Voltando a Obama, a novidade é que agora apareceu mais uma cópia da certidão de nascimento de Obama, desta vez emitida pelo Quênia e registrada a 6 de agosto de 1961, quando o país ainda era colônia britânica. A diferença é que nessa cópia, o pai aparece como o autor do registro, e com 26 anos, ao invés dos 25 anos da certidão do Havaí.  

Desta vez, o nome da mãe aparece como Stanley Ann Obama, ex-Duhman, e o nome do filho seria simplesmente Barack Hussein II, sem o Obama.

O documento não tem a assinatura do pai de Obama nem a assinatura do funcionário que a registrou, porque se trata de uma cópia, que teria sido emitida a 17 de fevereiro de 1964. Aproveitando a deixa, a a advogada norte-americana Orly Taitz dá entrevistas estranhando que, na certidão havaiana, a raça do pai de Obama apareça como “African”, quando deveria estar escrito “Nigger”.

O assunto, é claro, ainda pode render. Uma das cópias é falsa. A meu ver, as maiores possibilidades são de que a fraude esteja na cópia de 1964 da certidão do Quênia, porque está pouco amarelada para o meu gosto. Já se passaram quase 50 anos e a qualidade o papel usado no Quênia quando colônia seria excepcional, para se manter assim.

Quanto à cópia da certidão do Havaí, é uma Xerox colorida, tirada agora, em 25 de abril de 2011, com assinatura do serventuário. Se for fraude, não é nada difícil constatar, e aí seria o fim dos tempos.

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