O narcisismo dos vencedores, Joaquim Nabuco, Freud, Gilberto Freire, agora exaltado pelo treinador de futebol José Mourinho, IMODESTO.

Helio Fernandes

O narcisista José Mourinho, do Real Madri; “Graças a Deus não sou modesto. Por que vou negar ou esconder que sou o melhor?”

De certa maneira, tem razão. Se formos fazer relação de grandes personalidades, constataremos que quase todos adoravam a si mesmo. Mas realizaram, foram notáveis, se destacaram. Depois é que se deslumbraram.

Joaquim Nabuco, um dos estadistas brasileiros, aos 25 anos precisava de emprego. O pai, também excelsa figura e importante, encaminhou-o (no Império, lógico) ao Primeiro-Ministro Cotegipe. Recebido, disse logo ao barão, chefe do Gabinete; “Só posso aceitar um cargo de Ministro”. Saiu sem nada, o que não o impediu de fazer carreira extraordinária, jamais será esquecido.

Gilberto Freyre gostava de contar fatos exaltando sua personalidade, de alguns ele mesmo ria. Por exemplo, um “episódio” que repetia: entrou na Catedral de Westminster ao lado de Churchill, autoridades perguntavam: “Quem é aquele gordinho ao lado do mestre de Apipucos?”

Freud, que fez praticamente a humanidade se descobrir ou se revelar, era dominado por narcisismo-exibicionismo imperdoável. Mas quem vai esquecê-lo ou negá-lo? No máximo podem discuti-lo.

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PS – Embora não devesse ser citado na categoria desses, FHC entra duas vezes. 1 – Uma editora mandou um livrou de Platão, abriu, não tinha dedicatória, jogou de lado. 2 – Perguntaram, ainda no Planalto, qual o povo que mais admirava. Respondeu rápido: “Os fenícios”. É que eles inventaram o espelho.

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