O novel teatro do absurdo no Brasil do Século XXI

Sylo Costa

Venho, há algum tempo, procurando entender os acontecimentos que estamos vivendo no Brasil e imaginando o que a história dirá a nosso respeito ao final deste primeiro século dos anos 2000. Tenho receio de que passemos à história como um povo “meio doido, meio sem-vergonha, desonesto e convictamente mentiroso”. Uma pena, porque, na verdade, só merecem esses qualificativos os que compõem a minoria alimentada pelas tetas da nação, liderada por analfabetos fanáticos, que exploram a boa-fé dos menos favorecidos, retirando sua dignidade e sua necessidade de trabalho honrado em troca de bolsas e alguns trocados.

São maldosos e pilantras que alimentam a boa-fé do nosso povo com promessas vãs, tentando imprimir em suas atitudes uma espécie de espiritualidade, amparando líderes bêbados e paus-mandados de países que se dizem de esquerda apenas para serem diferentes. Vide o exemplo de Fidel Castro, que vive em sua ilha particular ao estilo Côte d’ Azur, enquanto o povo come o pão que o diabo amassou. Outro podre, com nome de Maduro, “gigola” nosso país para gáudio dessa meia dúzia de mentirosos e ladrões da pátria.

Resolvi, mesmo a contragosto, ver o surrealismo da posse daqueles que se dizem vitoriosos de uma batalha em que todos morreram. Em Minas Gerais, a inovação foi fantástica. O novo governador, não satisfeito com as 21 secretarias de Estado já existentes, nomeou mais seis ou sete secretários sem secretarias. Então, primeiro nomeiam-se os secretários e depois criam-se as secretarias. Fazem um tipo de “grilas” de ministérios ou secretarias e jogam para cima. Quem pegar é dono…

OS 40 LADRÕES

No plano federal, não podem mais nomear ministros, senão inteira 40, o número de ladrões de Ali-Babá. Nós temos um governo de duas cabeças, quatro mãos, quatro pernas e 39 dedos. Mitologicamente, qualquer coisa parecida com a Hidra.

Escutei dois discursos, ambos patéticos. O primeiro, de Dona Dilma, a assaltante, vestida com uma roupa parecida com toalha de altar: “É preciso defender a Petrobras dos inimigos externos e dos predadores internos”. Oh, meu Deus, mas não foi ela quem fez essa lambança que desmoralizou e ferrou o país, quando presidia o Conselho da Petrobras, composto por nove membros, no governo do ex-Luiz, ganhando R$ 87 mil por mês mais o salário de ministra? Dona Dilma sofre de amnésia? Não foi ela, como ministra, que criou uma “empresa de papel” para construir e operar a rede de gasodutos, conforme constatação da ANP, a Gasene, que, de acordo com o TCU, teve custos superfaturados em mais de 1.800%? Ah, me poupe ou me desminta…

Bem, outro discurso foi daquele tal de Gilberto Carvalho (ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência), um comunista implicado na morte do prefeito Celso Daniel, de Santo André, até hoje sem solução, por conveniência. Sua Excelência me convenceu de que eu sou o culpado por toda essa desgraceira que está corroendo as entranhas do nosso país. Sendo assim, peço que me desculpem, mas eu não sabia de nada, pô… (transcrito de O Tempo)

26 thoughts on “O novel teatro do absurdo no Brasil do Século XXI

  1. Os Lullarápios não param ! Em Minas além de aumentarem o número de secretarias reajustaram os salários dos deputados, secretários e governador ! Para os servidores de carreira e não dos puxa sacos não haverá reajuste salarial. Depois essa horda de comediantes da ideologia ainda falam em ‘trabalhismo’ Cinismo puro !

  2. Os petistas na realidade são fascistas travestidos de esquerda. Fica mais fácil se usar um discurso popuLulista para enganar o povo e melhor roubar. Eles querem silenciar a imprensa, MPs, Tribunais de Contas, Justiça, etc, pois acham um ‘horror’ que descubram o quanto estão roubando.

  3. Será que eles vão responder por esse crime de responsabilidade, ou vale fazer o diabo, como disse a Dilma Youssef:
    ADRIANA FERNANDES, FABIO FABRINI E JOÃO VILLAVERDE – O ESTADO DE S. PAULO
    11 Janeiro 2015 | 03h 00
    Documentos sigilosos mostram que Tesouro atrasou o repasse de recursos para melhorar o resultado das contas
    públicas
    BRASÍLIA A
    nova equipe econômica do governo Dilma Rousseff deve enfrentar em breve um desafio inesperado. Uma investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu, por meio de documentos sigilosos obtidos com ministérios e bancos públicos, que o Tesouro Nacional realmente atrasou o repasse de recursos federais para os bancos como forma a melhorar artificialmente o resultado das contas públicas.
    Chamados de “pedaladas fiscais”, esses atrasos ocorreram em despesas sociais, trabalhistas e previdenciárias, como Bolsa Família, segurodesemprego, abono salarial e aposentadorias públicas. Como resultado da investigação, o TCU quer convocar 14 autoridades do governo, entre ministros e exministros,
    presidentes de bancos públicos e secretários de Estado.
    No relatório, o TCU é conclusivo: “Documentos obtidos pela equipe de auditoria junto à Caixa, ao Ministério do Trabalho e ao Ministério do Desenvolvimento Social comprovam que, ao longo dos exercícios financeiros de 2013 a 2014, recursos próprios da Caixa foram usados para pagamento de dispêndios de responsabilidade da União no âmbito dos programas Bolsa Família, segurodesemprego e abono salarial”.
    A Caixa precisou pagar do próprio bolso porque não recebia em dia o dinheiro do Tesouro, que segurava o repasse de forma a registrar despesas públicas menores. Essa operação, revelada em agosto pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, é proibida pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A Caixa buscou a AdvocaciaGeral da União (AGU) para discutir a legalidade dessas operações, temendo punições.
    O tribunal ainda comprovou, com base em documentos encaminhados pelo Instituto Nacional de Seguro Social, que entre fevereiro e maio do ano passado, o Tesouro, “deixou de repassar os recursos solicitados pelo INSS para o pagamento de benefícios previdenciários”.
    O relatório final de 81 páginas, obtido pelo Estado, ainda não foi divulgado. Elaborado pelos técnicos da Secretaria de Controle Externo da Fazenda, foi encaminhado ao relator, ministro José Múcio, a quem cabe escrever o voto a ser levado ao plenário do tribunal. Os ministros do TCU podem ou não seguir o entendimento da área técnica. A reportagem apurou que o TCU já sofre pressão do governo por causa do envolvimento de autoridades de alto calibre.
    Caso dos R$ 4 bilhões. Além do Tesouro, dos Ministérios do Trabalho e do Desenvolvimento Social, da Caixa e do INSS, o TCU também investigou o Banco Central: o alvo foi o “caso dos R$ 4 bilhões”, revelado pelo Broadcast em julho. Esse volume foi encontrado pelo BC na “subconta” de um banco privado nacional em maio. Por configurar um crédito a favor do Tesouro, foi incorporado às estatísticas fiscais, melhorando as contas públicas naquele mês.
    O TCU aponta em seu relatório que os R$ 4 bilhões referiam-se a despesas do INSS, geradas pelo Tesouro em todas as instituições financeiras que pagam aposentadorias públicas. O nome do banco não foi informado.
    Convocação. No trecho mais sensível do relatório, o TCU convoca 14 autoridades do governo Dilma para que apresentem “razões de justificativa” pelos atos listados na investigação. Entre elas, o exministro da Fazenda Guido Mantega; o exsecretário do Tesouro Arno Augustin; o atual ministro do Planejamento, Nelson Barbosa; o ministro Manoel Dias (Trabalho); os presidentes da Caixa, Jorge Hereda, e do BNDES, Luciano Coutinho. A convocação já é uma indicação de responsabilidade.

  4. Enquanto isso os comediantes da ideologia continuam assaltando os trabalhadores. Em setembro o fundo dos petroleiros, Petros já tinha um deficit de R$ 5,5 bilhões e o da Caixa Funcef de R$ 4,9 bilhões.

    • Que possuem representantes (normalmente sugeridos a eles pelos sindicatos ou associações) eleitos pelos empregados e também, representantes indicados pelas empresas (controladas pelo governo). Esses, atuam como conselheiros, no auxílio a fiscalizacao do sistema, com intuito de proteger a correta aplicação dos recursos do fundo e assim, preservando a saúde financeira do sistema para que possa cumprir com o fim para o qual foi criado, na forma legal.
      Pelo jeito que as coisas andam, a comunicação não deve estar na sua plena eficácia…

  5. Azambuja também nomeou para a Superintendência do Tesouro Estadual, Renato Peixoto Grubert. Acusado de fraudar energia elétrica em sua residência no município de Jardim, no sudoeste do Estado, ele foi condenado pela justiça a dois anos de prisão, mas teve o benefício de cumprir a pena em regime aberto. Foi constatado que com a fraude ele deixou de pagar R$ 7 mil para a Enersul.

  6. “Então, primeiro nomeiam-se os secretários e depois criam-se as secretarias.”

    Mas no Brasil é assim mesmo.
    Por exemplo: primeiro cria-se o percentual (%) da multa, depois edita-se um texto aceitável para justificar o percentual e a cobrança, e tudo por medida provisória. Para gáudio dos fiscais.
    Como estão com vergonha de aumentar o número de impostos, taxas, etc, já com 92 achaques, aumenta-se a quantidade de multas. Neste quesito, a farra é livre e quase ninguém percebe. Só paga. Ou, “negocia” !!!

  7. Prezado Sylo Costa

    Nas últimas décadas, por descuido ou propositalmente, fomos condenados ao “coitadismo”, ao esmolismo” e a outros “ismos”.

    Somos um povo de boa fé. Talvez. mas antes isto, não podemos confundir omissão ou conivência ou com boa fé..

    Se um dia foi, hoje não é mais a minoria que decide. Também não é minoria que empurra o país para o buraco.

    A maioria vota nas casas legislativas, elege seus representantes e se omite.

    Embora concordando que vivemos períodos de absurdo, devemos refletir que, a minoria organizada assalta o país e a maioria cega, entrevada mentalmente e irresponsável, aprova, assiste e deixa para lá.

    Dillma e os outros fazem e desfazem e o povo brasileiro, por sua maioria, bate palma, se deixa enganar e corromper pela nova classe corrupta do país.

    Quanto ao 40 ladrões, já dei a solução: basta criarem dois ministérios e teremos 41 ladrões. Ali Babá ficará babando de satisfação e escapará, novamente, da justiça aqui. Da outra, não escapará, jamais!

    Abraço.

  8. Artigo um pouco atrasado, mas atual…26/12/2014

    Link.: http://www.defesanet.com.br/pensamento/noticia/17810/Brasil–casse-a-concessao-da-pilhagem/

    Pensamento

    BRASIL, CASSE A CONCESSÃO DA PILHAGEM
    Caros inocentes úteis, o roubo não é a velha esperteza de oportunistas. É um projeto de poder

    A A A

    GUILHERME FIUZA
    Revista Época

    Um deputado do PT propôs transformar as manifestações golpistas em crime hediondo. Pulemos o registro da demagogia e da desonestidade intelectual, porque isso já é intrínseco ao modus operandi do partido. O que vale registrar é a tática definida daqui para a frente contra o cerco do petrolão: construir uma narrativa de injustiça contra os defensores do oprimido. O governo popular acabou. Iniciará uma Presidência-fantasma em 1º de janeiro, com sua credibilidade apodrecida e um único objetivo: não ser enxotado pelo impeachment. Não será fácil.

    A bravata do tal deputado fica no terreno do folclore. Cultivar o fantasma do golpe é um dos truques preferidos dos companheiros. É bem verdade que eles têm o plano – e aí não é folclore – de controlar a imprensa, com o mesmo argumento de que a burguesia quer derrubar o governo popular a golpes de manchete. Se Chávez, Kirchner e sua turma conseguiram, por que não tentar no Brasil? Enquanto isso, aproveitam para dizer que os protestos contra o governo podre são atos pela volta da ditadura.

    Não percamos mais tempo com isso. O grande herdeiro da ditadura militar no Brasil é o PT. Tanto Dilma quanto os mensaleiros vivem eternamente da mitologia da resistência aos milicos, um heroísmo canastrão do qual extrairão até a última gota de propaganda maniqueísta. As redes sociais do Planalto não param de espalhar releases e notinhas sobre os anos de chumbo e os valentes mocinhos da época – viraram os bandidos de hoje, mas essa parte não aparece no release. O PT ama a ditadura militar. Vive dela.

    Essa é a parte mais tosca da estratégia de resistência – não mais aos militares, mas aos democratas que querem seu dinheiro roubado de volta. A parte não tão tosca do plano é a que ultrapassa a militância para contar com os inocentes úteis, uma classe em franca expansão no Brasil, para alegria dos companheiros. Entre as vozes a favor, que defendem Dilma para se sentir progressistas (não é piada, elas existem aos montes), surge o postulado central para tentar salvar o pescoço do governo: relativizar a corrupção da Petrobras.

    Novamente é preciso ressalvar: não é piada. Um crescente número de pessoas que se acham sérias e não estão (ainda) a soldo do petismo deu para dizer por aí que o petrolão é normal. Quer dizer: uma coisa bem brasileira, arraigada no Estado patrimonialista e toda aquela sociologia de beira de praia. É o mesmo recurso estilístico sacado por Lula no mensalão: caixa dois todo mundo faz. Um empresário chegou a escrever que hoje se rouba até menos na Petrobras que em outros tempos. Vamos explicar aos ignorantes ou mal-intencionados (a esta altura, dá no mesmo): o PT não ficou igual aos outros; o PT não é corrupto como os outros, nem um pouco menos, nem um pouco mais; o PT é o único, sem antecessor na história do Brasil, que montou um sistema de corrupção no Estado brasileiro, de dentro do Palácio do Planalto, para enriquecer o partido e se eternizar no poder.

    O ex-ministro-chefe da Casa Civil e homem forte do presidente foi preso por montar um duto entre as estatais e o caixa do partido governante. Privatizou na fonte o dinheiro do contribuinte. Não há precedente no país. Ao raiar do governo petista, foi montada uma diretoria na Petrobras para um saque bilionário em benefício do grupo político governante, como está demonstrado pela Polícia Federal a partir das investigações sobre o doleiro Alberto Youssef.

    Deu para entender, queridos inocentes úteis? O roubo não é a velha esperteza de uns oportunistas com cargos na máquina. O roubo é um projeto político de poder. Que aliás, graças a seres compreensivos como vocês, dá certo há 12 anos.

    E agora? O Brasil se sujeitará ao esquema por mais quatro anos? Só os inocentes inúteis podem crer que essa forma de dominação sofrerá uma metamorfose redentora em 1o de janeiro. Eles não sabem fazer de outro jeito. Dilma já tenta legalizar o rombo fiscal, diante de um Brasil abobado. Nem o mensalão, nem a queda de sete ministros no primeiro ano de governo – nada modificou em um milímetro o esquema parasitário.

    Vocês estão esperando o quê? Que um companheiro bata na sua porta informando-lhe com ternura que veio buscar suas calças?

  9. Eu sempre pensei que a política é a carteira de identidade de um povo. Político nenhum cai do céu ou vem
    do exterior. Saem todos do meio da população. Portanto não ha povo melhor que seus representantes. São todos iguais.
    O que dizer dos eleitores, que votam seguidamente em candidatos acusados de todo tipo de irregularidades,
    que reelegem sistematicamente certos indivíduos notórios em práticas pouco recomendáveis, que alem de
    ladrões, ainda levam a família inteira para roubar o que é público? São reeleitos sempre com votações consagradoras.
    Certamente estes indivíduos tem culpa dos mal-feitos que produzem, porém seus eleitores são os maiores
    responsáveis por eles.
    Pois agora também a justiça, que é composta de pessoas preparadas, passou a não enxergar mais crime em certas atitudes de muitos políticos. passando a reconhece-los como ficha limpa, embora tenham uma
    ficha mais suja que pau de galinheiro, daqueles bem debaixo.
    O Brasil caminha aceleradamente para se tornar o reino da trambicagem.

  10. O jornalista Diego Casagrande acusou o movimento do “Black Blocs” de serem “hordas bárbaras que, por onde passam,deixam um rastro de destruição e de morte”.De acordo com Casagrande, sem”a menor dúvida , tais pessoas serviriam ao governo e ao PT.
    Conforme o jornalista , tratar-se-ia de uma estratégia para afastar a população honesta, democrática e pacífica das ruas , além de formar uma “milicia informal” do PT. A declaração gerou polêmica e debates nas redes sociais.

  11. Por favor, avisem a este jornalista Sylo que a assaltante como ele afirma já foi reeleita.Que maravilhoso é a democracia, pois eu por apenas estar comprando um disco que diziam que criticava a ditadura fui preso,imaginem se eu xingasse um general de bonito.Ninguém tem poder de ficar denegrindo a honra de quem quer que seja,ainda mais da presidente de um país.

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