O passado do fracasso ou o futuro da frustrao?

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Charge sem autoria (Arquivo Google)

Carlos Chagas

Destinam-se ao fracasso a greve geral marcada pelas centrais sindicais no prximo dia 28 e a manifestao em favor do Lula, que o PT pretende realizar em Curitiba a 3 de maio. No que os trabalhadores estejam satisfeitos com o governo Michel Temer, muito pelo contrrio. Da mesma forma, os companheiros sabem que seu partido anda na baixa e dificilmente sensibilizaro a capital do Paran numa quarta-feira.

Pode at ser que os fatos desmintam as previses, mas a verdade que o Brasil de verdade faz tempo desligou-se do Brasil de mentirinha. Os 13 milhes de desempregados no podem fazer greve, enquanto ao PT, posto em frangalhos, falta motivao para antecipar a sucesso presidencial de 2018.

Mais do que indignar-se diante das delaes que se sucedem todos os dias, o povo dedica profundo desprezo s informaes sobre a corrupo que nos assola. No parece disposto a se deixar influenciar pelos que sustentam a volta ao passado ou os que programam um futuro ainda pior.

Numa palavra, a nao rejeita as reformas fajutas do governo Michel Temer tanto quanto d as costas aos que falharam na tentativa de mud-la. O povo no ir s ruas, nem para exaltar o modelo que no deu certo, nem para apoiar as elites que pretendem aumentar seus privilgios e suas benesses.

Vale repetir, a vida sempre mais fascinante do que a fico: quem garante que no prevalecer o passado do fracasso ou o futuro da frustrao? Ou, numa terceira hiptese, que continuar tudo como est?

 

3 thoughts on “O passado do fracasso ou o futuro da frustrao?

  1. Parabns pelo artigo Carlos Chagas,

    Ningum tem mais iluso sobre o futuro sombrio que aguarda os brasileiros. O que vem por a vai sempre piorar a situao em que vivemos e cada um que trate da sua vida. Vivemos em um pas falido pelo endividamento e pelos encargos de nossas dvidas, que j ameaam ultrapassar metade do Oramento Pblico Federal nos prximos anos. O crescimento do PIB ser medocre, o desemprego ser em massa e os novos empregos sero terceirizados, temporrios e precarizados, alm do congelamento dos gastos pblicos pelos prximos 20 anos por medida constitucional. esse o Brasil real que poder deixar de ser emergente e volta a ser subdesenvolvido como so as naes africanas. A gerao que hoje est nascendo e crescendo nesse pas que tem de mudar isso de alguma forma, pois no podemos nos tornar uma nao de emigrantes, como j acontece na Venezuela e em vrios pases africanos e do Oriente Mdio, principalmente numa era em que as barreiras imigrao no mundo s tendem a crescer.

  2. Sempre fui ctico quanto ao “futuro” desse pas, onde os campeonatos so mais atraentes que a instruo, sempre foi assim e continuar sendo, o que tenho visto com freqncia so pessoas alheias aos fatos sobre a poltica, escndalos e mais escndalos que se avolumam nos noticirios, enquanto que o povo, o mais atingido vive numa letargia crnica, as poucas pessoas que se indignam com essa bandalheira so alguns colegas acadmicos, at mesmo os alunos universitrios vivem numa orgia louca defendendo os corruptos do PT e apregoando as falsas ideias marxistas como assim o Brasil mergulhasse no melhor dos parasos, aos lado desses uma parcela pertentes mambembe classe mdia apregoando a volta do militares ao poder, dos ex integrantes da abortada classe D criada pelo mgico Lula e sua trupe s lamentos pela perda de algo que nunca foi deles, perderam a iluso que eram gente.
    O que restou dessa massa algo pattico amorfo e despolitizado. Acabaram-se os protestos do “Fora Dilma” dos panelaos, enquanto o presidente interino prepara o mais vil dos golpes contra o trabalhador, vejo apenas os sindicatos, os mesmos que ficaram de boca calada diante dos saques feitos pelo PT ao pas e ao bolso do contribuinte, a manifestao dessa sexta, 28 uma sobra apenas por medo da perda do Imposto Sindical, que nutria suas gordas panas, sindicatos que pouco ou nada fizeram pelos seus associados, exceto vender iluses, tambm no sinto fora dos maiores prejudicados com esses pacotes neoliberais que traz benefcios somente aos donos do capital, em resumo estamos marchando cleres rumo ao passado pr CLT, estamos triunfantes de volta ao sculo XIX!

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