O poderoso representante do FMI no Brasil, pensou (?) que podia desafiar e intimidar a presidente eleita, perdeu o cargo. Será (ou poderá ser?) substituído pelo presidente de um banco multinacional.

Helio Fernandes

A formação do ministério Dilma, nenhuma surpresa, seria tumultuada. O mais difícil de tudo, preencher a área econômica. Lula e Dilma encontraram solução caseira e “harmoniosa” para Fazenda, mantendo Mantega. Não pelo que ele vale, mas sim pelo que não complica. E ainda foi a ponte ou alavanca para derrubar Celso Amorim, que se considerava insubstituível.

Faltava o BC, Meirelles dava a impressão de que ficaria, pelo menos ele e o FMI acreditavam nisso. Mas sendo intocável em 8 anos de Lula, “emparedou” Dona Dilma, não esperava a reação dura da presidente eleita. Meirelles está fora, luta para “conseguir alguma coisa”.

Mas como as forças financeiras dominam tudo, o BC tem dois nomes, nada mudará. A indicação está entre Tombini (o segundo de Meirelles no BC) e Fabio Barbosa. Quem é este? “Apenas” presidente de um banco multinacional (o Santander, que encampou o maior banco estatal de São Paulo, sem despender um real). E agora preside a FEBRABAN, órgão que representa todos os bancos. Inacreditável.

Sem parecer que estou querendo elogiar Dona Dilma, ela não tem culpa. O sistema é assim mesmo, não tinha saída. Quem poderia indicar, escolher e nomear, sem o aval do FMI e dos poderosos “financistas” daqui e de lá?

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