O prefeito João Doria precisa pedir desculpas à ciclista do buquê de girassóis

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Os guardas quebraram o braço do morador de rua

Jorge Béja

O prefeito de São Paulo, João Doria (João Agripino da Costa Doria Junior), venceu as eleições municipais logo do primeiro turno e se tornou – digamos – uma esperança para todo o eleitorado brasileiro. Sente-se que a universalidade dos eleitores está em busca da renovação, porque os políticos de ontem e que se mantêm no poder, generalizadamente, destruíram e continuam destruindo o país. Quem se salva? Ninguém. Ou muito poucos. A cada dia os escândalos aumentam e a roubalheira do dinheiro que pertence ao povo brasileiro se mostra gigantesca. Por isso, a necessidade de gente nova no poder. E João Doria, até aqui, parece ser um nome de potencial liderança.

Espera-se que Doria seja mesmo exemplar em tudo, à frente da prefeitura de São Paulo. Ele está na mira do noticiário e das atenções do eleitorado brasileiro. Um, dois ou três passos em falso que Doria der são o suficiente para cair no descrédito.

ELEITO E ELEITORES – Dias atrás, Doria foi grosseiro com uma senhora ciclista que lhe ofereceu um buquê de girassóis e ele recusou. A ciclista insistiu e o prefeito pegou o buquê do painel de seu carro e o atirou no chão da rua e partiu com o seu carro. Depois, Doria reclamou que o gesto da ciclista tinha sido “invasivo e desnecessário”. Para o bem de Doria, que é jovem o poderia ser meu filho, escrevi artigo a respeito. E tão logo publicado aqui na Tribuna da Internet, enviei o texto ao prefeito. O artigo termina com um pedido que Doria não atendeu: o de ir pedir desculpas à ciclista.

Um líder não pode ter gestos assim com o próximo, mormente com seus eleitores-munícipes, seja quem for. Ele é o eleito. Nós, os eleitores. Ele é o mandatário. Nós, os mandantes. Nas Democracias não existe distanciamento entre eleitores e eleitos, mas entrosamento, reciprocidade, respeito, polidez, altivez, competência, empenho… tudo, enfim, visando o bem comum. E acima de tudo, honestidade e humildade, como foi o exemplo que o presidente uruguaio, Pepe Mujica, deu ao mundo.

DORIA, PEÇA DESCULPAS – O artigo sobre Doria e a ciclista também abordou as rígidas leis cármicas (aqui se faz, aqui se paga; cada um colhe o que plantou). Um governante que não as obedece, mais cedo ou mais tarde, direta ou indiretamente, paga pelo mal que fez e/ou pelo bem que deixou de fazer. Tudo fica registrado numa espécie de “curriculum metaphysicus“, ou “paginae caelestis“, que se situa fora da racionalidade dos humanos e que é implacável.

Volta-se a pedir que o prefeito João Doria vá se desculpar com a ciclista. E que o faça logo. Sim, porque dois tenebrosos crimes já ocorreram na cidade de São Paulo sob sua gestão. É claro que Dória não tem e menor culpa. Mas que mancha a sua passagem à frente da prefeitura de São Paulo, mancha. E como mancha!

No presente e para sempre, ao perguntar à História em que governo os crimes ocorreram, a resposta será: “no início do governo João Doria”. Não, novel prefeito. Não deixe que isso aconteça. Certamente são as leis cármicas que estão cobrando do senhor um pedido de desculpa, de humildade, com aquela ciclista.

COINCIDÊNCIAS?  – Os crimes foram bárbaros e hediondos. Uma anciã, de 78 anos, que se recuperava no CTI do Hospital do Servidor Municipal de São Paulo, apanhou tanto de um enfermeiro dentro do CTI que não resistiu e morreu. Ontem ou anteontem um desempregado, de descendência libanesa, que dormia na rua com sua mulher apanhou tanto da guarda municipal de São Paulo que quebrou o braço a ponto de engessá-lo.

O que as vítimas fizeram? Nada. A anciã estava no CTI entubada. E o desempregado, recolhido num canto da via pública, sem vez, sem visibilidade para os governantes, sem voz e sem o direito de ir, vir e ficar.Virou um saco de pancadas. Vejam os registros mais a seguir.

OU COBRANÇAS? – Prefeito João Doria, o senhor não tem a menor culpa e a mínima responsabilidade por essas duas ocorrências. Mas teriam sido coincidências que acontecessem na sua gestão, que se espera ser brilhante? Ou teriam sido meras fatalidades? Ou cobranças e respostas das leis cármicas?

Respeitemos o que ultrapassa e transcende à limitada compreensão humana. E humildade, carinho e amor nunca produzem castigos, aqui neste vale de lágrimas em que vivemos e nem no Além. Doria, vá pedir desculpas à ciclista Giulia, antes que outros fatos danosos não venham ocorrer na sua gestão. E em gestão alguma. Porque o povo brasileiro quer e merece viver em paz.

19 thoughts on “O prefeito João Doria precisa pedir desculpas à ciclista do buquê de girassóis

  1. Não espere isso Dr. Béja. O prefeito de SP iniciou um processo de radicalização à direita para tentar conquistar o eleitorado de Bolsonaro e tentar se viabilizar candidato para as próximas eleições presidenciais em 2018, ou será em 2020? Dr. Béja, esperança e potencial de liderança??!! Me engana que eu gosto!

  2. Dr. Béja, respeito muito suas avaliações que nascem no fundo de sua experiência de vida e propõe sempre uma reflexão. Neste caso, que o senhor se atém com persistência gostaria de propor uma reflexão.
    Quem é essa tal senhora Giullia Gallo, que saiu em todos os jornais primeiro como Giulia Grillo?
    Foi dito que é uma produtora cultural e ciclista. Ora, ciclista era o óbvio. Produtora cultural ela deve ter se identificado. Dê asas a curiosidade e pesquise no tio google os dois nomes: Giullia Grillo e Gallo. Não há nenhuma referência a pessoas brasileiras. Só personagens estrangeiros, a maioria italianos. Muito menos à uma produtora cultural. Nenhuma citação no google. Seria ela uma agente cultural retraída? Justamente em uma profissão que deve se relacionar com tantas pessoas em sua vida?
    Seria este nome um fake? Talvez toda esta trama não seria uma armadilha feita junto com os repórteres da folha, fiel escudeira de Haddad e que critica diariamente Dória? Por que não foram entrevistá-la depois? Lanço esta reflexão. Lembremos que o fla-flu, o nós e eles, continua firme e forte.

    • Prezado José Augusto Aranha. O importante é o fato. Quem é a ciclista, o que ela faz ou fez não é importante. Fosse quem fosse aquela mulher, o gesto de um prefeito com um de seus munícipes é que é o fato reprovável. Inconcebível. Somos todos iguais. Ninguém é melhor do que ninguém. O próximo é um pedaço de nós. Somos todos irmãos. Este ou estes bens que temos, deles somos apenas usufrutuários. Nada levamos após a morte. Os percalços e as vicissitudes da vida a todos alcançam, sem exceção, a uma eleitora e a um eleito.
      Grato por ter lido e comentado.

        • Até prova em contrário vale o que o vídeo mostra, de forma nítida e sem outra interpretação, tanto do tocante à ciclista que entrega o buquê de girassóis ao prefeito, que recusa e, quando posto no painel do carro, que estava com o vidro todo arriado, o atira no chão da rua, quanto o vídeo do cidadão (cidadão?) espancado pela guarda municipal do governo Doria e a notícia da morte da anciã, espancada na UTI do Hospital dos Servidores Municipais de São Paulo, entubada e indefesa, espancada por enfermeiro também do governo Doria,

    • “Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir a outros, igualmente medirão a vós. …”

      E agora, José?

  3. Esta cena , demonstra que o sentimento humano está em extinção, é sabido que o trabalho policial é estressante, ninguém em sã consciência nega isso. Mas situação foi além de covarde, desnecessária e violenta, hábito comum de policial com raras exceção, a falta de amor para com o próximo é gritante , isso é a nova mentalidade da invasão do estado na educação das crianças , crianças mal educadas geram cidadãos sem afeto natural , filhos dos novos tempos onde as mães saem para trabalhar e filhos criados por babas e televisão , é por essas e outras que nossa sociedade está em estado de putrefação, ( se esse caso fosse com homossexual , menor e até com animal ) teria maior repercussão …sou contra violência , a casos que se faz necessário ser enégico , mas esse não é um deles ! fico muito triste constatar que o ensinamento de Jesus está cada vez mais longe das famílias brasileira !

  4. Seja de que lado for na política, ou de lado nenhum, não é motivo para grosseria e tratar mal um semelhante.
    Por ser um “intruso” na política, acho que o Dória esta se perdendo no desempenho da função.
    Ainda não aprendeu com os políticos veteranos a ter jogo de cintura, não é fazer conchavos, mas mostrar urbanidade e educação, respeitar as pessoas.
    Com gestos agressivos e grosseiros, ele começa muito mal na atividade política, da qual se dizia
    ser alheio, mas que agora por estar no meio, é também um participante.

  5. É de uma covardia sem limites, este guarda municipal não conhece as leis, deveria estar num manicômio em vez de estar policiando as ruas, está desinformado com o tamanho de desemprego no país, não chamo de crise e sim da irresponsabilidade de governantes, causaram esta caos no país, deveria pedir desculpas ao cidadão que foi atacado por este sujeito, pois não tem preparo o senhor é apenas a consequência da má gestão do erário público, onde os representantes do povo se locupletaram e deixaram o país neste merdelê, não há cabimento pedir NF de um tênis, roupa ou qualquer objeto que um cidadão esteja usando, ninguém sai na rua levando NF de algum objeto que esteja usando, é de uma ignorância fora do comum, acham que a truculência vá fazer efeito, deve primeiro respeitar o cidadão contribuinte, pois mesmo que seja um morador de rua, paga também impostos, não é um joão ninguém, apenas está desempregado.
    Espero que este guardinha municipal saiba respeitar qualquer cidadão, não é preciso querer aparecer, fez esta canalhice e está avaliado pessimamente pelo povo, assim são policiais, guarda municipal e vai até um presidente da república, todos devem respeito ao cidadão contribuinte.

  6. O senhor está certo, Dr. Jorge Béja. Que o prefeito tenha a lucidez de reconhecer o gesto amigo de vossa parte, pedindo desculpas à semelhante.

  7. No caso da ciclista,o prefeito,apesar de está se revelando como um administrador eficiente e trabalhador,não agiu corretamente.
    Se quiser triunfar na carreira política,não pode ceder a seus impulsos.Tem de se conter,ser “político”.Os eleitores brasileiros,principalmente os mais despreparados,veneram os demagogos,os populistas e os “vaselinas”.Prova disto está na eleição e reeleição de Lula à presidência da República.

    • O que o prefeito faria depois com as flores é questão desimportante e secundária. Mais cedo ou mais tarde, os girassóis murchariam e seriam descartados, é claro.
      O gesto do prefeito é que foi grosseiro. Além do mais, demonstrou desconhecer que girassóis simbolizam fama, sucesso, sorte e felicidade. Quem oferece apenas um girassol — e não um buquê de girassóis — está desejando a quem recebe tudo aquilo que a belíssima flor representa, que incessantemente gira, gira e gira até encontrar o sol para sorrir.

  8. Mandasse eu neste país e:
    1) o guarda seria sumariamente despedido.
    2) o “enfermeiro” que espancou a senhora na UTI seria fuzilado.
    3) o prefeito Dória seria empichado.

  9. Um poeta da boca pra fora, mas por dentro vai com a insana correnteza…
    Como o o atagon!sta cabo eleitoral do almofadinha.
    Não gosto de sua poesia, muito piegas pra situação tão drástica…

    sanconiaton

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