O problema diplomático é que Eduardo Bolsonaro expressa o pensamento de seu pai presidente

Eduardo Bolsonaro na embaixada: anúncio faz três meses, mas indicação ainda  é incerta | Congresso em Foco

Bolsonaro deu status de “embaixador” ao filho Eduardo

Merval Pereira
O Globo

O preocupante é que o que o deputado federal Eduardo Bolsonaro fez, colocando no twitter uma acusação à China de que usa a tecnologia 5G para fazer espionagem, corresponde ao que pensam seu pai, o presidente Bolsonaro, e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Se fosse um deputado qualquer, como sempre foi, Eduardo ou seus irmãos poderiam fazer as bobagens que sempre fizeram, e ninguém ligaria, como nunca ninguém ligou antes de eles sairem do anonimato para o proscênio da vida política nacional pelos azares da sorte.

ATITUDE IRRESPONSÁVEL – Mas houve repercussão porque, além de filho do presidente, Eduardo Bolsonaro preside a Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Então, o que ele diz vale mais do que qualquer deputado, vale como sendo o pensamento do presidente da República. Essa é a gravidade da atitude irresponsável que tomou.

Tentou remediar, apagou a mensagem, mas não dava mais para evitar a crise. É uma posição ideológica burra, e os membros da Comissão de Relações Exteriores já começam a se movimentar para retirá-lo da presidência. Ou pelo menos deixar claro que suas postagens pessoais no Twitter não representam o pensamento da maioria da Comissão.

A China é nosso maior parceiro, e tem sido o responsável pelo superávit de nossa balança comercial. O Brasil não tem que entrar nessa disputa ideológica dos EUA com a China.

DISPUTA DO FUTURO – Os EUA têm razões para essa postura, porque a a disputa pela tecnologia 5G é a disputa do futuro, e quanto mais países ficarem do lado dos EUA, melhor pra eles.

Faz sentido a Inglaterra, o Japão, e outros países barrarem as companhias chinesas em favor dos Estados Unidos, são regiões e países que dependem muito diretamente dos EUA, economicamente e até mesmo em questões de segurança nacional, e pretendem ser protegidos em caso de conflito.

Essa posição dificilmente mudará com o governo democrata de Joe Biden, mas provavelmente será menos truculenta do que atualmente. O objetivo, porém, é o mesmo: tentar neutralizar o avanço chinês. Mas o Brasil não tem nada a ver com essa geopolítica, tem que aproveitar o melhor dos dois mundos, dos EUA e da China.

ANÁLISE TÉCNICA – Não precisa necessariamente fechar com um deles para ter benefícios, tem que fazer uma análise técnica, ver o que é melhor para nosso estágio de desenvolvimento.

É certo que a tecnologia 5 G da China é mais adiantada, e se adapta melhor ao nosso sistema já instalado, porque muitas ferramentas e dispositivos já em uso no 4G são de empresas chinesas. Diante desse quadro, é preciso ver se há vantagem em optar por outra tecnologia.

A questão da espionagem chinesa parece ser uma fabulação trumpiniana, mas temos que ser realistas. A espionagem é uma atividade que todos os países utilizam, e é quase ridículo assumir que apenas um dos lados na disputa pelo predomínio internacional faz uso dela.

MADE IN USA – Recentemente, o Brasil já teve problemas com os Estados Unidos nessa área. Em 2015, o site Wikileaks divulgou uma lista classificada pela Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos como “ultrassecreta”, a qual revelava que, além da própria presidente Dilma Rousseff, cerca de 30 números telefônicos, incluindo o de ministros, diplomatas e assessores foram espionados.

Até mesmo o telefone via satélite instalado no avião presidencial era um desses números.  O então vice-presidente Joe Biden esteve no Brasil para tentar aparar as arestas depois da revelação. Provavelmente os Bolsonaro devem ter achado pouco e bom o governo petista ter sido espionado.

DEPUTADO SEM NOÇÃO – Não é necessário, pois, criar embates diplomáticos com o maior parceiro comercial do Brasil. A nota da embaixada da China foi dura, fora dos padrões diplomáticos, mas a mensagem de Eduardo Bolsonaro foi fora dos padrões diplomáticos também, sem falar na reincidência.

Meses antes, o deputado acusara pelo Twitter o governo da China de ter espalhado propositalmente o coronavírus Covid19. Como se vê, o filho 03 não tem a menor noção do que seja diplomacia. Queria ser embaixador do Brasil nos EUA, mas não tem a menor capacidade, nem mesmo de diálogo, quanto mais de usar uma linguagem mais sutil no embate diplomático.

33 thoughts on “O problema diplomático é que Eduardo Bolsonaro expressa o pensamento de seu pai presidente

  1. Infelizmente tenho a lamentar que a TI virou filial da #globolixo.

    De 18 reportagens home page 11 são da #globolixo e todas as 11 são falando mal do presidente.

    Quem te viu e quem te ve TI.

    Lamentável

    • Ricardo Salles!

      O esquerdismo é uma doença que somente pelo livre-arbítrio pessoal pode ser extirpada.

      Carlos Newton,jornalista,advogado,com longa experiência nestas áreas,como está refém do esquerdismo,não consegue se livrar desse mal,e assim,infelizmente,deixa de prestar um serviço de alta informação.

      PS-Ter nas usinas de desinformação e
      militância ideológica esquerdista como: Folha,O Globo, G1,Estadão,New York Times,CNN,CBS,Globo News,Band,Band News FM,O Tempo,…,e até a Fox News,
      é alimentar o “corvo que comerá seus olhos.”

      **********************************************
      PS-Critico e questiono qualquer político
      ou situação.

      Não tenho rabo preso com ninguém.

      Para tanto,é oportuno questionar
      e não podemos deixar passar que Trump ao endossar Bolsonaro Zero Três
      (Eduardo) para embaixador brasileiro foi
      um tiro no pé.

      PS2-A menos que Trump fizesse do fantoche Eduardo uma usina de facilidades diversas.

  2. A morcegada continua baixando a cabeça para o morcego-mor.

    Soberania nacional vem antes de balança comercial. O Brasil tem que buscar os seus interesses em primeiro lugar.

    Politica e diplomacia são duas coisas diferentes. O político é eleito para parlar, seja na parlamento, na midia ou nas redes sociais. Tem imunidade pra isso, garantida pela constituição brasileira. A “democracia chinesa” não entende esse conceito. A diplomacia, como bem disse o MRE, tem os canais e meios apropriados para fazer isso. Im diplomata de carreira deveria saber isso, mas morcego-mor embaixador desconhece esses meios. Seria ele embaixador mesmo?

    A China quer retaliar, que retalie. Por aqui não vai faltar comida, mas por lá, terão que aumentar sua criação de morcegos.

    E o Merval continua bebendo…

    • Certo o que você escreveu.

      Mas esse “representante diplomático”,
      além de ter essa “visão” com clareza de longo prazo tem que ter o máximo de potencial persuasivo.

      O que,certamente,não é o Bolsonaro Zero Três (Eduardo) que possui essas qualidades.
      Fora o fato de “voar” sobre tudo.
      E rasgar a ascensão natural da carreira
      diplomática brasileira.

      PS-Você disse: “A China quer retaliar,que retalie.Por aqui não vai faltar comida,mas por lá,terão que aumentar sua criação de morcegos.”

      “Merval continua bebendo…”

      Geniais as duas frases.

      PS2-Que Bolsonaro Zero 3,expressa a opinião do pai é uma verdade inquestionável.
      E não deixa de ser mais uma limitação e incompetência de Bolsonaro Zero Zero.

  3. O energúmeno ao meio está com a gravata e as vestes de fundo, nas cores da bandeira dos EUA.
    Em caso de guerra Brasil X Estados Unidos, provocada pelo próprio pai presidente: de qual lado o deputado ficaria?

  4. Infelizmente este piá que diz o que quer sem pensar nas consequências, sim reflete o pensamento do pai se é que este pensa, coisa da qual duvido muito. Ofender gente poderosa nunca é bom principalmente nos dias de hoje onde não está fácil sobreviver. Dar poder a gente despreparada dá nisto aí, declarações infelizes seguidas de consequências mais infelizes ainda.

  5. Defensores de A, de B ou de C, reflitam:

    Será o fim do mundo a China parar de comprar nossos produtos ? Se ela fizer isso, por um bom tempo os alimentos aqui ficarão mais baratos (pelo menos até que encontrem outros mercados).

    Estou equivocado ?

      • Pois é, Germani. Algumas vezes fico com a impressão de que os comentaristas estão estão sendo usados – inocente ou conscientemente – conforme é exposto em “Dilema das Redes”. Aqui em casa, debochei com a gurizada: “Ali no filme estão vocês”. No blog está nítido que a publicação de certas matérias pretende alimentar o – assim chamado – gabinete do ódio local, que já nem mais raciocina, tal como no filme. O retorno das commodities para consumo poderia ser um ótimo contraponto para discussão, mas parece que a pretensão não é essa.

          • A título de informação:

            A gasolina que exportamos custa menos no exterior para o consumidor porque os impostos atrelados ao combustível em outros países são menores que os agregados no Brasil!

        • Fosse assim:

          “No blog está nítido que a publicação de certas matérias pretende alimentar o – assim chamado – gabinete do ódio local, que já nem mais raciocina, tal como no filme. O retorno das commodities para consumo poderia ser um ótimo contraponto para discussão, mas parece que a pretensão não é essa.”

          Eu diria que a recíproca é verdadeira.
          Parece que uns e outros não aceitam exatamente o contraponto, a discussão, o debate,
          Querem apoio às suas teses, e quem pensa diferente está a serviço de algo ou de alguém.

          O “retorno” das commodities não encontraria mercado no país para absorvê-las, mas isso é claro, sem maiores exercícios de imaginação.

          Desde quando que a população brasileira vai consumir, além do que adquire do mercado interno a cada ano, QUASE 150 BILHÕES DE REAIS em soja e carnes??!!

          Se a China deixar de comprar, teremos de encontrar outros mercados imediatamente, e leva tempo negociações de peso, na quantidade que os chineses adquirem nossos produtos!

          Por favor, leiam sobre dumping e antidumping, e saberão os porquês de o mercado interno não poder diminuir os preços, caso a mercadoria excedente não encontrar quem as adquira.

          • Conversando certa vez com James R Lynch, um biólogo norte-americano, indaguei:
            – “Como seu país faz para controlar os cinturões (do milho, do trigo etc), de maneira a não estragar os alimentos em caso de uma super-safra em que não haja importadores” ?

            – “EUA paga aos agricultores para não plantarem”.

            Se nós pudéssemos usar um princípio do feudalismo – “alimenta os locais e vende o excedente” – não sofreríamos tanto com a escassez provocada.

            Adianta lembrar isso ? Chega de pérolas, é inútil.

    • Conversando certa vez com James R Lynch, um biólogo norte-americano, indaguei:
      – “Como seu país faz para controlar os cinturões (do milho, do trigo etc), de maneira a não estragar os alimentos em caso de uma super-safra em que não haja importadores” ?

      – “EUA paga aos agricultores para não plantarem”.

      Se nós pudéssemos usar um princípio do feudalismo – “alimenta os locais e vende o excedente” – não sofreríamos tanto com a escassez provocada.

        • O senhor James R. Linch, biólogo americano, desconhece a produção DO SEU PRÓPRIO PAÍS.

          Abaixo, um contraponto inquestionável:

          “A agricultura dos Estados Unidos, uma das mais modernas e produtivas do mundo tanto em área quanto em volume de produção, organiza-se em grandes faixas, zonas ou cinturões agrícolas denominados belts, formados conforme as particularidades históricas de povoamento, as condições climáticas e os tipos de solos.
          Os belts são especializados no cultivo de determinados produtos, como trigo, milho, algodão, frutas, culturas tropicais. Merecem ainda destaque as produções de soja, tabaco, laranja e gado bovino. É importante ressaltar que esses cinturões não constituem áreas monocultoras, pois, além do cultivo principal, existem também cultivos secundários.

          De modo geral, podemos apontar três grandes zoneamentos agrícolas:
          os Green belts do Nordeste,
          o Central belt e o Oeste.

          Os Green belts do Nordeste:
          A região abriga uma grande população, calculada em mais de 100 milhões de pessoas. Para atender a toda essa população, a agricultura é responsável por produzir hortifrutigranjeiros (hortas, granjas e pomares) nos Green belts (“cinturões verdes”), compostos de pequenas propriedades localizadas no entorno das áreas urbanas.
          Saliente-se que os Green belts não se limitam à região Nordeste, mas também são encontrados no entorno de outras grandes cidades norte-americanas, principalmente as localizadas na costa oeste, como São Francisco e Los Angeles.

          Na região Nordeste, também se destaca um espaço agrícola regional que recebe o nome de Dairy belt (“cinturão de leiterias”), onde ocorre a criação intensiva de gado leiteiro, sendo considerada a maior indústria de laticínios do mundo.

          Central belt:
          Corresponde à Planície Central, localizada entre os Apalaches e as Montanhas Rochosas. Essa região é ocupada por enormes propriedades monocultoras, que se agrupam em três principais cinturões:
          1. Wheat belt, especializado no cultivo do trigo, que ocorre ao norte, plantando-se na primavera e colhendo-se antes das nevascas, e mais ao sul, onde é plantado no inverno;

          2. Corn belt, especializado no cultivo do milho;

          3. Cotton belt, especializado no cultivo do algodão, ocorrendo tradicionalmente no sul, por ser uma região mais quente; mas, nos últimos anos, sua produção tem-se elevado muito na Califórnia.

          Vale ressaltar que mais da metade da produção de cada um desses produtos (trigo, milho e algodão) se concentra em apenas cinco estados.

          A produção desses belts é intensiva, comandada pela agroindústria. Assim, comumente são utilizados, em grandes proporções, insumos agrícolas industrializados, como rações, sementes geneticamente modificadas, fertilizantes, inseticidas, entre outros.

          Uma grande parcela da produção é direcionada para as múltiplas e diferentes indústrias que beneficiam e transformam os produtos agropecuários em mercadorias a serem utilizadas pelos consumidores.

          Esse comando do setor industrial sobre o setor agropecuário, característico da agroindústria, alcançou nessa ampla região um alto nível de desenvolvimento, o que assegura aos Estados Unidos alguns dos maiores índices de produtividade agrícola do mundo.

          Nas últimas décadas, os belts têm apresentado uma diversificação de sua produção agrícola.
          No Cotton belt, atualmente há, ao lado da cultura do algodão, a pecuária, a avicultura e cereais diversos.
          No Corn belt, o milho está cada vez mais o milho está cada vez mais associado à beterraba e também à soja.
          Já no Wheat belt, região em que somente se plantava o trigo de inverno, foram introduzidas culturas de milho e sorgo.

          Oeste:
          Nessa região há dois sistemas muito distintos:
          1. Ranching belt –
          Nesse cinturão estão as maiores propriedades rurais do país, dedicadas principalmente à pecuária bovina de corte e ovina (ovelhas, carneiros, cordeiros). Localizam-se nos planaltos de Colúmbia e Colorado, áreas de clima predominantemente árido e semi-árido (com invernos frios e verões amenos).
          A produção nas propriedades é, em geral, extensiva e de baixa produtividade. Porém, já são comuns propriedades com produções intensivas de gado de corte.
          Vale ressaltar que os Estados Unidos possuem o quarto maior rebanho bovino do mundo, com cerca de 100 milhões de animais, superado apenas por Índia, Brasil e China.
          2. Dry-farming –
          São fazendas típicas do sul da Califórnia, área bastante árida, onde se desenvolve uma fruticultura de excepcional qualidade, devido a uma técnica de arar criada no século 19 e empregada até hoje:
          grandes e poderosos tratores, que revolvem a terra profundamente, trazem para a superfície os solos mais úmidos e férteis. Esse sistema possibilita a produção de laranjas, uvas vinícolas (especialmente no Vale da Califórnia) e morangos. São produzidos ainda legumes e verduras; e cria-se gado leiteiro.”

          Ângelo Tiago de Miranda é geógrafo, professor de geografia.
          https://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/espaco-agrario-nos-eua-conheca-os-grandes-belts.htm

          Pérolas que julgo importantes serem postadas porque nos informam e aumentam nossos conhecimentos.

  6. A China é o país é principal parceiro comercial do Brasil desde 2009 A sua importância para a economia brasileira é gigantesca, sendo os chineses os nosso principais compradores além de os que mais investem aqui.

    Em 2019, a balança comercial com o país asiático registrou superávit de US$ 29,5 bilhões. Os chineses compraram US$ 65,3 bilhões em produtos brasileiros, enquanto o Brasil importou US$ 35,8 bilhões. O produto mais exportado aos chineses é a soja triturada, com 48%.

    1º Soja 20,5 Bilhões
    2º Óleos brutos de petróleo 15,4 Bilhões
    3º Minérios de ferro e seus concentrados 13,1 Bilhões
    4º Celulose 3,3 Bilhões
    5º Carne bovina 2,68 Bilhões
    6º Carne de frango 1,23 Bilhão
    7º Ferro-ligas 1,1 Bilhão
    8º Algodão em Bruto 816,33 Milhões
    9º Carne de suíno congelada, fresca ou refrigerada 611,77 Milhões
    10º Minérios de cobre e seus concentrado
    443,13 Milhões.

    Portanto, em relação à possibilidade de ser “o fim do mundo” se a China parar de comprar nossos produtos, a conclusão que o próprio comentarista chegou é errada, pois seria, sim, para o Brasil uma catástrofe!

    O quadro acima mostra o que mais exportamos:
    Soja, em primeiro lugar;
    Depois carne bovina, aves e suína.

    Saliento que a soma das exportações, em BILHÕES de dólares, atinge perto de 400 BILHÕES DE REAIS.
    O superávit em nosso favor foi de mais de 300 bilhões de reais.

    Os produtos não diminuíram de preço, e por várias razões:

    1 – O país não tem como consumir a soja e carnes na quantidade exportada;
    2 – O povo não tem poder aquisitivo para comprar carnes e soja;
    3 – Ferro, celulose, algodão, óleos derivados de petróleo, as nossas industrias não têm como compensar a exportação;
    4 – Sem as vendas para a China, preciso comentar sobre o que aconteceria com o já trágico desemprego??!!

    Em contrapartida, analisando e comparando outros países do globo, os dados levantados mostram que entre 2001 e 2019 as exportações com destino à União Europeia caíram drasticamente de 25,4% para 15,4%, enquanto as exportações para os Estados Unidos sofreram uma queda ainda maior, de 22 para 9,9%.

    As exportações para a Argentina também sofreram uma enorme queda diante da crise sanitária global, devido ao surgimento da Covid-19. As vendas para a Argentina caíram cerca de 28%. A Holanda passou a ser o terceiro destino das vendas do Brasil, estando atrás apenas dos EUA e China.

    Dito isso, e com todo o respeito, aonde que enfiaríamos as exportações para a China, se ela não mais negociar conosco?
    O grande “aliado” de Bolsonaro, os americanos, compram cada vez menos;
    a Europa, da mesma forma;
    O Mercosul está com Covid19 e na UTI;
    Para quem iríamos vender quase 400 bilhões de reais??!!

    Outro detalhe que, lamento, a mídia não publica, de certa forma contrapondo a tese de Germani, sobre a NOM:
    O Brasil está sendo severamente AMEAÇADO pelos Estados Unidos, se negociar com a China o 5G!

    Reportagem anexa, elucida alguns fatos, principalmente quanto ao estafeta Dudu, usado pelos americanos:

    “Decisão sobre 5G no Brasil deve considerar risco de espionagem não apenas da China, diz especialista
    Camilla Veras Mota – @cavmota
    Da BBC News Brasil em São Paulo
    31 outubro 2020

    A implantação do 5G no Brasil vem chamando atenção do mundo não apenas pelo porte do leilão que vai definir quem vai participar desse mercado, mas por ter se tornado uma arena da rivalidade tecnológica entre China e Estados Unidos.

    A maior fornecedora de equipamentos para telecomunicações do mundo, a chinesa Huawei, vem sendo acusada pelos EUA de servir como instrumento de espionagem ao governo chinês.

    Sob o argumento da segurança nacional, os americanos têm pressionado para que o Brasil deixe a empresa de fora do megaleilão marcado para o próximo ano, que, segundo a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), caminha para ser o maior do mundo.

    Em julho, o embaixador americano no Brasil, Todd Chapman, disse acreditar que o país sofreria “consequências” econômicas negativas caso decidisse pela permanência da companhia chinesa no certame. Seu argumento foi de que empresas americanas poderiam deixar de investir no Brasil por receio de que a presença chinesa representasse um risco à sua propriedade intelectual.”

    Como se vê, Dudu não agiu por conta própria, mas transmitiu o recado americano como bom e fiel submisso ao Tio Sam!
    Em outras palavras:
    um patriota ou nacionalista facilmente contestável e questionável, haja vista a sua defesa em prol de interesses alheios ao do seu país!

    Se levarmos em conta as relações comerciais com os americanos, que despencou nos últimos anos, deveríamos sem qualquer dúvida, adquirir da China o 5G.
    E, com a seguinte proposta:
    Aumento nas importações de nossos produtos e transferência de tecnologia em eletrônicos.

    Os Estados Unidos podem levar embora suas multinacionais, pois seriam compensadas pelos veículos chineses, alemães, ingleses, franceses e italianos, a menos que dobram suas importações conosco.

    O que não podemos permitir é ser ameaçados pelos americanos, que já adquirem muito pouca mercadoria nossa.]
    Quanto à ideologia, que Bolsonaro esposou com o Tio Sam, à merda com essa decisão!

    Precisamos vender, lucrar, e nos fortalecer.
    Os americanos nos exploram, compram menos, e nos ameaçam!!

        • “Algumas vezes fico com a impressão de que os comentaristas estão estão sendo usados – inocente ou conscientemente – …”

          Usei da mesma forma como te dirigiste aos comentaristas.

          • Percebo que és avesso ao debate, que tanto te queixas inexistir no blog, contraditoriamente ao que afirmas.

            Não só não gostas de ser contestado, como tentas encontrar algum tipo de explicação que te coloque numa posição superior, como se fosses o dono da verdade, apesar de sabermos que não passa de ilusão da tua parte.

            Falta nitidamente diálogo, até pelo fato de teres rotulado a TI e seu Editor, logo, dificilmente aceitarás o contraditório, o outro lado da moeda, pois esta tem dois.

            Enfim, cuido do meu lado, e aquilo que não me diz ser legítimo ou mal informado, obriga-me apresentar outras versões e mais próximas da realidade ou as minhas ideias a respeito.

            Por isso, os dados que mencionei sobre a China e não apenas opinião, sem qualquer fundamento.

            Mais a mais, democracia e liberdade de expressão são pistas de idas e vindas, e não em sentido único.

          • O editor pode me chamar de humanóide.

            E desde quando tu te tornaste psicólogo ?

            “Percebo que és avesso ao debate, que tanto te queixas inexistir no blog, contraditoriamente ao que afirmas.

            Não só não gostas de ser contestado, como tentas encontrar algum tipo de explicação que te coloque numa posição superior, como se fosses o dono da verdade, apesar de sabermos que não passa de ilusão da tua parte.

            Falta nitidamente diálogo, até pelo fato de teres rotulado a TI e seu Editor, logo, dificilmente aceitarás o contraditório, o outro lado da moeda, pois esta tem dois”.

            Se fosse “Tens uma forte personalidade, não adulas ninguém que te tenha algum dia ofendido de maneira a não haver perdão”, tudo bem, realmente sou assim.

            Considera a hipótese de abraçar esta outra ocupação. Mas, de volta ao passado: DUTAM é bom mesmo para combater a HPB ?

          • Confirmaste exatamente o que eu disse acima.

            Um detalhe, de suma importância:
            Não é necessário ser psicólogo para te definir como presunçoso, arrogante e prepotente.

          • Outra comprovação:

            1 – O assunto é outro, e estás fugindo do debate;

            2 – Jamais tive problemas de próstata, nada a ver com o tema em tela.

            3 – Confundes agradecimento e reconhecimento como adulação.
            Um erro crasso de quem é agressivo, e desconhece os esforços alheios, principalmente este, a TI, que existe graças à determinação do seu Editor;

            4 – Deixar de reconhecer o blog como importante para todos nós e o país, para transformá-lo em palco para questões pessoais ou inconsequentes, ou indiretas e ironias questionáveis, sinto-me no dever de defender o espeço onde escrevo, e me manifesto sobre várias vários segmentos da vida nacional.

            Trata-se de princípios e valores.

          • Guri, tu não foste representante da indústria farmacêutica ? Por isso que te perguntei, pois tenho HPB.

            “presunçoso, arrogante e prepotente”. Aêêê !!! Ficou com o agressivo para ti !

  7. Esclarecedor e bem fundamentado com dados e fatos, como sempre, teu comentário, Chico, apenas faltou um pequeno detalhe: Terias condições de estimar, para conhecimento dos acólitos, o tamanho do agradecimento$$$ yankee à família Bolsonaro? Não precisas especificar onde depositariam os agradecimentos.

    • Moreno,

      As pessoas podem publicar o que bem entender, pois a TI permite, desde que não sejam ofensas pessoais.

      Mas, esse direito traz consigo os mesmos direitos daqueles que apoiam, criticam, elogiam ou contestam os textos postados.

      Agora, tem gente que não gosta, então vem com pedras na mão para jogar no opositor ou naquele que pensa diferente.
      A ideia é tirá-lo do jogo, afastá-lo, como conseguiram com vários comentaristas.

      Mas, eu não me intimido, haja vista quando tenho razão sou determinado em apresentar o outro lado.

      A intolerância não admite;
      a ideologia muito menos;
      o objetivo é humilhar, tripudiar e expulsar quem perturba, incomoda, quem mostra as contradições existentes nos comentários radicais, definidos.

      Enquanto eu puder combatê-los, e somente quando percebo falhas, erros ou informações que carecem de fundamentos estarei na berlinda.

      Abração.

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