O procurador-geral da República torce para que o ministro Antonio Palocci peça logo demissão ou seja exonerado.

Carlos Newton

Embora a seção da Procuradoria da República no Distrito Federal tenha se adiantado e já esteja empenhada em fazer uma investigação oficial sobre o enriquecimento ilícito do ministro Antonio Palocci, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, também precisa decidir se abre ou não a investigação pedida pelo PPS e outros partidos de oposição. A expectativa é de que anuncie a decisão até quarta-feira. Será?

Se Roberto Gurgel se decidir pela abertura da investigação, o trabalho já iniciado pela seção do Distrito Federal será paralisado e a Procurador-Geral da República se encarregará de prossegui-lo. Mas tudo indica que Gurgel não vai decidir tão cedo, preferindo esperar que Palocci caia de maduro.

Motivo: o mandato de Gurgel termina no dia 22 de julho, ele quer continuar no cargo e sua recondução depende exclusivamente da caneta do presidente Lula, perdão, da presidenta Dilma Rousseff, a gente acaba se confundindo.

Gurgel saiu vitorioso nas eleições internas do Ministério Público Federal, com a maioria dos votos. Em segundo lugar, ficou Rodrigo Janot e em terceiro, Ella Wiecko. Essa lista tríplice já está com a Secretaria-Geral da Presidência, comandada pelo ministro Gilberto de Carvalho, para decisão final. Nas últimas nomeações, o então presidente Lula sempre escolheu o procurador mais votado. E Gurgel espera que continue sendo assim.

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