O PT e o salário mínimo

Carlos Chagas

Quando voltou ao governo em 1951, daquela vez eleito, Getúlio Vargas aumentou o salário mínimo em 100%. Cumpria a Constituição, que exigia para o trabalhador remuneração capaz de atendê-lo, e à sua família, com despesas de alimentação, habitação, vestuário, educação e até lazer. Desde que o presidente fora deposto, em 1945, o salário mínimo não aumentava, exigência dos neoliberais da época. O tempo passou, continuaram os mesmos de sempre a tripudiar sobre a grande massa e, para encurtar a conversa, registra-se a iniciativa da presidente Dilma Rousseff, de dar o reajuste de 9% para o menor salário nacional, que passa de 622 reais para 678 reais por mês.

Não seria preciso dizer mais nada. O aumento suplantou a inflação, que não passará de 6%, mas, por isso, estará o trabalhador feliz?

Quem conseguirá viver com essa merreca e, junto com sua família, alimentar-se, habitar, vestir-se, cuidar da educação dos filhos e até assistir uma das partidas da Copa das Confederações, com 678 reais mensais… Mesmo com o dobro seria impossível.

Agora que já se fala na renovação do PT, seria bom que algum companheiro se indignasse, em vez de buscar nomeações na máquina do poder público, para não falar nos negócios fajutos a que se acostumaram. Inexistem sinais de o partido preocupar-se com o salário mínimo, mesmo sendo “do Trabalhador”.

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ATRASOU MAS ESTÁ CHEGANDO

Os ranhetas voltam a sorrir. O fim do mundo não chegou dia 21, frustrando-os, mas de lá para cá o calor tem sido tão intenso, no país inteiro, que muita gente supõe ter a natureza decidido atuar por etapas. A conta-gotas. Em vez de torrar a Humanidade de uma só vez, com a explosão do sol em poucos segundos, a estratégia é outra, aliás, mais cruel. Aos poucos, o resultado será o mesmo, dizem os pessimistas. Isso se não sobrevierem as enchentes…

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