O que deu errado com a democracia (parte 2)

Almério Nunes

“Dívida global salta 43%, para US$ 100 trilhões”, revela o Banco das Compensações Internacionais (BIS, uma espécie de banco central dos bancos centrais, que faz alerta sobre riscos de políticas de estímulos dos BCs de países desenvolvidos. (FONTE: Bloomberg News).]
E … quem pagará esta dívida de CEM TRILHÕES DE DÓLARES? Como é que esta dívida chegou a este patamar? Quem lucra com esta dívida? Os povos sabem a origem desta dívida?
“O volume de endividamento global saltou 43%, para US$ 100 trilhões, desde os primeiros sinais da crise financeira, em meados de 2007, à medida que os governos recorreram a financiamentos para empurrar sua economias para fora da recessão, e as empresas tiraram proveito dos juros baixos adotados pelos bancos centrais para estimular as finanças …”  (Bloomberg News).

Os povos, portanto, são explorados e saqueados da maneira mais sórdida e cruel. Os bancos fazem o que bem entendem e resolvem tudo entre eles mesmos, provocam e resolvem crises em conformidade com o cardápio do dia, servido pelos mesmos garçons de sempre. Estamos diante da maior máfia em todos os tempos, a máfia dos bancos.
FUNCIONA ASSIM?
Então… quer dizer que… a democracia funciona assim? Alguém acha que esta colossal dívida um dia será paga? Ou ela irá para… US$ 200 trilhões logo logo? Bingo!
“Todo poder emana do povo e em seu nome deverá ser exercido”. Mentira!!!
O povo não sabe que deve nada disso. Pagará e pagará e pagará, de uma forma ou de outra, até o amargo fim. Seu papel neste filme frankensteiniano é ficar sem nada.
Registre-se. A dívida estava em ‘apenas’ US$ 70 trilhões, até 2007. Após o colapso do banco de investimentos Lehman Brothers, com a crise das hipotecas, bateu nos números atuais.

Esta crise, segundo ressaltado lá mesmo no país onde teve origem – os Estados Unidos – jogou na exclusão mais de cem milhões de cidadãos em todo o mundo. E fica faltando o surgimento de ‘um novo tempo’, um ‘neo’ qualquer, uma nova enganação com outro nome, porque de democracia, desta democracia, já chega, o mundo não aguenta mais.
Já teve um Homem pobre, por aqui, que se rebelou contra esta porcariada toda.
Teve morte horrível.

4 thoughts on “O que deu errado com a democracia (parte 2)

  1. Parece-me que os dados divulgados outro dia no jornal Valor Econômico estão mais atualizados do que os contidos no artigo do Sr. Nunes.

    Sendo assim a situação é bem pior do que declara o articulista – o volume de crédito do sistema financeiro no planeta atinge US$223,0 trilhões; ou, 313% do PIB mundial.

    É uma situação que, como dissemos noutro artigo, caminha para o insustentável, já que a dívida com os bancos é cumulativa e extrapola cada vez mais a capacidade de geração de riquezas do planeta. Até quando o sistema seguirá assim, não sabemos.

    Mas, sabemos que algo tem de ser feito para quebrar o atual paradigma de acumulação de capitais de forma exponencial nas mãos das instituições financeiras.

    O veneno que adoece o planeta está contido numa pequena fórmula – M = C x(1 + i)ⁿ – cujo estrago estamos sentindo, através de espasmos que este sistema doente emite; tanto em 1929 quanto em 2008.

    Estamos sendo avisados. O endividamento dos países, entre eles o Brasil, é o sinal mais claro deste estado de coisas, o qual podemos acompanhar cotidianamente.

    A fórmula está errada!

  2. Interessante, também, a informação que o Sr. Nunes resgata: a de que Jesus Cristo padeceu tentando mudar a situação o rumo das coisas.

    Pois é… na passagem bíblica que narra a fúria com que o Nazareno expulsou os vendilhões do Templo, vemos claramente, que Jesus quis extirpar da casa de Deus, justamente, os bancos, os cambistas. Só que, naquela época eles eram chamados de bancas, as bancas dos cambistas.

    É lógico que as bancas não são obra dos judeus, mas, dos fenícios. Mas, foram os judeus que aprimoraram e entregaram os moldes dos bancos atuais.

    Conclusão: Jesus quis livrar a casa de seu pai dos precursores dos bancos, isto é, as bancas. Justamente as instituições que hoje se locupletam dos esforços da humanidade. E foi logo rechaçado.

    Mas, e agora… quem os irão expulsar?

  3. A utilidade de artigos como este do Almério, de extrema utilidade e informação, acarretam mais dados para que se possa ter uma idéia exata do quanto estamos nas mãos dos banqueiros, os atuais donos do mundo!
    Wagner complementou com o seu conhecimento específico, os números apresentados pelo notável articulista, apliando-os de tal forma porque verdadeiros, incontestáveis, a gravidade da situação não só nacional quanto mundial.
    Entretanto, penso que o mal maior não seria a ganância dos bancos, pois esta teria solução, mas a OMISSÃO DOS GOVERNOS, a suas subserviências às determinações financeiras e econômicas do sistema financeiro.
    O governo brasileiro está prostado diante desse poder; de joelhos, implorando por mais verbas e investimentos.
    Pergunto:
    Para quê?!
    Somente para aumentar os ganhos desta elite perniciosa? Propiciar-lhes mais lucros obtidos do sofrimento do povo?
    E, cada vez mais, entra e sai governo, continuamos de cócoras, de pires na mão, implorando para que sejamos mais dependentes deste dinheiro malévolo?!
    A incapacidade e incompetência de nossos governantes estão estampados no aumento do analfabetismo, condição responsável nesta continuidade humilhante de dependermos do capital internacional, e da falta de uma administração voltada às questões nacionais, peculiares do País, que nos colocariam em patamares de diferenças entre as nações que sequer produzem um centésimo do que temos em riquezas naturais e até mesmo industriais que, no entanto, nos superam em qualidade de vida.
    Coréia do Sul, Suíça, Japão, a Escandinávia, Canadá, Austrália…
    Basta que comparemos os dados educacionais nossos com os destes países e, facilmente, evidencia-se a razão pela qual desfrutam de desenvovimento e conforto, progresso e avanços sociais, muito maiores que os oferecidos pelos governos do Brasil há muito tempo à sua população.

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