O que o 3 de outubro nos promete ou nos garante. Um candidato que insiste e jamais será presidente. Uma candidata que nem admitia o fato, será eleita, mas não governará. Não sabe, não tem projeto, programa, compromisso.

Fiquei impressionado com a repercussão do artigo que escrevi e publiquei aqui anteontem, sobre a entrevista de José Dirceu. Não pelo texto, mas pelo conhecimento guardado na memória sobre a trajetória de 40 anos de vida e atuação do ex-chefe da Casa Civil.

Reproduzido em blogs e sites do Brasil inteiro. (Todos sabem que podem reproduzir tudo ou qualquer coisa que eu escrever, pois entre outros objetivos, está esse de provocar debates, controvérsia, reflexão, acabar com o silêncio culposo, omisso e submisso, deliberado e planejado, dos chamados órgãos de comunicação). E fiz análise em profundidade e bastante elucidativa da entrevista de José Dirceu por dois motivos.

1) considerei e considero que a entrevista é documento dos mais importantes, foi concebido e concedido, não para repercutir simplesmente hoje, mas para pautar a realidade de amanhã, mostrar a Dona Dilma, o caminho que terá que percorrer OBRIGATORIAMENTE para não se confrontar com o PT, não sofrer a hostilidade e a oposição (isso mesmo, oposição) de um partido que pretende ocupar o espaço que parecia ser seu, e não foi durante os 8 anos de Lula.

Isto não é um elogio, que na verdade nem é o meu forte: a entrevista foi pensada, refletida e escrita, seguiu uma espécie de roteiro amável, que vai se projetando à medida que vai transcorrendo. E de amável vai se desdobrando, a amabilidade se transforma, não chega à hostilidade, mas é uma coisa do início até um pouco depois do meio, quando então se viabiliza, e comunica (?) ou exibe para Dona Dilma o que o futuro lhe espera.

E então, quase no fim, explode a montanha de obstáculos que foi desvendando ou insinuando. E trocando a bomba caseira que portava, aparece com o míssil nuclear, que já começou a produzir efeitos, embora o próprio Dirceu tenha programado o míssil para atingir o alvo a partir de 1 º de janeiro de 2011. Mas como esse míssil, com todo o efeito devastador, não pode ser transportado sigilosamente, pois o tamanho é proporcional à destruição que provoca, antecipando tudo, e Dirceu antecipou tudo, não deixou que ninguém pudesse se defender com o “eu não sabia”, ou “não entendi o que Dirceu queria dizer”, consolidou tudo numa frase, clara, visível, inquestionável.

Então, surgiu a frase que, embora sem criatividade mas com autenticidade, merece a qualificação de “bombástica”. Surgindo de uma bomba, nada melhor do que isso. Nenhuma dificuldade ou problema para entender: “NO GOVERNO DILMA, O PT VAI MANDAR MUITO MAIS DO QUE MANDOU NO GOVERNO LULA“.

Dirceu começa quase repetindo o poeta, quando disse: “A mão que afaga é a mesma que apedreja”. O afago está no reconhecimento de que ELA ESTÁ ELEITA, pois se dirige à “companheira como presidente”.

Não chega em nenhum momento a ser carinhoso, não era seu objetivo na entrevista, não será nunca, o EGO do poderoso personagem é tão vasto, que não permite nenhuma concessão PESSOAL ou INDIVIDUAL.

2) Meu propósito ao analisar a entrevista em profundidade tem uma justificativa, se isso fosse necessário. Eu sabia que os jornalões, agora multiplicados ou triplicados pelo avanço da tecnologia, não examinariam a entrevista de modo algum, no subterrâneo ou no planalto (palavra usada deliberadamente, e com todas as interpretações que quiserem). E foi o que aconteceu, me levando a estas considerações rápidas, mas inquestionáveis.

Sobre o que está no título: faltam 10 dias para o insosso 3 de outubro, e digamos 100 dias para o turbinado, tumultuado, incógnito e inconcluso 1º de janeiro de 2011. Essa data, sim, entrará para a História. Dona Dilma não será citada quando alguém escrever sobre o 3 de outubro, este e os outros. Os de antes, com 300 interpretações e talvez o mesmo número de personagens. O de agora, de amanhã, só uma interpretação e um personagem.

***

PS – Como eu disse noutro dia, rapidamente, apenas entrevendo e analisando: o ano de 2011, começa com a posse de quem não tem mandato, votos, personalidade ou competência.

PS2 – E será politica e jornalisticamente, um período riquíssimo (sem qualquer duplo sentido, embora não exagerasse) de episódios.

PS3 – Tudo pode acontecer, menos haver governo e oposição. O Brasil já não tem isso há muito tempo, e no governo (?) Dilma então, nem de longe.

PS4 – Os que defendem ou criticam Dirceu, são inteiramente diferentes deste repórter. Apenas analiso sua trajetória, nada me surpreende, pois ele ja fez tantas viagens de ida e volta sem sair do lugar, que ainda tem muito para caminhar.

PS5 – Dirceu garante que o PT vai mandar muito a partir dos 100 dias que faltam para o início de 2011. Deve estar convencido do que diz.

PS6 – Mas o grande mistério do “governo Dilma”, será a posição do Lula. Nem imaginar que ele ficará distante. Mas o PT, totalmente desconhecido e desprestigiado por ele, aceitará continuar teleguiado?

PS7 – Pode ser de Lula, de Dirceu, e até da própria Dilma, o mais dificil de acreditar.

PS8 – O quase certo é que pedirão crachá a ela, para ENTRAR e até para SAIR do Planalto. Sentirá saudades do tempo em que era tão poderosa, que mantinha Erenice (e a família), como “seu braço direito”.

NÃO DEIXE DE LER AMANHÃ:

O governo Lula tem 267 BILHÕES DE DÓLARES na Suíça,
“recebe” 2 por cento ao ano, de juros. Diz que pagou a DÍVIDA
EXTERNA”, não pagou. Despende, anualmente, 188 BILHÕES
de juros da INTERNA, e não revela juros da EXTERNA.

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