O que o Barão de Itararé tem a ver com os problemas de Dirceu?

Os eventos de repúdio ao Supremo Tribunal Federal, em protesto pela condenação dos chamados mensaleiros, estão sendo organizados pelo PT através do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé. Esta instituição, se é que podemos classificá-la assim, já convocou militantes petistas para três atos “pela anulação do julgamento da Ação Penal 470, devido aos notórios e graves erros cometidos pelo STF”: no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e Brasília. Depois do Carnaval, anuncia-se que as excursões a outras capitais serão retomadas pelo Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé.

Christian Cardoso

Quanto ao envolvimento do nome do Barão de Itararé nessa podridão, acompanho o Editor Carlos Newton e o sr. Delmiro Gouveia. Ademais, acompanho, humildemente, os outros comentaristas que aqui tocaram no assunto.


Aparício Torelly, o Barão de Itararé, foi um “Humorista da Democracia” (Leandro Konder). Um dos episódios marcantes de sua carreira refere-se ao folhetim publicado no “Jornal do Povo” (1934), acerca da Revolta da Chibata e seu líder, João Cândido, ocorrida em 1910.
Por conta dessa cobertura, oficiais da Marinha (incentivados por integralistas) resolveram “punir” o insigne jornalista. Sequestraram-no, ameaçaram-lhe de morte, cortaram seus cabelos e espancaram-no, deixando-o nu em local ermo.

A consternação foi grande (inclusive no oficialato da Marinha), mas o “Jornal do Povo” não suportou a crise e teve que ser fechado. De volta à redação de sua “A Manha” (“quem não chora, não mama” – dizia ele), pôs uma placa na porta com a expressão “Entre sem bater”…

Misturar a figura do gigante Barão de Itararé com a putrefação do Rasputin Imberbe (CN), do partido-ex-paladino-da-ética e sua “longa manus” de sindicanalhas/sinditraíras é um desrespeito à memória do genial jornalista-humorista. É uma verdadeira “piada” (de mau-gosto): não há limites para os vassalos (e comensais) dos administra-DORES (Schossland) pseudo-esquerdistas “de plantão” (HF).

E como dizia o Barão de Itararé, enquanto caem as “máscaras”, eles vão mostrando suas “más-caras”…

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