O que preciso escrever para mostrar que não tenho a menor admiração por Serra?

Pedro Jacintho da Silva: “Hélio, o que você escreve não é nem um pouco diferente daqueles comentários postados nos blogues em apoio à candidatura José Serra. É tão preconceituoso quanto, a única diferença é que você sabe escrever, afinal é jornalista e bom nas palavras, o que o torna pior por praticar um bom serviço aos reacionários.”

Comentário de Helio Fernandes: Pedro, não tenha nada contra o debate, até estimulo, mas estou pensando seriamente em acabar com este blog. Já me chamaram de comunista, de anti-estalinista, de uma porção de coisas do ponto de vista ideológico. Mas reacionário?

E se eu digo desde 2002, que SERRA JAMAIS SERÁ PRESIDENTE, o que preciso escrever para mostrar que não tenho a menor admiração por ele? Corro o risco nessa análise, sem qualquer dúvida, e vem você negar as minhas posições?

Dilma e Picciani, acenando
juntos para uma rua vazia

Mario Cardoso: “Meu caro Helio, por favor o que significa aquela foto na capa do Globo, Dilma e Picciani acenando para uma rua vazia? E quase abraçados”.

Comentário de Helio Fernandes: “Isso se chama campanha eleitoral. Mas para uma candidata que se julga vitoriosa, devia fazer o mínimo de concessões. E nenhuma a Picciani. Tinha que saber, ele é acusado pelo Ministério Público de ENRIQUECIMENTO ILÍCITO e de EXPLORAÇÃO DE TRABALHO ESCRAVO. E pode até não se eleger senador.

Dilma, a mãe dos banqueiros,
seria uma nova Evita Perón?

Martim Berto Fuchs: “Na época do Perón, a Argentina tinha a Evita Perón, mãe dos pobres. Na época do Lulla, o Brasil tem a Evita Dilma, mãe dos banqueiros”.

Comentário de Helio Fernandes:

A diferença é enorme, e a influência de Evita sobre o marido Perón, total. Ele entrou e saiu de governos (ditatoriais) várias vezes. Antes dela, repudiado. Depois dela, glorificado.

O PERONISMO foi o único “ismo” que durou até hoje, excluídos naturalmente os supostamente ideológicos. (Comunismo, socialismo, fascismo, este então jamais saiu de moda, é uma síntese dos outros).

Embora em decadência, na Argentina, todos os partidos se escondem atrás do peronismo. Aqui, muitos elogiam a ditadura Vargas, 15 anos no Poder, mas ninguém é “getulista”, “varguista” ou coisa parecida. Apesar de eu considerar e ter reconhecido que seu fim foi genial, a imagem não resistiu, morreu com ele.

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