O Rio Grande do Sul chegou ao limite do consumo de energia. Apagão será o próximo passo.

Políbio Braga

Nossa revelação de que bateu no teto a capacidade máxima de transmissão e de distribuição de energia elétrica no RS só não é mais alarmante porque a notícia não veio acompanhada do anúncio de apagões (cortes de carga) no Estado.

O Rio Grande do Sul produz apenas 30% da energia que consome e por isto depende visceralmente da energia produzida noutros locais, sobretudo Itaipu, Paraná.

O problema é que as linhas de transmissão estão saturadas, o que vale para o miolo do Estado e também para os Estados ligados ao Sistema Interligado. A capacidade delas é de megawatts e nestes últimos dias de calor forte, a margem que separa o consumo (6 megawatts, atualmente) da capacidade de transmissão (6,1 megawatts) é de apenas 2%.Não é nada.

Ao cruzar esse limite, o que poderá acontecer a qualquer momento, cortes de cargas (apagões) serão aplicados seletivamente no Estado. Em casos como este, os planos de contigenciamento selecionam localidades, áreas e atividades menos problemáticas.

O problema maior será a indústria.

As autoridades federais e estaduais não tratam publicamente do assunto e não se sabe o que planejam para o ano que vem, quando o problema chegará ao limite do insuportável. O que se sabe é que o Rio Grande do Sul não constrói novas usinas (o editor não fala de usininhas eólicas) e também não investe pesadamente em modernização e construção de linhas de transmissão e distribuição.

(Transcrito do blog de Polibio Braga)

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