O Sistema Político brasileiro, grosseiramente alinhavado, é a causa de muitos dos nossos males

Flavio José Bortolotto

Com multipartidarismo exacerbado, voto obrigatório, voto proporcional, órgãos fiscalizadores (Tribunais de Contas da União e dos Estados, Conselho Nacional de Justiça,  Advogacia-Geral da União, Procuradoria-Geral da República etc.) e o Poder Judiciário totalmente dependentes dos partidos políticos, com o Poder Executivo “refém” da base aliada etc., e principalmente existindo segundo turno, dentro do atual Sistema Político quem não pratica malfeitos e não junta dinheiro para manter os “partidos” e enfrentar as grandes despesas necessária para sua eleição?

Dentro desse Sistema, a eleição custa muito caro e quem for pego com a “boca na botija” não perde muito. Assim, a meu ver, a causa maior da impunidade do “malfeito” não é do eleitor, mas do péssimo Sistema Político vigente.

Tivéssemos um bipartidarismo, acabariam-se as bases aliadas e o tão “negociado” segundo turno, e assim o Executivo nunca ficaria “refém” de coalizões. O voto facultativo melhoraria 70% a qualidade do voto e dificultaria de 10 a 20 vezes a compra do voto. Com voto distrital puro para vereadores, deputado estadual e federal, seria muito mais barata a eleição no Distrito, e ninguém esqueceria em quem votou.

Se os órgãos de fiscalização (eleitos uns, concursados outros) fossem todos verdadeiramente independentes dos dois partidos políticos, e os três Poderes realmente independentes e harmônicos entre si, tudo melhoraria ainda mais.

O Poder corrompe e o Poder Absoluto corrompe absolutamente, por isso deve ser o mais repartido possível. Em toda sala de reuniões da administração pública deveria ter uma placa: “Quem pratica ‘malfeito’ rouba da criança pobre brasileira”.

Cada povo tem sua História, seu jeito de ser, mas adaptando-se esse Sistema, hoje grosseiramente alinhavado, melhoraríamos muito a nossa triste situação política. Pense nisso.

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