O superministro Moraes quer ser juiz, delegado e promotor, ao mesmo tempo

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Bernardo Mello Franco
O Globo

O ministro Alexandre de Moraes não cabe mais na toga. Há dois anos no Supremo, ele quer acumular os figurinos de juiz, delegado e promotor. Nas horas vagas, também cobiça uma vaga de censor. Falta o lápis vermelho para riscar as reportagens proibidas. Depois de avançar contra a liberdade de imprensa, o ministro voltou a fazer barulho ontem. De manhã, deflagrou uma operação que mobilizou policiais em São Paulo, Goiás e Distrito Federal.

À tarde, meteu-se numa queda de braço com a Procuradoria-Geral da República, que o acusa de conduzir um inquérito fora da lei.

SETE ATIVISTAS – A mando de Moraes, a PF vasculhou as casas de sete ativistas de Facebook. Entre os perigosos alvos, estavam um general de pijamas e uma estudante de que sonha com a volta da ditadura. No ano passado, os dois tentaram entrar na política e tiveram votações pífias. Agora ganharam uma nova chance de se promover.

Moraes também comprou briga com Raquel Dodge. Ela defendeu o arquivamento do inquérito instaurado a pretexto de defender a honra do Supremo. Ele ignorou o ofício e acusou a procuradora de agir de forma “inconstitucional e ilegal”.

Os mesmos adjetivos têm sido usados para descrever a investigação aberta por Dias Toffoli e conduzida por Moraes. O professor Walter Maierovitch afirma que a dupla violou a Constituição e usurpou poderes do Ministério Público.

“O inquérito está errado desde o princípio, porque quem julga não pode investigar nem acusar. Moraes se colocou em vestes de Torquemada. Agora quer transformar o Supremo numa corte inquisitorial de república de bananas”, critica.

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ENQUANTO ISSO, NA FRANÇA…

Os bombeiros ainda resfriavam a Notre Dame quando a família Arnault, dona da grife Louis Vuitton, desembolsou R$ 875 milhões para reconstruir a catedral. O Museu Nacional virou cinzas há sete meses e os bilionários brasileiros ainda não coçaram o bolso. A maior doação, anônima, foi de apenas R$ 20 mil. Até hoje, chove dentro do palácio da Quinta da Boa Vista.

16 thoughts on “O superministro Moraes quer ser juiz, delegado e promotor, ao mesmo tempo

  1. Deixam qualquer um ser ministro do STF, quer o que? Que se comporte como o que ele não é nem nunca poderia ser? Terceiro mundo é isso. Não adianta o país ser uma Ferrari, se ninguém sabe dirigir. No país que funciona, juiz apenas julga. Não dá carteirada, não é polícia para prender, não abre processo, não investiga, nem interfere em investigações, muito menos, legisla, interfere no orçamento da união, seja para se dar aumento ou manter penduricalhos, censura meios de comunicação. Isso se tratando de um juiz. Uma pessoa talhada para o cargo, que passou por um processo difícil e disputado de seleção e adquiriu ao longo do tempo experiência em seu ofício. O que não não passa bem longe do processo para ingresso no STF de banânia.

  2. A diferença entre Notre Dame e a Quinta é que aqui o din-din vai para as mãos do reitor Psolista, excelente administrador, e aí, aí…
    Por falar nisso a perícia já detectou que foi um fio desencapado, um gatilho feito na instalação errada do ar condicionado. Negligência, claro. E alguém foi punido? Foi instaurado processo administrativo:? Perdas e danos alguém vai pagar? E ainda querem que os otários doem din-din para continuar a farra do boi?

  3. “…2 Censura: A supressão máxima da liberdade de expressão

    […] Mesmo no caso em que a censura encontra fundamento em certos valores ela sempre é utilizada como um instrumento de manipulação, seja ela política ou ideológica, de um determinado grupo sobre outro, normalmente do grupo dominante sobre os demais. […] (MEYER-PFLUG, 2009, p. 80)

  4. Frase que anda percorrendo as redes sociais, e que define de maneira ímpar, única, exclusiva, o que está acontecendo no Supremo com relação ao povo e país:

    “MANDA QUEM TOFFOLI, ODEBRECHT QUEM TEM JUÍZES”.

  5. Nessas alturas, sugiro ao Poder Absoluto, vulgarmente conhecido como Judiciário, que proíba a Internet de funcionar no Brasil!!!

    Essa providência de invadir casas particulares, confiscar computadores, multar as pessoas, censurar parte da mídia, nos remete ao nazismo.

    Logo, muito melhor e sem mácula quanto às decisões do Supremo, que corte o “mal” pela raiz:
    PROIBIR A INTERNET DE FUNCIONAR NO BRASIL!

    Assim, Suas Excelências evitarão ser criticadas e contestadas, e viverão impunemente as delícias dos extremos, situação onde somente o Poder Absoluto pode gozar, inclusive da nossa cara!

  6. Supremacia judaica: queimando igrejas legítimas sob a lei judaica

    O ativista de direita radical Bentzi Gophstein, que escapou por pouco de acusações de incitamento à violência, foi registrado dizendo que ele inquestionavelmente apóia a queima de igrejas e “casas de idolatria”.

    https://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4688289,00.html

    Já que em sua lei você pode oficialmente incendiar nossas igrejas, podemos colocá-lo oficialmente na prisão, porque em nossa lei, o incêndio deliberado é um crime.

  7. Alexandre de Morais ou Moraes, sei lá, parece aquele personagem vilão “CABEÇA DE OVO” que aterrorizava a Gotham City do Batman e Robin.
    Quem é que vai ser o Batman? O problema é que nessa republica bananeira até o Batman é bandido, haja visto, ser um dos mais perigosos milicianos que aterrorizam o Rio de Janeiro.

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