O surrealismo brasileiro. O Boni enriqueceu com a televisão, critica a televisão, numa entrevista à televisão. É bem verdade que o programa “Roda Viva” não é bem televisão.

Fiquei surpreendido, passando para ver alguma coisa, vi o todo poderoso e enriquecido Boni, sendo entrevistado pela TV Cultura.

Não ia ficar. Há anos, logo que o programa apareceu, apelidei-o de “Entrevista Vôlei”, os apresentadores “LEVANTAM” para os entrevistados “CORTAREM”. Já se foram tantos APRESENTADORES, mudaram mas tudo continua o mesmo.

Com o Boni apresentava assuntos não rotineiros, fiquei, esperava controvérsia, debate, polêmica. Não houve nada, mas o Boni colocou problemas interessantes.

1 – “Os programas jornalísticos da televisão, são todos iguais, falta criatividade e autenticidade”.

2 – “As televisões não têm JORNALISMO INVESTIGATIVO, se conformam com a rotina. Dessa forma, ficam todos desprestigiados”.

3 – As televisões ESCONDEM tudo o que interessa publicar, por isso são todas iguais, as notícias são as mesmas”.

***

PS – O Boni foi por aí, num caminho surpreendente, mas que estava à disposição dos “debatedores”, só que ninguém debateu.

PS2 – Quando um homem de televisão como o Boni, diz que a televisão ESCONDE fatos e notícias, qualquer um responde na hora: “Não dão uma linha ou 1 minuto sobre as DÍVIDAS externa e interna.

PS3 – Eu dizer isso, normalíssimo. MAs um poderoso senhor da TELEVISÃO, tentar colocar o assunto e não receber resposta, não é ele que FICA MAL. São os PARTICIPANTES SILENCIOSOS.

Dirceu e a ditadura anunciada

Valdenor de Souza:
“Helio, aí chega o Dirceu e fala na DITADURA ANUNCIADA. E a imprensa?”

Comentário de Helio Fernandes:
A imprensa (amestrada e enriquecida) não diz nada, pois não é para dizer mesmo. À medida que a tecnologia avança, os lucros se multiplicam . Para esses senhores, tanto faz a DITADURA ou DEMOCRACIA, quem tem razão, apesar do deliberado e profundo radicalismo, é o Paulo Solon.

Tanto faz. Quando Gutemberg, em 1460, permitiu a fabricação das máquinas de IMPRIMIR, os PROPRIETÁRIOS DE ÓRGÃOS, que se diziam jornalísticos, mas não sabiam escrever, começaram a enriquecer, era o que interessava.

Em 1894 veio o rádio, invenção de Marconi (Guglielmo Marconi), mais um órgão para explorar, no sentido da palavra, e para juntar mais dinheiro. Por volta de 1940, inventaram a televisão. Mas como o mundo estava em plena Segunda Guerra Mundial, só pôde ser utilizada a partir dos anos 50.

Passamos mais um menos 40 ou 50 anos sem nada, aí o mundo da tecnologia E-N-D-O-I-D-E-C-E-U, no bom e mau sentido. O avanço é tão grande que chega a ser difícil decorar e lembrar os nomes. Mas tudo se volta contra a coletividade e a proliferação dos BILIONÁRIOS, QUE JÁ SÃO TRILIARDÁRIOS.

Os milhões do Fundo Partidário

Paulo Lima:
“Helio, você disse que os 27 partidos brasileiros recebem 2 milhões por ano do Fundo partidário. É muito mais, Helio, mas muito, esses 2 milhões são apenas o início. Vão aumentando em relação ao número de parlamentares eleitos”.

Comentário de Helio Fernandes:
Desculpe, Paulo, posso até concordar com você, sem o menor constrangimento. A informação que obtive foi essa, mas também acho que a voracidade dos 27 partidos não se conforma com isso.

Meu objetivo é acabar com 2 ou com 20, e obrigar os partidos a se reformarem, a existir realmente. Agradeço a você e a quem debater este assunto, fundamental.

Os votos de Tiririca e Romário

Cláudio Sarmento:
“Helio, se o povo sabe votar, como explicar o Romário, Tiririca e outros?”

Comentário de Helio Fernandes:
A colocação não está certa, Cláudio. Infelizmente não dá para transformar, a não ser modificando os partidos, estruturando-os, dando participação à militância. Aí surgirá um sistema mais correto, com credibilidade, autenticidade, representatividade.

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